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VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

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O Anel Do Poder

Livro: O Anel Do Poder Página 3

Autor - Fonte: Jean Shinoda Bolen

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...eitores descubram aspectos da sua vida pessoal nos quatro primeiros capítulos. Desejo que detalhes sejam lembrados e emoções reavivadas quando forem revelados paralelos entre a vida real e o ciclo do Anel. Embora a substância do livro esteja nesses capítulos, sua mensagem espiritual central está no capítulo 5, "Libertar-nos do Ciclo do Anel". O psicológico, em última análise, toma-se espiritual depois de nos libertarmos da obrigação de atender expectativas incompatíveis com o que é profundamente importante para nós e de apegos ou complexos que nos têm em suas garras, alçando-nos a um relacionamento firme com aquilo que C. G. Jung chamou de arquétipo do Self. Considero Self um termo genérico para a experiência interior do deus, da deusa, do Tao, da força mais elevada, do espírito. Qualquer que seja a sua designação, trata-se de uma fonte de sabedoria, de compaixão e de sentido mediante a qual sabemos ter um lugar no universo. O capítulo 6, "Além do Valhalla: Um Mundo Pós-Patriarcal?" é uma especulação visionária sobre a possibilidade de uma era pós-patriarcal e sobre a contribuição que cada um de nós dá para esse objetivo ao viver autenticamente e falar a verdade. Este livro, que insistiu em vir à luz, ora se lança no mundo. Alimento a esperança de que ele toque tanto o coração como a mente, que evoque sonhos e permita que homens e mulheres ponham em prática aquilo que é verdadeiro para si mesmos. Que O Anel do Poder...
faça diferença para pessoas que podem fazer diferença onde quer que estejam. AGRADECIMENTOS Peter Ostwald, M. D., persistiu no convite que me fez para que eu participasse de um simpósio sobre O Anel dos Nibelungos. Richard M. Childs, M. D., deu-me o livro Wagner`s Ring and Its Symbols, de Robert Donington. Patrícia Ellerd Demetrios, Ph. D., me acompanhou quando fui ver o ciclo do Anel, tendo contribuído de maneira imensurável com suas percepções, seu entusiasmo e seu conhecimento sobre a co-dependência e sobre a literatura e os grupos de recuperação. O Anel do Poder foi um empreendimento inesperado. Sem o convite, o presente e o diálogo, sei que este livro não teria sido escrito. É intensa a minha sorte por ter Clayton Carlson como editor e Tom Grady como revisor. Sua crença em mim e o apoio que dão ao meu trabalho permitem que eu fique indo e voltando entre os projetos de livro, dando-me a possibilidade de estar num processo criativo orgânico. Tom Grady deu-me valiosos conselhos editoriais, tendo sugerido as ilustrações de Arthur Rackham para a capa e o livro. Valerie Andrews foi uma perspicaz e útil consultora editorial. Quanto ao texto de O Anel dos Nibelungos, de Richard Wagner, usei as traduções para o inglês de Andrew Porter, patrocinadas pela English National Opera, e a tradução de Stewart Robb. Meu pensamento tem sido moldado pela minha formação de psiquiatra e analista junguiana, pelos meus pacientes e analisandos, pelo movimento feminista e, a partir de pouco tempo atrás, por Alice Miller, que escreve com intensidade acerca da educação infantil e da paternidade narcisista, e por Anne Wilson Schaef, no que se refere à co-dependência e aos apegos no contexto da sociedade. Acima de tudo, fico maravilhada com o quanto se deve agradecer à sincronicidade e à sorte, que senti estarem invisível e ativamente presentes na concepção, na incubação e no nascimento deste livro. INTRODUÇÃO O Ciclo do Anel Fala Sobre Nós Não há bons casamentos nem famílias felizes na mitologia clássica. Há em toda parte uma hierarquia. Uma figura paterna autoritária manda em todos. O deus principal age por interesse próprio, impondo sua vontade e seus desejos; considerado em termos psicológicos, ele é o modelo de uma personalidade autoritária e narcisista. As mulheres - quer como mortais, como deusas ou como símbolos femininos - são, com raras exceções, oprimidas, sacrificadas ou humilhadas. O estupro é a norma, e o poder, em vez do amor, é o princípio predominante. Filhos e filhas ou se sujeitam em busca de aprovação quando são extensões obedientes da vontade do pai, ou são sacrificados, rejeitados, raptados, punidos, ignorados. A mitologia de uma cultura, nesse caso, a civilização ocidental, nos instrui acerca dos valores, padrões e pressupostos em que se baseia essa cultura. Quando paramos para examinar o nosso legado mitológico, podemos ficar iluminados ou esta...
