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A Arte de Conversar

Livro: A Arte de Conversar

Autor - Fonte: Luiz Carlos Martins

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... Técnicas para argumentar e convencer

Luiz Carlos Martins

Nota: Este texto foi elaborado, originalmente, para treinamento de profissionais de vendas, porém os princípios aqui apresentados podem ser utilizados no cotidiano do relacionamento social por qualquer pessoa.

Apresentação

Estima-se que o homem começou a falar há aproximadamente 40 mil anos, e este, sem dúvida, foi o maior salto dos humanos em relação aos outros animais.

Foi o desenvolvimento dessa habilidade que permitiu que o homem construísse sua história, passasse a viver mais intensamente e atingisse mais facilmente os seus objetivos.

Com o passar do tempo, entretanto, o homem foi descobrindo que o ato de conversar servia não só para transferir conhecimentos ou trocar idéias; descobriu que essa habilidade também servia para influenciar, mudar comportamentos, opiniões, crenças e, conseqüentemente, ganhar poder.

E por isso a transformou em “arte”, que alcançou seu esplendor nos tem
os áureos do helenismo.

Hoje, a “Arte de Conversar” ganhou contornos científicos. Com o desenvolvimento da Psicologia Social e Ciência da Comunicação, já é possível estabelecer-se um conjunto de regras práticas que podem tornar o que seria uma simples conversa, num diálogo proveitoso, seja ele de caráter comercial, político ou social.

São exatamente essas técnicas – ou pelo menos uma boa parte delas – que vamos ver neste livro.

Espero que você faça bom proveito delas.

O Autor

Capítulo 1

O que é “dialogar”

Dialogar significa trocar idéias, pensamentos, sempre com algum propósito predefinido, seja esse propósito informar, conquistar, convencer, discutir ou, simplesmente, divertir.

É através do diálogo que expomos nossas opiniões, expressamos nossa vontades e, muitas vezes, tentamos persuadir o outro a pensar e a fazer exatamente como gostaríamos que ele pensasse e fizesse.

Mas um bom diálogo não consegue somente convencer alguém de nossas idéias.

Mais que isso, é capaz de transformar idéias diferentes, ou até opostas, numa outra idéia mais inteligente, criativa, eficiente e satisfatória para ambas as partes.

Esta, contudo, é uma habilidade própria das pessoas com inteligência
interpessoal desenvolvida.

O psicólogo Howard Gardner definiu no início da década de 80 a inteligência interpessoal – que se expressa na habilidade para relacionar-se com outras pessoas - como o grande diferencial entre o sucesso e fracasso.

Mas, por outro lado, em momento algum negou a possibilidade de essa habilidade se desenvolver em qualquer pessoa a partir de exercícios simples de conversação e argumentação.

Ao contrário, ele defendeu essa possibilidade.

Da mesma forma como se consegue melhorar a inteligência matemática ou
lingüística, por exemplo, com exercícios apropriados, consegue-se também desenvolver a inteligência interpessoal observando e praticando regras próprias de comunicação social.

Hoje, com o mundo cada vez mais competitivo, é fundamental dominar as técnicas de conversação.

Porque a cada dia que passa, essa habilidade é mais requerida,
seja para o bom desempenho profissional, seja para ter mais prazeres na vida social.

É através da conversa, do diálogo, do relacionamento objetivo, que podemos atingir nossos objetivos mais imediatos, sejam eles,
informar, aprender, convencer, seduzir, conquistar, vender etc. etc. etc.

Todo diálogo encerra uma certa expectativa. Até mesmo aquelas conversas aparentemente vazias – a tal da “conversa fiada”,
por exemplo – só é possível quando desperta alguma expectativa. Mesmo que seja uma expectativa de descontração, diversão, entretenimento.

Porque todos esperam sempre, ao final, obter alguma coisa dessa conversa.

Só que, dependendo da conversa, os finais podem ser bem diferentes, veja:

1 – Podemos ter um final perde/perde

É aquele final onde ambos tê ...

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