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O Hipnotismo seu poder e sua prática

Livro: O Hipnotismo seu poder e sua prática Página 4

Autor - Fonte: Peter Blythe

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...ara frente, ligeiramente acima do nível dos olhos, porém próximo ao rosto. Enquanto isso é feito, pede-se ao paciente que respire profundamente, e em ritmo igual, até que lhe peçam que passe a respirar normalmente. A respiração profunda facilita o relaxamento, através do processo normal de oxigenação, chegando mais oxigênio à corrente sangüínea e dali passando aos músculos. Os olhos ficarão cansados muito rapidamente e desejarão fechar-se, por causa da fadiga advinda da necessidade de movê-los devagar, de um lado para outro, e olhando para cima. Contudo, nenhum desses processos de indução representa o verdadeiro objetivo do hipnotizador. O que ele deseja que o paciente faça é que se concentre no movimento do objeto que balança, acompanhando esse movimento com os olhos. No caso de a instrução não ser suficiente para ocupar por completo sua mente consciente, há a instrução adicional referente à respiração profunda e ritmada. 12 Com a mente consciente da pessoa a ser hipnotizada — eu prefiro chamá-la de “censor crítico”, por motivos que surgirão mais tarde — assim ocupada, e talvez mesmo dividida, o hipnotizador pode fazer a indução apropriada das sugestões, sem que elas sejam conscientemente analisadas e rejeitadas, porque a mente consciente está ocupada na realização de outras tarefas: De cada vez que o pêndulo balança de um lado para o outro, e a cada respiração que você toma, vai se sentindo mais rel...
xado e mais cansado. E à proporção que vai se sentindo mais relaxado e mais cansado a cada balanço do pêndulo e a cada respiração que toma, muito naturalmente seus olhos vão se sentindo cada vez mais cansados de seguir cada balanço do pêndulo. E á proporção que seus olhos vão se sentindo cada vez mais cansados a cada balanço do pêndulo e a cada respiração que toma, suas pálpebras vão ficando cada vez mais pesadas. Logo seus olhos ficam tão cansados e suas pálpebras tão pesadas que seus olhos vão se fechando; seu corpo se vai relaxando e você vai deslizando para o estado de relaxamento mais profundo e mais agradável em que jamais esteve. O segundo método sob estudo é amplamente usado no Reino Unido, por ter sido ideado pelo Dr. John Hartland, médico portador de diversos títulos e Presidente da Sociedade Britânica de Hipnose Médica e Dentária, o qual exige que o paciente fique sentado, ou deitado, olhando para um ponto pré-determinado do forro, isto é, acima do nível dos olhos. Quero que você fique olhando para o mesmo ponto e conte, mentalmente, em ordem decrescente, de trezentos até zero. Não quero que faça esforço no contar. Imagine que está repetindo uma tabuada, que virtualmente conhece, em ordem decrescente. Enquanto você estiver contando em ordem decrescente eu estarei falando, mas não é necessário que ouça o que digo. Quero que pense na minha voz como se fosse música de fundo num restaurante: você sabe que está ali, mas isso não interfere com seus próprios pensamentos. Se acontecer de você esquecer de contar a certa altura, não se preocupe. Pense apenas no primeiro número que lhe vier à mente, e continue a contar desse número em diante, sempre em contagem regressiva. Logo sentirá que seu corpo está relaxando, seus olhos se fechando, e você se está tornando relaxado, tanto mental como fisicamente, a ponto de não poder mais se preocupar com a contagem. Quando chegar esse momento, deixe vir, e goze a agradável sensação de relaxamento1. Podemos ver, outra vez como o hipnotizador envolve a mente consciente numa tarefa predeterminada, enquanto procede com as sugestões de relaxamento muscular e fechamento dos olhos. Independentemente do método de indução usado, a cooperação do paciente é essencial. Sem ela, o estado hipnótico não pode ser obtido, porque o paciente não deixará que o censor crítico seja afastado. Ficará concentrado no que o hipnotizador está dizendo e na tarefa que lhe foi atribuída. Se alguém diz: “Vamos, veja se pode me hipnotizar”, a resposta é que não se pode. A pessoa que diz isso está desafiando o hipnotizador. Pretende resistir, e qualquer possibilidade de sucesso está perdida desde o início. 1 Esta é uma adaptação do “Método Hartland”, feita pelo autor deste livro, que o considerou eficaz, especialmente quando combinado com a respiração profunda por parte do paciente. Ver Hartland, Medical...
