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O Hipnotismo seu poder e sua prática

Livro: O Hipnotismo seu poder e sua prática Página 3

Autor - Fonte: Peter Blythe

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...m estado peculiar de inconsciência, no qual mergulha o médium espiritista antes de entrar em contato com os mortos, causa, com toda certeza, extremo nervosismo. 10 O terror de perder a consciência é ainda mais enfatizado pelo médico ou pelo dentista hipnotizadores, quando usam a palavra “sono”, enquanto induzem a hipnose: E agora você está ficando muito, muito sonolento; muito, muito cansado. Suas pálpebras estão ficando cada vez mais pesadas. Suas pálpebras se estão fechando e você está adormecendo depressa, depressa. Essa sugestão de “sono” é uma herança infeliz de um certo Dr. James Braid, que praticou a medicina em Manchester, no século dezenove. No dia 13 de novembro de 1841, o Dr. Braid assistiu a uma demonstração de magnetismo animal — mesmerismo — dirigida pelo magnetizador suíço, C. de la Fontaine. O que viu naquela ocasião intrigou-o, e ele começou a usar o magnetismo em alguns de seus pacientes, com grande índice de sucesso. Um dia, e por puro incidente, chegou a compreender que nenhum de seus pacientes estava magnetizado, mas entravam no que pensou que fosse um sono terapêutico. Assim, ele tomou a palavra grega “hypnos”, que significa sono, e chamou de “hipnotismo” a essa terapêutica. Durante algum tempo esteve satisfeito com essa expressão, até que, paciente após paciente, todos lhe disseram que podiam ouvir cada palavra que ele dizia. Concordaram em que se sentiam fisicamente relaxados, tanto...
ue pareciam estar adormecidos, mas mentalmente estavam acordados e alerta. Como resultado dessa evidência, ele tentou mudar o nome, mas era tarde demais. A palavra já entrara na língua inglesa e tornara-se de uso comum. O Dr. Braid estava certo nessa sua última estimativa, porque ninguém adormece quando está hipnotizado. Conseqüentemente, quando o sono é sugerido pelo profissional, mesmo que ele tenha informado o paciente de que aquele é um tipo especial de sono, e não acontece aquilo que consideramos sono, a reação imediata, depois da sessão, é: “Tenho certeza de que não estive hipnotizado. Ouvi, palavra por palavra, o que foi dito. Portanto, não podia estar hipnotizado, não é mesmo, doutor?” Esse tipo de dúvida e confusão foi ilustrado de modo ideal por um homem que há alguns anos veio me procurar, tentando usar a hipnose para vencer sua insônia. Em nossa entrevista inicial, perguntei-lhe se já tinha sido hipnotizado alguma vez, e ele respondeu: “Bem, realmente não.” Quando lhe perguntei o que ele queria dizer com aquela resposta enigmática, contou-me que antes do Ato Hipnótico de 1953, que proíbe o uso da hipnose como diversão em lugares onde o público em geral é admitido, sem que primeiro se obtenha permissão dos magistrados locais, ele tinha ido ver um espetáculo dado por um hipnotizador de palco, e para o palco subira como voluntário. “Mas não fui realmente hipnotizado” — afirmou com toda a segurança. Com uma pequena sugestão de minha parte, contou-me algumas das coisas bizarras que fizera, tal como fingir que era um cowboy, galopando em redor do palco, atirando sobre Peles-Vermelhas, e muitas coisas mais. Afirmava, entretanto, que não fora hipnotizado, porque sabia o que estava fazendo. Perguntei-lhe: “se não estivesse hipnotizado, faria essas coisas?” “Não quis que ele (o hipnotizador) fizesse papel de tolo diante dos espectadores. Por isso fiz o que ele me pediu, fingindo que estava hipnotizado.” 11 Minha próxima pergunta foi: “O hipnotizador fez mais alguma coisa?” “Sim, ele fez uma coisa que eu achei muito idiota. Enrolou a manga da minha camisa e meteu uma agulha comprida no músculo do meu antebraço.” Indaguei se sentira algum desconforto quando isso aconteceu e ele disse: “Nada. Não senti nada.” “Posso meter uma agulha em seu braço, agora?” — indaguei, e ele respondeu com duas palavras impublicáveis, mas que queriam, positivamente, dizer: “Não!” Foi então, ao compreender que nada sentira antes, ao ser a agulha enterrada através de sua carne, que lhe veio à certeza de que deveria estar hipnotizado, porque, em circunstancias normais, certo grau de dor teria de existir. Contar essa estória é mais do que confirmar que o estado de hipnose não pode ser equiparado com o de inconsciência. Revela, também, como ele estava preparado para atender e realizar as instruções do hipnotizador — “eu não quis...
