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O Anel Do Poder

Livro: O Anel Do Poder Página 2

Autor - Fonte: Jean Shinoda Bolen

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...rada com uma minissérie de televisão de quatro capítulos que se estende por três gerações ou com uma novela russa repleta de personagens e mudanças de cena e de tempo. Embora não seja essencial, conhecer a história antes de assistir à ópera sem dúvida favorece uma experiência mais profunda e grandiosa. Antes de cada ópera, quis ler algo que desse vida à história, mas não encontrei. Além disso, para realizar o que pretendia com este livro, era fundamental veicular ao leitor a história de uma maneira que evocasse sentimentos, imagens e lembranças pessoais. Para fazê-lo, eu seria uma contadora de histórias. Desse modo, começo cada um dos quatro capítulos centrais contando a história de uma das quatro óperas - O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e Crepúsculo dos Deuses - que compõem O Anel dos Nibelungos. Elas são narrativas que podem ser lidas antes de se assistir à ópera, bem como um recurso capaz de tornar vivas as histórias antes de mergulhar na sua psicologia. Segue-se à descrição de cada ópera nos capítulos de 1 a 4 um comentário baseado na psicologia arquetípica junguiana combinada com a psicologia dos relacionamentos deficientes e do patriarcado. Quando se estabelece um vínculo entre uma história que nos cativa e a vida real, a verdade que percebemos através da história a nosso respeito, sobre a nossa família e a nossa sociedade pode ser transformadora. Então, a percepção emocional e cognitiva, em conjunto...
nos revela o Anel com uma força inegável: agora sabemos que alguma coisa é verdadeira. Nos círculos operísticos, o Anel exerce um fascínio ímpar. O poder evocativo da música e do mito de tocar profundas cordas sensíveis de significado pessoal explica por que as pessoas ficam enlevadas com O Anel dos Nibelungos. Quando se passa por essa experiência, a alma fica comovida. Quando se acrescenta a isso a compreensão psicológica, a mente também se envolve. Escrevi O Anel do Poder como um recurso para fazer o reino psicológico entrar na percepção consciente das pessoas que desejam adicionar essa dimensão à sua experiência do Anel. O fato de O Anel dos Nibelungos - uma obra a que Richard Wagner dedicou quatro anos de criação, de 1848 a 1852 - ter sido, por toda a sua existência, tão atraente comprova a capacidade de Wagner de dar expressão, através da sua música e do seu talento teatral, a motivos universais ou a experiências humanas arquetípicas que constituem temas em constante repetição na vida. O ciclo do Anel tem seguidores devotados, fanáticos e leais, tendo nesse aspecto primazia sobre as outras obras operísticas. Seus entusiastas acorrem de todo o mundo para assistir à exibição do ciclo completo. Talvez apenas os Grateful Dead, um famoso grupo de rock da área da Baía de San Francisco, cujos fãs são conhecidos como "Deadheads" [fanáticos pelo Grateful Dead], tenham seguidores da mesma espécie. Quando o ciclo do Anel veio para San Francisco e as pessoas caíram sobre o teatro, comportando-se mais como fãs do que como acomodados freqüentadores da ópera, era talvez inevitável que fossem chamadas de "Ringheads" [fanáticos pelo Anel]. (Dois membros do Grateful Dead são "Ringheads".) O alvoroço provocado pela ópera recebeu o nome de "Ring Mania" [Mania do Anel], comprovando mais uma vez a intensidade do fascínio por ela. Nesse mesmo período, o Public Broadcasting System estava transmitindo uma versão filmada do ciclo do Anel feita pelo Metropolitan; assim, durante quatro noites, o Anel esteve também na televisão. Assistida, discutida, copiada por milhares de aparelhos de videocassete, essa série atraiu um inteligente público de televisão mais ou menos da mesma maneira como "O Poder do Mito", as entrevistas de Bill Moyer com Joseph Campbell o fez. Em ambos os casos, um material mítico conhecido principalmente por eruditos, mitólogos, junguianos e estudiosos ou entusiastas de Wagner tornou-se amplamente acessível a um público maravilhado. Este ficou marcado pelo que viu e ouviu, e desejava saber mais. A crescente receptividade ao mito por parte do público em geral, ao lado de uma rejeição cada vez maior das notícias manipuladas, como o são as que os nossos políticos apresentam, revelam um discernimento da verdade e da profundidade. As notícias manipuladas, com suas "fotos oportunas" e "frases de efeito espontâneas", são apresentadas como factuais, embor...
