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O Desenvolvimento da Personalidade

Livro: O Desenvolvimento da Personalidade

Autor - Fonte: Carl Gustav Jung

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...Carl Gustav Jung Prefácio dos editores suíços A personalidade como expressão da totalidade do homem foi circunscrita por C. G. Jung como sendo o ideal do adulto, cuja realização consciente por meio da "individuação" representa o marco final do desenvolvimento humano para o período situado além da metade da existência. Jung, em todas as suas últimas obras, dedica atenção especial à compreensão e à descrição desse escopo. No entanto, é fato evidente que o "eu" se forma e se fortalece na infância e na adolescência. Seria inconcebível ocupar-se alguém com o "processo da individuação" sem considerar devidamente esta fase inicial do desenvolvimento. O presente volume é uma compilação de trabalhos de Jung sobre a psicologia infantil. A parte mais importante é constituída por três preleções sobre "Psicologia analítica e educação". Jung considera que a psicologia dos pais e educadores é de importância decisiva no processo do crescimento e do amadurecimento da criança, sobretudo no caso da criança superdotada. Destaca mesmo como causa importante de distúrbios psíquicos na infância o relacionamento psíquico insuficiente entre os pais. Por isso, pareceu natural incluir-se igualmente a dissertação de Jung "O matrimônio como relacionamento psíquico". Também convinha ligar a problemática da infância à do amadurecimento do adulto (Selbstwerdung), e assim incluir ainda o ensaio "Sobre a formação da personalidade". É justamente e...
se ensaio que fornece o título e o tema para este volume. Existe ainda o preconceito, muito difundido, de que a psicologia de C. G. Jung se refira unicamente à segunda metade da existência ou que seja válida apenas para essa fase da vida; mas os escritos aqui apresentados constituem por si mesmos a refutação de tudo isso. Em uma época em que se questionam os princípios educacionais, qualquer pessoa que tiver de ocupar-se com problemas de educação sairá lucrando se considerar devidamente as contribuições de Jung. Ninguém conseguirá educar os outros sem antes educar a si próprio; do mesmo modo, ninguém atingirá o amadurecimento pessoal sem a conscientização prévia. Pela organização dos índices de pessoas e de assuntos, queremos agradecer cordialmente à sra. Elisabeth Imboden-Stahel e à Sra. Lotte Boesch-Hanhart. Janeiro de 1972 Os editores (suíços) I Sobre os conflitos da alma infantil [Publicado pela primeira vez em Jahrbuch fürpsychoanalytische und psychopathologische Forschungen II ("Anuário para pesquisas psicanalíticas e psicopatológicas" II) — Viena e Leipzig 1910, p. 33-58. Reimpressão como brochura em 1910 e 1916. Nova edição com o mesmo título, mas com novo prefácio, na Editora Rascher — Zurique 1939. Ligeiramente ampliado e acompanhado dos tratados IV e V deste volume, em Psychologie und Erziehung ("Psicologia e educação"), na Editora Rascher — Zurique 1946. Nova edição (Paperback) 1970. Prefácio da segunda edição Este pequeno trabalho permanece sem alterações nesta segunda edição. Ainda que, de fato, desde a primeira publicação destas observações em 1910 até o presente, se tenham mudado e ampliado as próprias concepções a respeito, mesmo assim sou de parecer que essas modificações posteriores nem por isso me autorizam a considerar que os pontos de vista apresentados na primeira edição estejam errados, como me vem sendo atribuído de certa parte. Conservam todo o seu valor tanto as observações relatadas como as concepções a respeito delas. Uma concepção jamais pode ser abrangente, pois sempre está dependendo do ponto de vista adotado. O ponto de vista escolhido para este trabalho é o da psicologia. Naturalmente, este ponto de vista não é o único possível, mas pode haver outro ainda, ou mesmo outros modos de considerar. Assim, mais de acordo com o espírito da psicologia freudiana, este tratado de psicologia infantil poderia ser considerado do ponto de vista puramente hedonístico; nesse caso, o processo psíquico seria visto como um movimento determinado pelo princípio do prazer. Os motivos seriam então o desejo e a busca daquela atuação da fantasia que proporcionasse o maior prazer e a maior satisfação possíveis. Ou por outra, segundo a proposta de Adler, o mesmo material poderia ser visto à luz do princípio do poder, que seria um modo tão válido em psicologia como o princípio do prazer. Seria possível ainda adotar-se...
