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A Cabala do dinheiro

Livro: A Cabala do dinheiro

Autor - Fonte: Rav Nilton Bonder

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...Dinheiro no mundo Vindouro.181 Referências Bibliográficas.189 I – PARNASSÁ A CABALA DO SUSTENTO Como parte da trilogia "A CABALA DA COMIDA", "A CABALA DO DINHEIRO" e "A CABALA DA INVEJA", este segundo volume trata primordialmente da relação do indivíduo com o seu mundo e o sistema de valoração do universo que o cerca. Inspirado no ditado judaico "De três maneiras é um homem conhecido: por seu COPO, por seu BOLSO e por sua IRA" (KOSSÓ, KISSÓ VE-KAASSÓ), estaremos aqui abordando o BOLSO (KIS-SÓ) e o quão reveladora é nossa atitude para com ele. Em todo BOLSO surgem questões de sobrevivência e suas fronteiras - do excedente, da posse, do poder e da insegurança. Diz esta mesma tradição: "O mais longo dos caminhos é o que leva ao bolso". Não há meios de chegar ao bolso sem uma reflexão sobre a vida e seu sentido. Nossa relação com o bolso é reveladora de quem somos e onde estamos neste imenso Mercado de valores que é a realidade. Nesse sentido, novamente, a tradição judaica tem muito a contribuir. Famosos de forma caricata por seu amor ao dinheiro, os judeus viram seus patriarcas (Abraão, Isaac e Jacó) tornarem-se protagonistas de piadas de avareza e voracidade; tiveram a título de zombaria seu símbolo máximo de impureza, o porco, elevado à categoria de companheiro maior através do cofre em forma de porquinho; e ganharam longos narizes para farejar e orientá-los nos esgotos do subsolo dos sistemas fina...
ceiros. Sem querer entrar em considerações apologéticas, que levariam, com certeza, à exposição da parcialidade do autor, gostaria de convidar o leitor instruído nos caminhos deste mundo a compartilhar de uma reflexão mais objetiva e menos julgadora. Falo ao leitor que reconhece que muito além das classificações de bem ou mal a experiência humana é marcada pela constante correção de nossas intenções na medida em que estas se concretizam em contato com a realidade. Nossa capacidade de transformar esta experiência em cultura e tradição e expô-la de tal forma a permitir uma crítica intergerações, formadora que é da moral e da ética, possibilita aos seres humanos o autoconhecimento de sua humanidade. Neste sentido os judeus são imprescindíveis na memória e experiência do Ocidente. Sobre eles projetaram muitas das fantasias coletivas deste Ocidente. Muitas das vivências sublimadas e contidas pelo indivíduo civilizado tomaram forma neste "outro". Outro que pareceu exorcizável e que talvez só não tenha sido a partir da consciência de que o fim do problema-judeu era também o fim da solução-judeu. Adianto a idéia de que os judeus talvez não tenham sido um problema do Ocidente, mas solução deslocada. Não me cabe, porém, estender estes pensamentos já elaborados por trabalhos de grande consistência. A mim interessa ressaltar que "os traços negativos" dos judeus em muitas situações são reveladores de um esforço cultural exatamente no sentido oposto. Tal qual fantasiamos sobre o rabino que nos bastidores do templo come porco, ou o padre que tem encontros secretos no confessionário, ou o líder político que tem suas transações fraudulentas em porões sob a tribuna onde defende o povo, grande é a cobrança aos que se propõem assumir uma postura que, ao menos nominalmente, desafia nossos instintos e reações animais. Ou seja, a cultura (que faz exatamente isto) gera em nós um desejo por sua falência, pelo desmascarar do anti-humano de suas proposições teóricas acerca do certo e errado, do construtivo e destrutivo. Os judeus, com sua tradição fundamentada na ética, instauradora de uma ética ocidental, trazem vários exemplos desta inversão: 1) inventaram a lei fundadora "não matarás", mas a eles é atribuído o grande "assassinato" da História. Os judeus que atravessaram a Idade Média, caracterizada por uma urbanização sem cuidados higiênicos e sanitários e cujos costumes tradicionais, porém, se destacavam exatamente por seu conteúdo higiênico, são retratados, nesse mesmo período, como imundos que se rejubilam em sua imundice. Os judeus possuidores de prescrições alimentares severas são os mesmos acusados de antropofagias rituais com crianças cristãs. Por fim, aos judeus é atribuída a reputação da obsessão pelo dinheiro; seu D`us, que não pode ser representado por imagem, toma a forma do logotipo cifrão....
