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A Civilização Asteca

Livro: A Civilização Asteca

Autor - Fonte: Jacques Soustelle

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...CAPÍTULO I 1. As Origens Os astecas {azteca) ou mexicanos (mexica) dominavam com esplendor a maior parte do México quando os conquistadores espa¬nhóis ali chegaram, em 1519. Sua língua e sua religião tinham-se imposto sobre imensas extensões de terra desde o Atlântico até o Pacífico e das regiões áridas setentrionais até a Guatemala. O nome de seu soberano Motecuhzoma era venerado ou temido de uma ponta à outra daquele vasto território. Seus comerciantes com suas caravanas de carregadores percorriam o país em todos os sentidos. Seus funcionários recebiam impostos de todos os lados. Nas fron¬teiras, as guarnições astecas mantinham a distância as populações insubmissas. Em Tenochtitlán (México), sua capital, a arquitetura e a escultura haviam alcançado um impulso extraordinário, en¬quanto o luxo crescia no vestuário, à mesa, nos jardins e na ourivesaria. Os astecas, contudo, haviam conhecido difíceis e obscuros começos. Chegados tardiamente ao México central, no século XIII, foram por longo tempo considerados intrusos, semibárbaros, po¬bres e sem terras. O início de sua ascensão data somente do reinado de Itzcoatl (1428-1440). Os povos que os circundavam podiam, na maioria, vangloriar-se de possuir tradições e uma antiga civilização, das quais, entretanto, careciam os imigrantes mais recentes. 1. As antigas civilizações mexicanas: a época pré-clássica Na verdade porém, ao ser gradativamente descoberta pelas esca¬vações...
rqueológicas e pelo estudo dos documentos nativos, a Antigüidade mexicana se revela de uma incrível riqueza de fases culturais, penetrando profundamente até um passado remoto. Para mencionar apenas o México central, encontram-se ves¬tígios desde 15000 ou 20000 a.C, de povos caçadores que utiliza¬vam armas de pedra lascada ao perseguirem mamutes e outros animais selvagens em torno dos lagos e pântanos do vale do México. No IV milênio a.C, o milho começava a ser cultivado na região de Tehuacán. A agricultura, em seus primórdios, fornecia uma fração ainda pequena dos recursos necessários aos nativos, os quais também se dedicavam à caça e à coleta. Gradativamente, porém, aumentava a importância das plantas cultivadas, como milho, vagens, abóbora, grãos oleaginosos como o huauhtli (amarante), tomate e pimenta. Durante os cinco séculos seguintes, a agricultura expandiu-se no planalto e ao longo dos vales em direção ao litoral do golfo. O algodão não podia aclimatar-se nas planícies centrais, mas o agave (maguey) fornecia sua fibras. Com o advento da agricultura, da cerâmica e da tecelagem, despontam as aldeias, aglomerações de índios sedentarizados que puderam fixar-se ao redor de seus campos graças à segurança proporcionada pela regularidade das colheitas. Às margens dos lagos, em Zacatenco, Ticomán, El Arbolillo, Copilco, Tlatilco, Cuicuilco, os camponeses nativos levaram du¬rante quase três milênios uma vida semelhante às das vilas neolíticas do Velho Mundo. Sua cerâmica abundante e variada, confor¬me descoberta nos túmulos, é rica em estatuetas, algumas das quais provavelmente representam divindades, enquanto outras, com seus ornamentos e turbantes, atestam a existência de estru¬turas sociais bastante diferenciadas. Ao fim do período chamado "pré-clássico", pouco antes da era cristã, os índios de Cuicuilco eram suficientemente numerosos e organizados para construírem a primeira pirâmide do planalto Central, túmulo de tijolos e pedras, por sinal de configuração mais próxima do tronco cônico do que da forma piramidal. 2. Os olmecas Desde aquela época, os túmulos de Tlatilco testemunham a influência que exercera sobre o planalto a primeira das grandes civilizações mexicanas: a dos olmecas do litoral do golfo. Desde a segunda metade do II milênio a.C, esse povo ainda misterioso construíra imponentes centros cerimoniais principalmente em La Venta e San Lorenzo, nos atuais estados de Tabasco e Veracruz. Antes de seu desaparecimento, em 400 a.C, os olmecas já haviam difundido sua civilização por uma imensa área da Mesoamérica desde o vale do Balsas até El Salvador e a Costa Rica, do litoral do golfo às montanhas de Oaxaca e ao litoral do Pacífico. Pirâmides e altares, esteias esculpidas, baixos-relevos, jades e jadeístas cinzelados, e sobretudo a escrita hieroglífica, mais a contagem do tempo; com os olmecas, surgem esses traços essenciais a todas as altas civilizaçõ...
