Whats: (11) 9 9191 6085

VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

Você está em: Página inicial / Filosofia / A Caminho do Super Homem
A Caminho do Super Homem

Livro: A Caminho do Super Homem

Autor - Fonte: Rosaura Paranhos

Ir para a página:

...QUIXOTE E CARLITOS, DOIS SÍMBOLOS PARA A COMPREENSÃO DO HOMEM ATUAL. Ó Copyright 2001: Rosaura Paranhos - Versão para e-book da iEditora SUMÁRIO Prefácio . 7 PARTE I. 17 1 O Retorno de uma Velha Questão. 19 Demócrito e Platão; Erasmo e Montaigne . 32 Descartes e a identificação com o ser pensante . 38 2 Os atributos do ser pensante, as inovações técnicas e a famosa proclamação de Descartes . 65 A Navegação, a Velocidade e a sensação de Liberdade e Onipotência . 67 As armas de fogo e os atributos da Instantaneidade e da Onipotência . 70 A imprensa e o papel da linguagem . 83 O monismo que é ao mesmo tempo um dualismo .124 3 O olhar do artista .127 4 Pequeno estudo sobre Van Gogh .145 5 De qual corpo estamos falando? .151 6 A relação da moeda com o corpo em sociedade .161 7 O corpo de Sancho e o de Falstaff .173 8 Carlitos e o corpo mudo .185 9 A questão mente–corpo para a Psicologia .197 6 Rosaura Paranhos PARTE II .211 10 Filosofia: contando uma nova história da questão .213 11 Os primeiros filósofos .215 12 A passagem das trocas para a moeda .219 13 Sócrates e os sofistas .223 14 Sofistas, um espelho indesejável .229 15 Sócrates na visão de Aristófanes .233 16 Por que Sócrates foi condenado? .235 17 Platão e o conflito mente–corpo .239 18 Aristóteles e a lógica .243 19 Um pouco da cultura helenística .245 20 A Ciência liberta-se, aos poucos, da Filosofia .249 21 O Direito e a Filosofia dos ro...
anos .253 22 Cristo e a via-crúcis da carne .255 23 Plotino e a balança corpo–mente .259 24 O Cristianismo e a Filosofia .261 25 O Renascimento .263 26 A Reforma e o Capitalismo .265 27 A Ciência e o Racionalismo .267 28 A Literatura pede a Palavra .271 29 Reflexões sobre as mortes de Dom Quixote e de Hamlet . 281 Conclusão .299 Notas Bibliográficas .311 7 PREFÁCIO Prezado leitor, uma introdução normalmente limita-se ao conteúdo da obra, não nos contando nada da vida do autor nem das circunstâncias que o levaram a escolher e trabalhar aquele determinado tema. Talvez essa forma seja a mais adequada, porque, afinal, compramos um livro atraídos pelo assunto e dele não esperamos conhecer nada além do desenvolvimento das idéias que o sumário sugere. Mas existem as exceções. Tenho em mente aqueles trabalhos intimamente ligados às experiências de seus autores. Não falar um pouco sobre essas experiências prejudicaria uma melhor compreensão. Eis o motivo de haver optado por um prefácio em que narro as circunstâncias especiais que envolveram as idéias que deram origem a este livro, e que, curiosamente,brotaram da leitura de um outro livro. Uma leitura que suscitou uma resposta ao problema relativo à interação entre a mente e o corpo do homem, que há muito me intrigava. Jamais poderia supor que seria um romance quem me responderia. Apesar de antigo, ele era especial e continuava vencendo os séculos como o maior romance já escrito: o famoso Dom Quixote de la Mancha. Mas antes de lhes relatar a experiência da leitura, seria necessário voltar um pouco no tempo. A recordação mais significativa que guardo da infância e, principalmente, da juventude diz respeito a uma inquietação que produzia em mim o pensamento de que existia alguma coisa muito peculiar e, ao mesmo tempo, de difícil compreensão na constituição humana, em relação ao mundo moderno. Se no início era apenas um vago pressentimento,adulta, já se apresentava abertamente como uma questão clara e definida a exigir uma resposta: por que persistia um certo dualismo na maioria das pessoas e principalmente no mundo tecnológico que o próprio homem construiu, se a interação entre a mente e o corpo era tão perfeita e harmoniosa, ao ponto de nos fazer seres únicos? Que o mundo se tornava cada vez mais perigoso e inóspito à carne, disso não tinha dúvidas. Ele parecia espelhar muito mais uma arena para o confronto e o choque entre as duas naturezas de que somos constituídos do que um lugar propício ao desfrute sereno da interação. Bastava qualquer observação mais atenta das situações corriqueiras do dia-a-dia para chegar a essa certeza. Entretanto, não colhera exemplos apenas no bombardeio do noticiário cotidiano, verdadeira sugestão de que a vida urbana corria mais riscos hoje do que no tempo de nossos antepassados. Os noticiários da TV, trazendo-nos o mundo para dentro de casa, poderiam ser...
