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Psicologia do Inconsciente

Livro: Psicologia do Inconsciente Página 2

Autor - Fonte: Carl Gustav Jung

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...lhe dê segurança. Muitos ainda procuram fora de si mesmos; uns acreditam na ilusão da vitória e do poder; outros, em tratados e decretos; outros, ainda, na destruição da ordem vigente. Mas são poucos os que buscam dentro de si, poucos os que se perguntam se não seriam mais úteis à sociedade humana se cada qual come¬çasse por si, se não seria melhor, em vez de exigir dos outros, pôr à prova primeiro em sua própria pessoa, em seu foro interior, a suspensão da ordem vigente, as leis e vitórias que apregoam em praça pública. É indispensável que em cada in¬divíduo se produza um desmoronamento, uma divisão interior, que se dissolva o que existe e se faça uma renovação, mas sem impô-la ao próximo sob o manto farisaico do amor cris¬tão ou do senso da responsabilidade social — ou o que quer que seja usado para disfarçar as necessidades pessoais e in¬conscientes de poder. O autoconhecimento de cada indivíduo, a volta do ser humano às suas origens, ao seu próprio ser e à sua verdade individual e social, eis o começo da cura da cegueira que domina o mundo de hoje. O interesse pelo problema da alma humana é um sintoma dessa volta instintiva a si mesmo. Que este meu trabalho esteja a serviço desse interesse. Küsnacht—Zürich, outubro de 1918 O autor Prefácio à 3º edição 3 3. Na terceira edição, o título foi modificado para Das ünbewusste in normalen und kranken Seelenleben. Este estudo surgiu durante a Guerra Mundial...
e deve sua exis¬tência principalmente à repercussão psicológica dessa grande conflagração. A guerra terminou e pouco a pouco as coisas se acalmam. Mas os grandes problemas psíquicos levantados pela guerra continuam preocupando a sensibilidade e o espírito dos que pensam e pesquisam. É provável que isso tenha influído na sobrevivência deste pequeno estudo no pós-guerra, permi¬tindo que agora apareça em sua terceira edição. Considerando que se passaram sete anos desde o lançamento da segunda edição, julguei necessário aperfeiçoar o texto e introduzir uma série de modificações, sobretudo nos capítulos referentes aos tipos e ao inconsciente. O capítulo sobre "desenvolvimento dos tipos no processo analítico" foi inteiramente suprimido, já que a questão foi amplamente desenvolvida em meu livro Tipos Psicológicos, que pode servir de referência aos interessados. Quem já tentou dar forma popular a uma matéria alta¬mente complexa e que ainda se encontra em estado de elabo¬ração no plano científico, há de concordar comigo que a tarefa não é fácil. A dificuldade aumenta pelo fato de muitos dos processos e problemas da alma aqui descritos ainda serem totalmente desconhecidos por muitos. Algumas coisas também se chocam com preconceitos ou podem parecer arbitrárias. Peço, porém, que se considere o objetivo de um estudo como este: o máximo que se pode pretender é dar uma idéia aproximada da matéria e servir de estímulo; nunca, porém, penetrar nos pormenores da reflexão e do fornecimento de provas. Fico satisfeito, se o livrinho satisfizer tal finalidade. Küsnacht—Zürich, abril de 1926 O autor Prefácio à 4ª edição Afora algumas emendas, esta quarta edição é lançada sem alterações. Das múltiplas reações do meu público, deduzi que a, idéia do inconsciente coletivo, a que consagrei um capítulo neste estudo, suscitou um interesse todo especial. Por isso, não quero deixar de pedir a atenção dos leitores para os tra¬balhos importantes feitos por diversos autores nessa área, pu¬blicados nos últimos anos no Eranos-Jahrbuch (Rheinverlag). As informações contidas neste livro não pretendem abranger a totalidade da psicologia analítica. Portanto, muitos pontos são apenas esboçados e outros nem são mencionados. Espero, po¬rém, que continue atendendo aos seus modestos objetivos. Küsnacht—Zürich, abril de 1936 O autor Prefácio à 5ª edição Decorreram seis anos desde a última edição inalterada. Por este motivo, pareceu-me oportuno submeter este pequeno es¬tudo a uma profunda revisão, antes desta nova edição. Assim, muitas deficiências puderam ser eliminadas ou melhoradas e o supérfluo foi suprimido. Matérias difíceis e complexas como a psicologia do inconsciente não se prestam apenas a novas descobertas, mas também a equívocos. Trata-se de uma vasta área virgem, em que penetramos a título experimental, onde só é possível atinar com...