neolíticas do Velho Mundo. Sua cerâmica abundante e variada, confor¬me descoberta nos túmulos, é rica em estatuetas, algumas das quais provavelmente representam divindades, enquanto outras, com seus ornamentos e turbantes, atestam a existência de estru¬turas sociais bastante diferenciadas. Ao fim do período chamado "pré-clássico", pouco antes da era cristã, os índios de Cuicuilco eram suficientemente numerosos e organizados para construírem a primeira pirâmide do planalto Central, túmulo de tijolos e pedras, por sinal de configuração mais próxima do tronco cônico do que da forma piramidal. 2. Os olmecas Desde aquela época, os túmulos de Tlatilco testemunham a influência que exercera sobre o planalto a primeira das grandes civilizações mexicanas: a dos olmecas do litoral do golfo. Desde a segunda metade do II milênio a.C, esse povo ainda misterioso construíra imponentes centros cerimoniais principalmente em La Venta e San Lorenzo, nos atuais estados de Tabasco e Veracruz. Antes de seu desaparecimento, em 400 a.C, os olmecas já haviam difundido sua civilização por uma imensa área da Mesoamérica desde o vale do Balsas até El Salvador e a Costa Rica, do litoral do golfo às montanhas de Oaxaca e ao litoral do Pacífico. Pirâmides e altares, esteias esculpidas, baixos-relevos, jades e jadeístas cinzelados, e sobretudo a escrita hieroglífica, mais a contagem do tempo; com os olmecas, surgem esses traços essenciais a todas as altas civilizações do México. Por isso, eles podem ser considerados o elo de transição entre o período pré-clássico, isto é, o da aldeia, e o período clássico, ou seja, o da civilização urbana. 3. As civilizações clássicas O I milênio d.C. foi, no México, o período das civilizações "clás¬sicas". Quatro núcleos culturais principais brilham então com fulgor incomparável: o território dos maias ao sul, com grandes cidades como Palenque, Yaxchilán, Copán, Piedras Negras, Uxmal, Labná; Monte Albán e Mitla, no território dos zapotecas de Oaxaca; El Tajín no atual estado de Veracruz; e Teotihuacán no planalto Central. Teotihuacán, cujo apogeu data de 400-700 d.C, com suas enormes pirâmides do Sol e da Lua (63 e 43m de altura, respecti¬vamente), sua avenida dos Mortos (1.700m de comprimento), seus templos dos deuses agrários e da Serpente de Flutuas, suas esculturas e afrescos, suas máscaras em pedra dura e sua magnífica cerâmica pintada, parece ter sido uma metrópole teocrática e pacífica, cuja influência se irradiou até a Guatemala. Sua aristo¬cracia sacerdotal, cuja língua ignoramos, era sem dúvida originária da costa oriental, da zona dos olmecas e de El Tajín — como certos detalhes de afrescos e esculturas tendem a comprovar —, enquan¬to a massa da população camponesa devia ser composta de otomis e outras tribos rústicas. A religião compreendia o culto do deus da água e da chuva (que os astecas chamarão Tlaloc), da Serpente de Pu...
es do México. Por isso, eles podem ser considerados o elo de transição entre o período pré-clássico, isto é, o da aldeia, e o período clássico, ou seja, o da civilização urbana. 3. As civilizações clássicas O I milênio d.C. foi, no México, o período das civilizações "clás¬sicas". Quatro núcleos culturais principais brilham então com fulgor incomparável: o território dos maias ao sul, com grandes cidades como Palenque, Yaxchilán, Copán, Piedras Negras, Uxmal, Labná; Monte Albán e Mitla, no território dos zapotecas de Oaxaca; El Tajín no atual estado de Veracruz; e Teotihuacán no planalto Central. Teotihuacán, cujo apogeu data de 400-700 d.C, com suas enormes pirâmides do Sol e da Lua (63 e 43m de altura, respecti¬vamente), sua avenida dos Mortos (1.700m de comprimento), seus templos dos deuses agrários e da Serpente de Flutuas, suas esculturas e afrescos, suas máscaras em pedra dura e sua magnífica cerâmica pintada, parece ter sido uma metrópole teocrática e pacífica, cuja influência se irradiou até a Guatemala. Sua aristo¬cracia sacerdotal, cuja língua ignoramos, era sem dúvida originária da costa oriental, da zona dos olmecas e de El Tajín — como certos detalhes de afrescos e esculturas tendem a comprovar —, enquan¬to a massa da população camponesa devia ser composta de otomis e outras tribos rústicas. A religião compreendia o culto do deus da água e da chuva (que os astecas chamarão Tlaloc), da Serpente de Pu...

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