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A Ameaça Pagã

Livro: A Ameaça Pagã Página 2

Autor - Fonte: Peter Jones

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... cumentos imediatamente se tornaram o objeto
de intriga política e acadêmica. Hans Jonas, autoridade máxima
em Gnosticismo da geração passada, reclamou de “uma
persistente maldição de obstáculos políticos, litígio e acima de tudo,
ciúmes erudito e ‘primazia’ (uma crônica escandalosa da academia
contemporânea)”. James Robinson, diretor da tradução para o
inglês, A Biblioteca Nag Hammadi em inglês (Harper, 1977)
caracteriza o período da descoberta (1945-70) como dominado
pelo “monopólio” europeu. Elaine Pagels, popularizadora moderna
da Teologia e da Espiritualidade Gnóstica, em seu famoso livro
The Gnostic Gospels [Os Evangelhos gnósticos] (Random House,
1979), fala de uma supressão deliberada dos textos, não somente
nos tempos antigos, mas também desde que foram redescobertos.
Citando um outro erudito europeu muito conhecido, ela elogia a
primeira tradução completa publicada pela editora Harper & Row
em 1977 como o evento que pôs fim
às “rivalidades pessoais (.)
e às pretensões de monopolizar documentos que pertencem
somente à ciência, isto é, a todos”.
Quando comecei a pesquisar para escrever este livro (uma
seqüência do meu livreto The Gnostic Empire Strikes Back, P&R,
1992), continuei a observar os impressionantes paralelos entre a
Notas do Autor
XVI
antiga heresia do Gnosticismo e a espiritualidade da Nova Era e a
visão pós-moderna. Essas traduções representam um acesso direto
para mim como erudito e para meus leitores, alguns dos quais,
conquanto não estudiosos profissionais da Bíblia, compraram estas
traduções para si mesmos. Claramente essa tradução está servindo
bem, ao disponibilizar os textos para “todos”.
Seguindo a etiqueta acadêmica, pedi permissão para citar as
traduções em inglês. Fiquei, porém, confuso ao receber uma
resposta negativa ao meu pedido. Não me deram nenhuma razão
comercial, nenhuma objeção legal ou qualquer outro tipo de
explicação. Fui obrigado a contratar um erudito em textos cópticos
para fazer traduções do original para minhas citações. Por que será
que eu não fui incluído no “todos” que têm acesso aos textos? Os
leitores irão concluir por si mesmos.
Uma coisa que eu fiz – assim como os escritores do Novo
Testamento e os pais da Igreja – foi apresentar o sistema gnóstico
como herético, uma distorção apóstata da Fé que foi entregue aos
santos. Numa era de relativismo e tolerância, tal abordagem temse
tornado política e religiosamente incorreta. Eu também me opus
ao que julguei ser uma tentativa orquestrada nos círculos liberais
cristãos de propor essa distorção tanto como uma expressão válida,
alternativa ou mesmo superior ao Cristianismo antigo e um novo
modo de vida para aqueles que procuram uma inovação espiritual
no crepúsculo do Cristianismo ocidental.
Eu questiono se a negativa que recebi ao meu pedido de citar a
tradução inglesa não constitui um pequeno, mas revelador, conflito
na crescente realidade das Guerras Espirituais.
XVII
Jonh Lennon foi um antigo amigo de escola. Companheiros, com
pouca sofisticação intelectual, nós nunca falávamos sobre religião
ou filosofia. Em vez disso, ouvíamos Bill Haley e seus Cometas
comendo peixe e batatas fritas na Rua Penny – estritamente contra
as regras do tradicional Colégio Quarry Bank para meninos, onde
nós apreciávamos a educação pelas razões erradas. Aos 16 anos
idade, John Lennon saiu do Quarry Bank e foi para a Escola de
Artes Liverpool. Eu continuei lá até me graduar e depois fui para a
Universidade. Nós nunca mais nos encontramos.
A História é engraçada. Como todo mundo sabe, John se tornou
um megastar, e se converteu ao hinduísmo da Nova Era. Pouca
gente sabe que eu me tornei um comprometido cristão ortodoxo
e fui ensinar grego do Novo Testamento em francês para futuros
pastores da velha igreja huguenote no Sul da França por dezoito
anos. ...

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