io para San Francisco e as pessoas caíram sobre o teatro, comportando-se mais como fãs do que como acomodados freqüentadores da ópera, era talvez inevitável que fossem chamadas de "Ringheads" [fanáticos pelo Anel]. (Dois membros do Grateful Dead são "Ringheads".) O alvoroço provocado pela ópera recebeu o nome de "Ring Mania" [Mania do Anel], comprovando mais uma vez a intensidade do fascínio por ela. Nesse mesmo período, o Public Broadcasting System estava transmitindo uma versão filmada do ciclo do Anel feita pelo Metropolitan; assim, durante quatro noites, o Anel esteve também na televisão. Assistida, discutida, copiada por milhares de aparelhos de videocassete, essa série atraiu um inteligente público de televisão mais ou menos da mesma maneira como "O Poder do Mito", as entrevistas de Bill Moyer com Joseph Campbell o fez. Em ambos os casos, um material mítico conhecido principalmente por eruditos, mitólogos, junguianos e estudiosos ou entusiastas de Wagner tornou-se amplamente acessível a um público maravilhado. Este ficou marcado pelo que viu e ouviu, e desejava saber mais. A crescente receptividade ao mito por parte do público em geral, ao lado de uma rejeição cada vez maior das notícias manipuladas, como o são as que os nossos políticos apresentam, revelam um discernimento da verdade e da profundidade. As notícias manipuladas, com suas "fotos oportunas" e "frases de efeito espontâneas", são apresentadas como factuais, embora não passem, na verdade, de histórias forjadas e, com freqüência, enganosas. Em contrapartida, os mitos, sem reivindicar factualidade, nos dizem a verdade do modo como os sonhos o fazem: na linguagem da metáfora e do símbolo. O meu interesse por O Anel dos Nibelungos vem da mesma inspiração que me levou a escrever Goddesses in Everywoman e Gods in Everyman. Nesses livros descrevo poderosos padrões arquetípicos, presentes nos homens e nas mulheres, e o faço a partir de deuses e deusas gregos, mostrando como eles interagem com valores patriarcais que recompensam alguns arquétipos e punem outros. Por ter escrito esses livros, fui convidada a falar sobre os deuses e deusas no ciclo do Anel de Wagner durante um simpósio patrocinado pelo Langley Porter Psychiatric Institute, pelo Departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia, San Francisco, onde sou professora clínica, e pela San Francisco Opera Company. Ao ler o libreto e assistir às óperas, vi-me diante de arquétipos conhecidos da mitologia grega, mas com nomes germânicos e personalidades mais humanas e complexas. A experiência que tive foi profundamente comovente e me fez desejar sistematizar aquilo que senti e intuí. Sem consultar a mim nem ao meu editor, O Anel dos Nibelungos assumiu o meu processo criativo como uma gravidez não planejada e pôs The Grail and the Goddess, o livro em que eu estivera trabalhando, em segundo plano. Assim surgiu O Anel do Poder. Espero que os l...
a não passem, na verdade, de histórias forjadas e, com freqüência, enganosas. Em contrapartida, os mitos, sem reivindicar factualidade, nos dizem a verdade do modo como os sonhos o fazem: na linguagem da metáfora e do símbolo. O meu interesse por O Anel dos Nibelungos vem da mesma inspiração que me levou a escrever Goddesses in Everywoman e Gods in Everyman. Nesses livros descrevo poderosos padrões arquetípicos, presentes nos homens e nas mulheres, e o faço a partir de deuses e deusas gregos, mostrando como eles interagem com valores patriarcais que recompensam alguns arquétipos e punem outros. Por ter escrito esses livros, fui convidada a falar sobre os deuses e deusas no ciclo do Anel de Wagner durante um simpósio patrocinado pelo Langley Porter Psychiatric Institute, pelo Departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia, San Francisco, onde sou professora clínica, e pela San Francisco Opera Company. Ao ler o libreto e assistir às óperas, vi-me diante de arquétipos conhecidos da mitologia grega, mas com nomes germânicos e personalidades mais humanas e complexas. A experiência que tive foi profundamente comovente e me fez desejar sistematizar aquilo que senti e intuí. Sem consultar a mim nem ao meu editor, O Anel dos Nibelungos assumiu o meu processo criativo como uma gravidez não planejada e pôs The Grail and the Goddess, o livro em que eu estivera trabalhando, em segundo plano. Assim surgiu O Anel do Poder. Espero que os l...

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