cio da segunda edição Este pequeno trabalho permanece sem alterações nesta segunda edição. Ainda que, de fato, desde a primeira publicação destas observações em 1910 até o presente, se tenham mudado e ampliado as próprias concepções a respeito, mesmo assim sou de parecer que essas modificações posteriores nem por isso me autorizam a considerar que os pontos de vista apresentados na primeira edição estejam errados, como me vem sendo atribuído de certa parte. Conservam todo o seu valor tanto as observações relatadas como as concepções a respeito delas. Uma concepção jamais pode ser abrangente, pois sempre está dependendo do ponto de vista adotado. O ponto de vista escolhido para este trabalho é o da psicologia. Naturalmente, este ponto de vista não é o único possível, mas pode haver outro ainda, ou mesmo outros modos de considerar. Assim, mais de acordo com o espírito da psicologia freudiana, este tratado de psicologia infantil poderia ser considerado do ponto de vista puramente hedonístico; nesse caso, o processo psíquico seria visto como um movimento determinado pelo princípio do prazer. Os motivos seriam então o desejo e a busca daquela atuação da fantasia que proporcionasse o maior prazer e a maior satisfação possíveis. Ou por outra, segundo a proposta de Adler, o mesmo material poderia ser visto à luz do princípio do poder, que seria um modo tão válido em psicologia como o princípio do prazer. Seria possível ainda adotar-se a maneira estritamente lógica de considerar, visando acompanhar o desenvolvimento do processo lógico na criança. E até mesmo seria possível adotar-se o ponto de vista da psicologia da religião, com o intuito de destacar os começos na formação do conceito de Deus. Contentei-me em conservar uma posição intermediária, que mantivesse a linha de simples consideração psicológica das coisas, sem tentar acomodar o material a este ou àquele princípio fundamental, hipotético apenas. Com isso, naturalmente, não pretendo impugnar a possibilidade desses princípios, pois todos eles estão inclusos na natureza humana; apenas um especialista parcial poderia declarar como universalmente válido algum princípio heurístico, que fosse de valor especial para a sua disciplina ou para seu modo pessoal de considerar as coisas. Justamente por existirem vários princípios possíveis, é essencial em psicologia humana jamais tentar conceber as coisas à luz de um único desses princípios, mas sim procurar considerá-las sob diversos aspectos. A concepção adotada neste livro tem por base a suposição de que o interesse sexual desempenha um papel causal no processo da formação do pensamento infantil, que de modo algum poderá ser negligenciado. Este pressuposto, certamente, não deverá encontrar nenhuma oposição mais séria. A posição oposta já teria certamente contra si um número muito grande de fatos bem observados, mesmo sem se tomar em conta que seria extremamen...
a maneira estritamente lógica de considerar, visando acompanhar o desenvolvimento do processo lógico na criança. E até mesmo seria possível adotar-se o ponto de vista da psicologia da religião, com o intuito de destacar os começos na formação do conceito de Deus. Contentei-me em conservar uma posição intermediária, que mantivesse a linha de simples consideração psicológica das coisas, sem tentar acomodar o material a este ou àquele princípio fundamental, hipotético apenas. Com isso, naturalmente, não pretendo impugnar a possibilidade desses princípios, pois todos eles estão inclusos na natureza humana; apenas um especialista parcial poderia declarar como universalmente válido algum princípio heurístico, que fosse de valor especial para a sua disciplina ou para seu modo pessoal de considerar as coisas. Justamente por existirem vários princípios possíveis, é essencial em psicologia humana jamais tentar conceber as coisas à luz de um único desses princípios, mas sim procurar considerá-las sob diversos aspectos. A concepção adotada neste livro tem por base a suposição de que o interesse sexual desempenha um papel causal no processo da formação do pensamento infantil, que de modo algum poderá ser negligenciado. Este pressuposto, certamente, não deverá encontrar nenhuma oposição mais séria. A posição oposta já teria certamente contra si um número muito grande de fatos bem observados, mesmo sem se tomar em conta que seria extremamen...

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