etrar nos pormenores da reflexão e do fornecimento de provas. Fico satisfeito, se o livrinho satisfizer tal finalidade. Küsnacht—Zürich, abril de 1926 O autor Prefácio à 4ª edição Afora algumas emendas, esta quarta edição é lançada sem alterações. Das múltiplas reações do meu público, deduzi que a, idéia do inconsciente coletivo, a que consagrei um capítulo neste estudo, suscitou um interesse todo especial. Por isso, não quero deixar de pedir a atenção dos leitores para os tra¬balhos importantes feitos por diversos autores nessa área, pu¬blicados nos últimos anos no Eranos-Jahrbuch (Rheinverlag). As informações contidas neste livro não pretendem abranger a totalidade da psicologia analítica. Portanto, muitos pontos são apenas esboçados e outros nem são mencionados. Espero, po¬rém, que continue atendendo aos seus modestos objetivos. Küsnacht—Zürich, abril de 1936 O autor Prefácio à 5ª edição Decorreram seis anos desde a última edição inalterada. Por este motivo, pareceu-me oportuno submeter este pequeno es¬tudo a uma profunda revisão, antes desta nova edição. Assim, muitas deficiências puderam ser eliminadas ou melhoradas e o supérfluo foi suprimido. Matérias difíceis e complexas como a psicologia do inconsciente não se prestam apenas a novas descobertas, mas também a equívocos. Trata-se de uma vasta área virgem, em que penetramos a título experimental, onde só é possível atinar com o caminho certo depois de errar por muitos desvios. Apesar do meu esforço de introduzir no texto o maior número possível de novos pontos de vista, não se deve esperar que esgotem todos os principais aspectos do atual co¬nhecimento nessa esfera da psicologia. Nesta obra de divulgação popular reproduzo apenas alguns dos pontos essenciais, tanto da psicologia médica quanto do rumo da minha própria pesquisa, isso sem ultrapassar o âmbito de uma introdução. O conhecimento profundo só é adquirido mediante leituras es¬pecializadas, de um lado, e experiências práticas, de outro. Re¬comendo aos leitores desejosos de adquirir conhecimentos mais pormenorizados nesse campo, de modo todo especial, o estudo das principais obras sobre psicologia médica e psicopatologia, além de uma revisão cuidadosa dos compêndios de psicologia. Este será o caminho mais seguro para o necessário conheci¬mento da psicologia médica, sua posição e seu significado. Tal estudo comparativo vai ajudar a compreender a ati¬tude de Freud, que se queixa da "impopularidade" da sua psi¬canálise, bem como a sensação que tenho de encontrar-me à margem, isolado, num posto solitário. Acho que não exagero quando digo que as noções da psicologia médica moderna ainda não tiveram a devida acolhida na ciência universitária, embora já se note algumas exceções dignas de registro, o que não ocorria antigamente. Em geral, as idéias novas — exceto as que provocam ondas de excitação...
o caminho certo depois de errar por muitos desvios. Apesar do meu esforço de introduzir no texto o maior número possível de novos pontos de vista, não se deve esperar que esgotem todos os principais aspectos do atual co¬nhecimento nessa esfera da psicologia. Nesta obra de divulgação popular reproduzo apenas alguns dos pontos essenciais, tanto da psicologia médica quanto do rumo da minha própria pesquisa, isso sem ultrapassar o âmbito de uma introdução. O conhecimento profundo só é adquirido mediante leituras es¬pecializadas, de um lado, e experiências práticas, de outro. Re¬comendo aos leitores desejosos de adquirir conhecimentos mais pormenorizados nesse campo, de modo todo especial, o estudo das principais obras sobre psicologia médica e psicopatologia, além de uma revisão cuidadosa dos compêndios de psicologia. Este será o caminho mais seguro para o necessário conheci¬mento da psicologia médica, sua posição e seu significado. Tal estudo comparativo vai ajudar a compreender a ati¬tude de Freud, que se queixa da "impopularidade" da sua psi¬canálise, bem como a sensação que tenho de encontrar-me à margem, isolado, num posto solitário. Acho que não exagero quando digo que as noções da psicologia médica moderna ainda não tiveram a devida acolhida na ciência universitária, embora já se note algumas exceções dignas de registro, o que não ocorria antigamente. Em geral, as idéias novas — exceto as que provocam ondas de excitação...

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