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Os Desafios da Terapia

Livro: Os Desafios da Terapia Página 3

Autor - Fonte: Irvin D. Yalom

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...os projetos de textos para começar a saquear minhas anotações clínicas e meus diários e escrever uma carta aberta a terapeutas principiantes. O fantasma de Rainer Maria Rilke pairou sobre a redação deste livro. Pouco antes da minha experiência na Biblioteca Huntington, eu tinha relido as suas Cartas a um jovem poeta e tentei conscientemente me elevar aos padrões dele de honestidade, abrangência e generosidade de espírito. Os conselhos neste livro são extraídos das anotações de quarenta e cinco anos de prática clínica. São uma mistura idiossincrática de idéias e técnicas que considerei úteis em meu trabalho. Essas idéias são tão pessoais, dogmáticas e, ocasionalmente, originais que é improvável que o leitor as encontre em qualquer outro lugar. Portanto, este livro não tem de forma alguma a intenção de ser um manual sistemático; desejo, pelo contrário, que seja um complemento a um programa abrangente de treinamento. Selecionei as oitenta e cinco categorias neste livro aleatoriamente, guiado mais pela paixão pela tarefa do que por qualquer outra ordem ou sistema particular. Comecei com uma lista de mais de duzentos textos de conselhos e, no final, aparei aqueles pelos quais senti bem pouco entusiasmo. Um outro fator influenciou minha seleção destes oitenta e cinco itens. Meus romances e contos recentes contêm muitas descrições de procedimentos terapêuticos que considerei úteis em meu trabalho clínico, entretanto, uma vez que a minha f...
cção possui um tom cômico, freqüentemente burlesco, não fica muito claro para muitos leitores se falo com seriedade sobre os procedimentos terapêuticos que descrevo. Os desafios da terapia me oferece a oportunidade de esclarecimento. Sendo uma coleção de detalhes práticos de intervenções ou de afirmativas prediletas, este volume se alonga na técnica e é conciso na teoria. Os leitores que estiverem em busca de uma base mais teórica poderão ler os meus textos Existential Psychotherapy e The Theory and Practice of Group Psychotherapy, os livros que fundamentam esta obra. Tendo formação em medicina e psiquiatria, acostumei-me ao termo "paciente" (do latim patiens — aquele que sofre ou suporta), mas uso-o como sinônimo de "cliente", a denominação comum das tradições da psicologia e do aconselhamento. Para alguns, o termo "paciente" sugere uma postura de terapeuta distante, desinteressada, não-participativa, autoritária. Mas prossiga a leitura — pretendo incentivar ao máximo um relacionamento terapêutico baseado em compromisso, franqueza e igualitarismo. Muitos livros, inclusive o meu, consistem em um número limitado de pontos substantivos e a partir deles em um "recheio" considerável para ligar os pontos de uma maneira elegante. Por eu ter selecionado um grande número de sugestões, muitos deles autônomos, e ter omitido muito texto de "recheio" e transições, o texto terá uma qualidade episódica, oscilante. Embora eu tenha selecionado essas sugestões casualmente e tenha a expectativa de que muitos leitores saboreiem estas contribuições de uma maneira assistemática, tentei, a posteriori, agrupá-las de uma maneira mais conveniente para o leitor. A primeira seção (1-40) aborda a natureza do relacionamento terapeuta-paciente, com uma ênfase particular no aqui-e-agora, no uso do self pelo terapeuta e na auto-revelação do terapeuta. A seção seguinte (41-51) muda do processo para o conteúdo e sugere métodos de exploração das preocupações supremas da morte, do significado na vida e da liberdade (abrangendo responsabilidade e decisão). A terceira seção (52-76) aborda uma variedade de questões que têm origem na conduta cotidiana da terapia. Na quarta seção (77-83), abordo a utilidade dos sonhos na terapia. A última seção (84-85) discute os riscos e privilégios de ser um terapeuta. Este texto está salpicado de muitas das minhas frases e intervenções específicas preferidas. Ao mesmo tempo, estimulo a espontaneidade e criatividade. Portanto, não considero que minhas intervenções idiossincráticas formem uma receita específica de procedimentos; elas representam minha própria perspectiva e minha tentativa de explorar minha intimidade para encontrar meu próprio estilo e voz. Muitos estudantes acharão que outras posturas teóricas e estilos técnicos se revelarão mais compatíveis com eles. Os conselhos deste livro derivam de minha prática clínica com pacientes com produção mod...