esforço cultural exatamente no sentido oposto. Tal qual fantasiamos sobre o rabino que nos bastidores do templo come porco, ou o padre que tem encontros secretos no confessionário, ou o líder político que tem suas transações fraudulentas em porões sob a tribuna onde defende o povo, grande é a cobrança aos que se propõem assumir uma postura que, ao menos nominalmente, desafia nossos instintos e reações animais. Ou seja, a cultura (que faz exatamente isto) gera em nós um desejo por sua falência, pelo desmascarar do anti-humano de suas proposições teóricas acerca do certo e errado, do construtivo e destrutivo. Os judeus, com sua tradição fundamentada na ética, instauradora de uma ética ocidental, trazem vários exemplos desta inversão: 1) inventaram a lei fundadora "não matarás", mas a eles é atribuído o grande "assassinato" da História. Os judeus que atravessaram a Idade Média, caracterizada por uma urbanização sem cuidados higiênicos e sanitários e cujos costumes tradicionais, porém, se destacavam exatamente por seu conteúdo higiênico, são retratados, nesse mesmo período, como imundos que se rejubilam em sua imundice. Os judeus possuidores de prescrições alimentares severas são os mesmos acusados de antropofagias rituais com crianças cristãs. Por fim, aos judeus é atribuída a reputação da obsessão pelo dinheiro; seu D`us, que não pode ser representado por imagem, toma a forma do logotipo cifrão. E é verdade: os judeus respeitam o dinheiro! Percebem neste um conteúdo revelador da verdadeira distância entre o coração e o bolso. O verdadeiro sentido do dinheiro, da PARNUSSE, do sustento, tem tratamento ético na tradição dos judeus que não só foi pioneiro como corajosamente humanista. A CABALA DO DINHEIRO é uma tentativa de observar os "insights" dos rabinos sobre a ecologia e a saúde das trocas e da interdependência, reconhecendo, assim, que pelo dinheiro se estabelecem situações cotidianas que desmascaram demagogias e ilusões e acabam por expor-nos de uma maneira que só a prática, o empirismo, pode fazê-lo. Somos o que reagimos, somos o que acreditamos, e nosso dinheiro é uma extensão de nossas reações, de nossas crenças. Seja pelo dinheiro que entra ou pelo dinheiro que sai, nossa compreensão do mundo se dá; e ele é um dos grandes determinadores do que há do lado de fora, do valor que as coisas e as pessoas têm para nós, do valor que temos em relação a coisas e pessoas. Os rabinos fazem extensa reflexão sobre o dinheiro e lhe dão um tratamento semelhante ao ministrado ao corpo. Reconhecem, portanto, além da importância da alma e da intenção, a própria realidade do corpo, meio imprescindível através do qual percebemos quem somos e que rumo devemos tomar. Convido-os, portanto, a passear por um mundo conhecido, o mundo do nosso bolso. Grande "tour" pelo mundo dos mercados, dos reflexos do dinhe...
E é verdade: os judeus respeitam o dinheiro! Percebem neste um conteúdo revelador da verdadeira distância entre o coração e o bolso. O verdadeiro sentido do dinheiro, da PARNUSSE, do sustento, tem tratamento ético na tradição dos judeus que não só foi pioneiro como corajosamente humanista. A CABALA DO DINHEIRO é uma tentativa de observar os "insights" dos rabinos sobre a ecologia e a saúde das trocas e da interdependência, reconhecendo, assim, que pelo dinheiro se estabelecem situações cotidianas que desmascaram demagogias e ilusões e acabam por expor-nos de uma maneira que só a prática, o empirismo, pode fazê-lo. Somos o que reagimos, somos o que acreditamos, e nosso dinheiro é uma extensão de nossas reações, de nossas crenças. Seja pelo dinheiro que entra ou pelo dinheiro que sai, nossa compreensão do mundo se dá; e ele é um dos grandes determinadores do que há do lado de fora, do valor que as coisas e as pessoas têm para nós, do valor que temos em relação a coisas e pessoas. Os rabinos fazem extensa reflexão sobre o dinheiro e lhe dão um tratamento semelhante ao ministrado ao corpo. Reconhecem, portanto, além da importância da alma e da intenção, a própria realidade do corpo, meio imprescindível através do qual percebemos quem somos e que rumo devemos tomar. Convido-os, portanto, a passear por um mundo conhecido, o mundo do nosso bolso. Grande "tour" pelo mundo dos mercados, dos reflexos do dinhe...

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