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A Alma e seu Mecanismo

Livro: A Alma e seu Mecanismo

Autor - Fonte: Alice Baylei

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... PREFÁCIO
Nossa atitude frente ao pensamento filosófico e psicológico do Oriente é, em
grande parte, ou de admiração indiscriminada ou de desconfiança igualmente
indiscriminada. É pena que seja assim. Os que o adoram são tão ruins quanto
aqueles que dele desconfiam. Nenhum deles nos levam em direção a uma
avaliação justa daquele grande corpo do pensamento oriental que difere tão
curiosamente do nosso, e entretanto, como se descobre com o tempo, é
fundamentalmente o mesmo em sua busca essencial.
É esta atitude indiscriminada, sem dúvida, a responsável pela quase absoluta
omissão do pensamento oriental em nossos livros de filosofia e psicologia,
isto, e algo mais. O Oriente tem seus próprios idiomas que são difíceis para o
Ocidente compreender. Tais idiomas não traduzidos, fazem com que os
escritos orientais pareçam um jargão estranho, ou de metrificação confusa ou
de auto-mistificação.
Alice Bailey presta neste livro um grande serviço, ao abor
ar com sua mente
analítica o pensamento oriental, dispondo-se a reconhecer que o pensamento
oriental, como o ocidental, não pode pretender ter chegado ao ápice da
sabedoria. Ela não pretende maravilhar nem exortar o ocidental a abandonar
suas rudes insuficiências para abraçar uma doutrina misteriosa que pareça
tanto mais maravilhosa porque para ele isto pode parecer absurdo. Ela, de fato,
diz: "Este pensamento oriental significa uma busca nos problemas mais
profundos da existência. Não é necessariamente melhor que o ocidental. É
diferente. Parte de outro ângulo de abordagem. Tanto o Oriente quanto o
Ocidente, se especializaram em suas respectivas linhas de pensamento. Cada
um, portanto, tem a virtude de sua própria sinceridade, de sua própria e
peculiar penetração. Mas a especialização só tem valor quando conduz a uma
integração final. Não terá chegado o momento de unir Oriente e Ocidente
nessa esfera mais profunda da vida de cada um, isto é, na esfera do
pensamento filosófico e psicológico?"
Ainda que não por outras razões, este livro é significativo como uma tentativa
de interpretação, não só do Oriente para o Ocidente e vice-versa, mas também
para colocar as duas linhas de pensamento na harmonia de um único ponto de
vista. Se a autora conseguirá este objetivo só o leitor poderá dizer, mas de
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qualquer forma, a intenção é notável, e deve ter como resultado, uma
aproximação mais inteligente dos dois tipos de mentalidade.
O que dá a este livro um significado especial, é sem dúvida, a peculiar
comparação que a autora estabelece entre o estudo ocidental das glândulas e o
estudo oriental dos "centros". O filósofo ocidental Spinoza, notou há muito
tempo o inseparável paralelismo do que ele chamava corpo e mente, tanto na
vida do Absoluto como na vida das expressões do Absoluto a quem chamamos
indivíduos. Se existe tal paralelismo, deveria descobrir-se para cada
manifestação externa a força psíquica ou interna que assim se manifesta. Até
agora admitimos o externo e o interno apenas de forma muito geral. Este livro,
ao centrar-se principalmente no estudo das glândulas, que são o marcapasso,
por assim dizer, da nossa personalidade, apresenta uma relação entre a mente e
o corpo, não só de um modo inesperadamente rico em sugestões, para um
treinamento mais adequado do indivíduo, se não que abre fascinadoras
possibilidades a posteriores investigações. No Ocidente falamos da glândula
tireóide ou das supra-renais em termos de sua conduta fisiológica. Existirá,
analogicamente uma correspondente psíquica de tal comportamento? Talvez
pareça uma pergunta extravagante que no primeiro momento poderia
ridicularizar os fisiologistas. Entretanto, a menos que sejamos dogmáticos
empedernidos, que não saiamos da obscuridade material do século XIX,
falamos já da correspondência psíquica deste órgão fisiológico chamado
c ...

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