sugestões casualmente e tenha a expectativa de que muitos leitores saboreiem estas contribuições de uma maneira assistemática, tentei, a posteriori, agrupá-las de uma maneira mais conveniente para o leitor. A primeira seção (1-40) aborda a natureza do relacionamento terapeuta-paciente, com uma ênfase particular no aqui-e-agora, no uso do self pelo terapeuta e na auto-revelação do terapeuta. A seção seguinte (41-51) muda do processo para o conteúdo e sugere métodos de exploração das preocupações supremas da morte, do significado na vida e da liberdade (abrangendo responsabilidade e decisão). A terceira seção (52-76) aborda uma variedade de questões que têm origem na conduta cotidiana da terapia. Na quarta seção (77-83), abordo a utilidade dos sonhos na terapia. A última seção (84-85) discute os riscos e privilégios de ser um terapeuta. Este texto está salpicado de muitas das minhas frases e intervenções específicas preferidas. Ao mesmo tempo, estimulo a espontaneidade e criatividade. Portanto, não considero que minhas intervenções idiossincráticas formem uma receita específica de procedimentos; elas representam minha própria perspectiva e minha tentativa de explorar minha intimidade para encontrar meu próprio estilo e voz. Muitos estudantes acharão que outras posturas teóricas e estilos técnicos se revelarão mais compatíveis com eles. Os conselhos deste livro derivam de minha prática clínica com pacientes com produção moderadamente alta e alta (e não aqueles que são psicóticos ou acentuadamente incapacitados), freqüentando as sessões uma ou, mais comumente, duas vezes por semana, desde alguns meses a dois ou três anos. Minhas metas terapêuticas com esses pacientes são ambiciosas: além da supressão dos sintomas e alívio da dor, esforço-me para facilitar o crescimento pessoal e uma mudança básica de personalidade. Sei que muitos dos meus leitores poderão estar numa situação clínica diferente: um cenário diferente com uma população diferente de pacientes e uma duração menor da terapia. Ainda assim, tenho a esperança de que os leitores encontrem sua própria maneira criativa de adaptar e aplicar o que aprendi à sua situação particular de trabalho. Capítulo 1 ________________________________________ Livre dos obstáculos contra o crescimento Quando eu era um jovem estudante da psicoterapia em busca do caminho a seguir, o livro mais útil que li foi Neurose e desenvolvimento humano: a luta pela auto-realização, de Karen Horney. E o conceito isolado mais útil desse livro foi a noção de que o ser humano possui uma propensão inata para a auto-realização. Se os obstáculos forem removidos, acreditava Horney, o indivíduo se desenvolverá e se transformará num adulto maduro plenamente realizado, assim como da bolota se desenvolverá um carvalho. "Assim como da bolota se desenvolverá um carvalho." Que imagem maravilhosamente libertadora e elucidativa...
eradamente alta e alta (e não aqueles que são psicóticos ou acentuadamente incapacitados), freqüentando as sessões uma ou, mais comumente, duas vezes por semana, desde alguns meses a dois ou três anos. Minhas metas terapêuticas com esses pacientes são ambiciosas: além da supressão dos sintomas e alívio da dor, esforço-me para facilitar o crescimento pessoal e uma mudança básica de personalidade. Sei que muitos dos meus leitores poderão estar numa situação clínica diferente: um cenário diferente com uma população diferente de pacientes e uma duração menor da terapia. Ainda assim, tenho a esperança de que os leitores encontrem sua própria maneira criativa de adaptar e aplicar o que aprendi à sua situação particular de trabalho. Capítulo 1 ________________________________________ Livre dos obstáculos contra o crescimento Quando eu era um jovem estudante da psicoterapia em busca do caminho a seguir, o livro mais útil que li foi Neurose e desenvolvimento humano: a luta pela auto-realização, de Karen Horney. E o conceito isolado mais útil desse livro foi a noção de que o ser humano possui uma propensão inata para a auto-realização. Se os obstáculos forem removidos, acreditava Horney, o indivíduo se desenvolverá e se transformará num adulto maduro plenamente realizado, assim como da bolota se desenvolverá um carvalho. "Assim como da bolota se desenvolverá um carvalho." Que imagem maravilhosamente libertadora e elucidativa...

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