ovimento feminista e, a partir de pouco tempo atrás, por Alice Miller, que escreve com intensidade acerca da educação infantil e da paternidade narcisista, e por Anne Wilson Schaef, no que se refere à co-dependência e aos apegos no contexto da sociedade. Acima de tudo, fico maravilhada com o quanto se deve agradecer à sincronicidade e à sorte, que senti estarem invisível e ativamente presentes na concepção, na incubação e no nascimento deste livro. INTRODUÇÃO O Ciclo do Anel Fala Sobre Nós Não há bons casamentos nem famílias felizes na mitologia clássica. Há em toda parte uma hierarquia. Uma figura paterna autoritária manda em todos. O deus principal age por interesse próprio, impondo sua vontade e seus desejos; considerado em termos psicológicos, ele é o modelo de uma personalidade autoritária e narcisista. As mulheres - quer como mortais, como deusas ou como símbolos femininos - são, com raras exceções, oprimidas, sacrificadas ou humilhadas. O estupro é a norma, e o poder, em vez do amor, é o princípio predominante. Filhos e filhas ou se sujeitam em busca de aprovação quando são extensões obedientes da vontade do pai, ou são sacrificados, rejeitados, raptados, punidos, ignorados. A mitologia de uma cultura, nesse caso, a civilização ocidental, nos instrui acerca dos valores, padrões e pressupostos em que se baseia essa cultura. Quando paramos para examinar o nosso legado mitológico, podemos ficar iluminados ou estarrecidos diante do ponto até o qual ele é uma metáfora daquilo que existe na realidade contemporânea, o ponto até o qual a nossa mitologia fala sobre nós. O principal deus de O Anel dos Nibelungos é Wotan, e não Zeus; sua esposa é Fricka, e não Hera. Brunnhilde, como Atena, é a filha guerreira imortal e favorita do deus principal. Embora esses personagens lembrem as divindades gregas cuja mitologia também se baseia no poder, há diferenças significativas. No reino do poder do Anel entram o amor, a compaixão e a sabedoria. Trata-se da mitologia da família deficiente em transição, demonstrando que a busca do poder é um substituto do amor. Ficar imerso em O Anel dos Nibelungos, na forma de ópera, de musica ou de história, é ter uma experiência comparável a uma série de sonhos muito intensos. Lembramo-nos das partes importantes, e aquilo que é de fato significativo pode permanecer vividamente na nossa memória. Quando o sentido fica claro, vem uma exclamação que nos revela por que ficamos fascinados ou estimulados por um incidente particular e por que percebemos alguma faceta de nós mesmos da nossa vida que, como a verdade, nos fortalece. Com O Anel dos Nibelungos também acontece isso, mas podemos retornar repetidas vezes à experiência em si, cada vez, quem sabe, atraídos por mais um símbolo ou parte da história, uma história que teve variações acerca dos temas do amor e do poder - que permeiam e afetam a vida de todos nós....
rrecidos diante do ponto até o qual ele é uma metáfora daquilo que existe na realidade contemporânea, o ponto até o qual a nossa mitologia fala sobre nós. O principal deus de O Anel dos Nibelungos é Wotan, e não Zeus; sua esposa é Fricka, e não Hera. Brunnhilde, como Atena, é a filha guerreira imortal e favorita do deus principal. Embora esses personagens lembrem as divindades gregas cuja mitologia também se baseia no poder, há diferenças significativas. No reino do poder do Anel entram o amor, a compaixão e a sabedoria. Trata-se da mitologia da família deficiente em transição, demonstrando que a busca do poder é um substituto do amor. Ficar imerso em O Anel dos Nibelungos, na forma de ópera, de musica ou de história, é ter uma experiência comparável a uma série de sonhos muito intensos. Lembramo-nos das partes importantes, e aquilo que é de fato significativo pode permanecer vividamente na nossa memória. Quando o sentido fica claro, vem uma exclamação que nos revela por que ficamos fascinados ou estimulados por um incidente particular e por que percebemos alguma faceta de nós mesmos da nossa vida que, como a verdade, nos fortalece. Com O Anel dos Nibelungos também acontece isso, mas podemos retornar repetidas vezes à experiência em si, cada vez, quem sabe, atraídos por mais um símbolo ou parte da história, uma história que teve variações acerca dos temas do amor e do poder - que permeiam e afetam a vida de todos nós....

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