já escrito: o famoso Dom Quixote de la Mancha. Mas antes de lhes relatar a experiência da leitura, seria necessário voltar um pouco no tempo. A recordação mais significativa que guardo da infância e, principalmente, da juventude diz respeito a uma inquietação que produzia em mim o pensamento de que existia alguma coisa muito peculiar e, ao mesmo tempo, de difícil compreensão na constituição humana, em relação ao mundo moderno. Se no início era apenas um vago pressentimento,adulta, já se apresentava abertamente como uma questão clara e definida a exigir uma resposta: por que persistia um certo dualismo na maioria das pessoas e principalmente no mundo tecnológico que o próprio homem construiu, se a interação entre a mente e o corpo era tão perfeita e harmoniosa, ao ponto de nos fazer seres únicos? Que o mundo se tornava cada vez mais perigoso e inóspito à carne, disso não tinha dúvidas. Ele parecia espelhar muito mais uma arena para o confronto e o choque entre as duas naturezas de que somos constituídos do que um lugar propício ao desfrute sereno da interação. Bastava qualquer observação mais atenta das situações corriqueiras do dia-a-dia para chegar a essa certeza. Entretanto, não colhera exemplos apenas no bombardeio do noticiário cotidiano, verdadeira sugestão de que a vida urbana corria mais riscos hoje do que no tempo de nossos antepassados. Os noticiários da TV, trazendo-nos o mundo para dentro de casa, poderiam ser responsáveis pela má impressão. Não fora desta fonte que extraí a convicção do conflito e sim de acontecimentos cotidianos, das experiências corriqueiras em situações aparentemente inofensivas como, por exemplo, atravessar ruas e avenidas movimentadas de minha cidade, à hora do rush. Vivemos tão mergulhados na corrente ininterrupta de nossos pensamentos que não prestamos atenção naquelas ações que praticamos quase que de forma automática, rotineiramente. Mas se obrigássemos o pensamento, errante e volúvel, a concentrar-se no corpo que o produz e no mundo material que o cerca, o simples ato de atravessar uma rua ou ficar ilhado numa avenida de uma grande cidade — à hora do tráfego intenso — seria o suficiente para despertar-nos. Sim, só poderíamos estar dormindo para não percebermos que aquele rio de aço que passa à nossa porta e normalmente cruza o nosso caminho não era adequado a nós, pobres mortais. A velocidade que os carros podem desenvolver e o material rijo de que são feitos, por si só, constituem ameaças veladas às nossas carnes tenras e frágeis. Acrescente-se a isso o fato de os veículos — que não sabemos se estão aptos a trafegar — se encontrarem sob a direção de pessoas a quem ignoramos a sanidade, o caráter, o estado de espírito, a saúde e a condição de sobriedade ou não. E não seria necessário estarmos acometidos da síndrome do pânico para nos espantarmos com a desatenção dos ped...
responsáveis pela má impressão. Não fora desta fonte que extraí a convicção do conflito e sim de acontecimentos cotidianos, das experiências corriqueiras em situações aparentemente inofensivas como, por exemplo, atravessar ruas e avenidas movimentadas de minha cidade, à hora do rush. Vivemos tão mergulhados na corrente ininterrupta de nossos pensamentos que não prestamos atenção naquelas ações que praticamos quase que de forma automática, rotineiramente. Mas se obrigássemos o pensamento, errante e volúvel, a concentrar-se no corpo que o produz e no mundo material que o cerca, o simples ato de atravessar uma rua ou ficar ilhado numa avenida de uma grande cidade — à hora do tráfego intenso — seria o suficiente para despertar-nos. Sim, só poderíamos estar dormindo para não percebermos que aquele rio de aço que passa à nossa porta e normalmente cruza o nosso caminho não era adequado a nós, pobres mortais. A velocidade que os carros podem desenvolver e o material rijo de que são feitos, por si só, constituem ameaças veladas às nossas carnes tenras e frágeis. Acrescente-se a isso o fato de os veículos — que não sabemos se estão aptos a trafegar — se encontrarem sob a direção de pessoas a quem ignoramos a sanidade, o caráter, o estado de espírito, a saúde e a condição de sobriedade ou não. E não seria necessário estarmos acometidos da síndrome do pânico para nos espantarmos com a desatenção dos ped...

Ir para a página:

WhatsApp: (11) 9 9191 6085
Busca Google