Com uma pequena sugestão de minha parte, contou-me algumas das coisas bizarras que fizera, tal como fingir que era um cowboy, galopando em redor do palco, atirando sobre Peles-Vermelhas, e muitas coisas mais. Afirmava, entretanto, que não fora hipnotizado, porque sabia o que estava fazendo. Perguntei-lhe: “se não estivesse hipnotizado, faria essas coisas?” “Não quis que ele (o hipnotizador) fizesse papel de tolo diante dos espectadores. Por isso fiz o que ele me pediu, fingindo que estava hipnotizado.” 11 Minha próxima pergunta foi: “O hipnotizador fez mais alguma coisa?” “Sim, ele fez uma coisa que eu achei muito idiota. Enrolou a manga da minha camisa e meteu uma agulha comprida no músculo do meu antebraço.” Indaguei se sentira algum desconforto quando isso aconteceu e ele disse: “Nada. Não senti nada.” “Posso meter uma agulha em seu braço, agora?” — indaguei, e ele respondeu com duas palavras impublicáveis, mas que queriam, positivamente, dizer: “Não!” Foi então, ao compreender que nada sentira antes, ao ser a agulha enterrada através de sua carne, que lhe veio à certeza de que deveria estar hipnotizado, porque, em circunstancias normais, certo grau de dor teria de existir. Contar essa estória é mais do que confirmar que o estado de hipnose não pode ser equiparado com o de inconsciência. Revela, também, como ele estava preparado para atender e realizar as instruções do hipnotizador — “eu não quis que ele fizesse papel de tolo diante dos espectadores” — mesmo quando ele próprio parecesse tolo. Por outro lado, se tivesse considerada repulsiva à sugestão, por um motivo qualquer, não a teria seguido. Ou ficaria imóvel, ou deixaria o estado hipnótico. A essa altura, a pergunta que ouço com maior freqüência é: “Se não está dormindo quando se está hipnotizado, o que é a hipnose? Como funciona?” Durante anos, numerosas teorias foram apresentadas, numa tentativa de responder a essas perguntas, mas nenhuma foi considerada exata, ou universalmente aceitável. Portanto, em lugar de fazer a apresentação de mais uma teoria, e aumentar a confusão do que já é confuso, é preferível que estudemos o que acontece, e então analisarmos, cuidadosamente, os fatos que daí emergem. O ponto óbvio, de início, é lançar uma vista de olhos às técnicas usadas para induzir à hipnose. Há muitas, mas duas delas serão suficientes nesta ocasião, porque todos repousam sobre o mesmo princípio básico. Um dos métodos mais antigos, e o que cativou a imaginação dos autores, está baseado na “Fixação dos Olhos”. Na sala de consultas o paciente é instalado de maneira confortável, ou sentado, ou deitado, e instruído para conservar a cabeça imóvel, movendo apenas os olhos de um lado para o outro, enquanto um pêndulo (que pode ser um relógio de bolso, um medalhão, ou qualquer objeto similar) é vagarosamente balançado para trás e p...
que ele fizesse papel de tolo diante dos espectadores” — mesmo quando ele próprio parecesse tolo. Por outro lado, se tivesse considerada repulsiva à sugestão, por um motivo qualquer, não a teria seguido. Ou ficaria imóvel, ou deixaria o estado hipnótico. A essa altura, a pergunta que ouço com maior freqüência é: “Se não está dormindo quando se está hipnotizado, o que é a hipnose? Como funciona?” Durante anos, numerosas teorias foram apresentadas, numa tentativa de responder a essas perguntas, mas nenhuma foi considerada exata, ou universalmente aceitável. Portanto, em lugar de fazer a apresentação de mais uma teoria, e aumentar a confusão do que já é confuso, é preferível que estudemos o que acontece, e então analisarmos, cuidadosamente, os fatos que daí emergem. O ponto óbvio, de início, é lançar uma vista de olhos às técnicas usadas para induzir à hipnose. Há muitas, mas duas delas serão suficientes nesta ocasião, porque todos repousam sobre o mesmo princípio básico. Um dos métodos mais antigos, e o que cativou a imaginação dos autores, está baseado na “Fixação dos Olhos”. Na sala de consultas o paciente é instalado de maneira confortável, ou sentado, ou deitado, e instruído para conservar a cabeça imóvel, movendo apenas os olhos de um lado para o outro, enquanto um pêndulo (que pode ser um relógio de bolso, um medalhão, ou qualquer objeto similar) é vagarosamente balançado para trás e p...

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