que está ali, mas isso não interfere com seus próprios pensamentos. Se acontecer de você esquecer de contar a certa altura, não se preocupe. Pense apenas no primeiro número que lhe vier à mente, e continue a contar desse número em diante, sempre em contagem regressiva. Logo sentirá que seu corpo está relaxando, seus olhos se fechando, e você se está tornando relaxado, tanto mental como fisicamente, a ponto de não poder mais se preocupar com a contagem. Quando chegar esse momento, deixe vir, e goze a agradável sensação de relaxamento1. Podemos ver, outra vez como o hipnotizador envolve a mente consciente numa tarefa predeterminada, enquanto procede com as sugestões de relaxamento muscular e fechamento dos olhos. Independentemente do método de indução usado, a cooperação do paciente é essencial. Sem ela, o estado hipnótico não pode ser obtido, porque o paciente não deixará que o censor crítico seja afastado. Ficará concentrado no que o hipnotizador está dizendo e na tarefa que lhe foi atribuída. Se alguém diz: “Vamos, veja se pode me hipnotizar”, a resposta é que não se pode. A pessoa que diz isso está desafiando o hipnotizador. Pretende resistir, e qualquer possibilidade de sucesso está perdida desde o início. 1 Esta é uma adaptação do “Método Hartland”, feita pelo autor deste livro, que o considerou eficaz, especialmente quando combinado com a respiração profunda por parte do paciente. Ver Hartland, Medical and Dental Hypnosis, Bailliere, Tindall & Cassell, Londres, 1966. 13 Quando um cavalheiro começou a usar a hipnose, tentou vários métodos de indução em sua esposa, mas sem resultados. Ela sabia que os métodos funcionavam com outras pessoas, porque os vira em aplicação, mas resistira, porque não via necessidade de cooperar. Então, num dia quente de verão, ela adormeceu no jardim, enquanto tomava banho de sol, e o resultado foi sofrer graves queimaduras. Nessa mesma noite tentou dormir, mas a pele estava tão sensível que o sono lhe fugia. Depois de passar mais de uma hora agitando-se na cama, pediu ao marido: “Pode hipnotizar-me e afastar a dor, de modo que eu consiga dormir?” Nesse momento ela descobria a necessidade da hipnose e rapidamente permitiu que seu censor crítico fosse afastado, entrando, assim, em estado hipnótico. A sugestão apropriada de anestesia da pele foi dada e aceita. Recebeu, também, sugestão pós-hipnótica2 para que, mal terminasse a sessão, ela fosse para a cama e entrasse, imediatamente, num sono natural, profundo e seguro. Também isso funcionou. Um famoso hipnotizador de palco, que se apresentava sob o nome ilusório e misterioso de “Dr. Q”, compreendia a importância de obter a mais completa cooperação por parte dos voluntários, e baseava todo o seu espetáculo sobre isso. Quando os voluntários subiam ao palco, ele cochichava, a cada um por sua vez: “Vamos dar umas boas risadas à custa da pla...
and Dental Hypnosis, Bailliere, Tindall & Cassell, Londres, 1966. 13 Quando um cavalheiro começou a usar a hipnose, tentou vários métodos de indução em sua esposa, mas sem resultados. Ela sabia que os métodos funcionavam com outras pessoas, porque os vira em aplicação, mas resistira, porque não via necessidade de cooperar. Então, num dia quente de verão, ela adormeceu no jardim, enquanto tomava banho de sol, e o resultado foi sofrer graves queimaduras. Nessa mesma noite tentou dormir, mas a pele estava tão sensível que o sono lhe fugia. Depois de passar mais de uma hora agitando-se na cama, pediu ao marido: “Pode hipnotizar-me e afastar a dor, de modo que eu consiga dormir?” Nesse momento ela descobria a necessidade da hipnose e rapidamente permitiu que seu censor crítico fosse afastado, entrando, assim, em estado hipnótico. A sugestão apropriada de anestesia da pele foi dada e aceita. Recebeu, também, sugestão pós-hipnótica2 para que, mal terminasse a sessão, ela fosse para a cama e entrasse, imediatamente, num sono natural, profundo e seguro. Também isso funcionou. Um famoso hipnotizador de palco, que se apresentava sob o nome ilusório e misterioso de “Dr. Q”, compreendia a importância de obter a mais completa cooperação por parte dos voluntários, e baseava todo o seu espetáculo sobre isso. Quando os voluntários subiam ao palco, ele cochichava, a cada um por sua vez: “Vamos dar umas boas risadas à custa da pla...

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