Whats: (11) 9 9191 6085

VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

Você está em: Página inicial / Espiritismo / As quatro nobres verdades e o caminho óctuplo
As quatro nobres verdades e o caminho óctuplo

Livro: As quatro nobres verdades e o caminho óctuplo

Autor - Fonte: Enio Burgos

Ir para a página:

...As chamadas Quatro Nobres Verdades constituem uma fabulosa e impressionante síntese do Darma, os ensinamentos proferidos pelo Buda Sakiamuni. Curiosa e infelizmente, no entanto, a maioria das pessoas quase desconhece ou conhece superficial e incompletamente este ensinamento tão fundamental. Vivo comentando que os ensinamentos e orientações contidos nos Sutras, no fundo, fazem-nos penetrar numa imensa sala de espelhos e, em geral, as pessoas correm um sério risco de, examinando o conteúdo da sala, saírem dali desencantadas, sem terem encontrado o que desejavam e procuravam tanto. Então, precocemente, elas tendem a concluir que o Darma não pode promover qual4 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo quer benefício, ou que não tem “utilidade no mundo em que vivemos”. Digase, de passagem, que alguns indivíduos mais atilados, mesmo dentro de escolas e linhagens budistas estabelecidas, podem descobrir maneiras diversas de se beneficiarem e de tornarem o Darma, de algum modo, rentável aos seus propósitos mundanos, mas isso só confirma o fato de estarem vendo, ali, a sua própria mente ordinária. Tais atitudes impressionantes apenas demonstram e confirmam o fato de que a mente é mesmo a poderosa jóia realizadora dos desejos, sejam eles quais forem. Um outro claro exemplo do efeito “especular” dos ensinamentos transparece, geralmente, quando um tradutor cristão, ao ler um determinado Sutra, enxerga ali um “cristi...
nismo muito elevado”. Um tradutor espírita, ao ler o mesmo Sutra, enxerga ali um “espiritismo muito elevado” e assim por diante. E os Sutras sequer tratam de religião! Mesmo 5 Enio Burgos um tradutor ateu, por sua vez, ao examiná-los, enxerga neles o “ateísmo mais elevado”! Por conseguinte, os Sutras operam como se fossem espelhos extremamente sutis daquela mente que os lê e devem ser abordados e apreciados com plena consciência disso, sob pena de sua função precípua ser desperdiçada, perdida, pois as pessoas não estão conscientes de que, quando examinam o Darma, olham para dentro de si mesmas. Elas observam, mas, não percebendo o que, de fato, está ocorrendo, deixam de persistir pelo tempo mínimo necessário para que sua prática de meditação realmente “aconteça”. As entrelinhas, os bastidores das suas correntezas mais profundas, deixam de ser acessados e reconhecidos. Nenhum despertar é atingido. Portanto, a maioria acaba perdendo a chance potencial de autoconsciência e auto-realização, latentes e verdadeiramente presentes ali – ou de realizarem um encontro com sua “es6 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo sência feliz”. Então, veremos aqui que o Darma do Buda atua numa dimensão extremamente sutil, imaterial, qual seja: a mente. Poucos são os que chegam, algum dia, a flagrar-se diante desse incrível espelho, especialmente quando não combinam, junto à leitura, ou ao estudo acadêmico, a prática meditativa necessariamente associada. Espero contribuir para melhorar tal processo. Mesmo os assim considerados “conselhos externos”, como os Cinco Preceitos, por exemplo, apesar de parecerem, não são meras normas de boa conduta e comportamento ético. São vistos assim pelas pessoas, ou seja, como um conjunto de normas práticas de boa convivência a ser empregado no trato com os demais. Claro que isso é extremamente positivo, especialmente num mundo cada vez mais populoso, egoísta e violento, mas não é suficiente, nem se restringe a isso. Quando realmente considerados e corporificados pela pessoa, tais “conse7 Enio Burgos lhos”, na verdade, atuam conservando e redirecionando uma energia mental (que se torna “extra”, adicional, e de qualidade incomum) que é capaz de impulsionar o praticante através de novos e surpreendentes estados mentais, mais sutis e elevados, antes completamente inacessíveis, inalcançáveis e até mesmo invisíveis e indescritíveis. A “função” que o Darma exerce e que se realiza subjacentemente, é a ampliação da liberdade e domínio no único âmbito em que isso pode ser efetivo, verdadeiro e real, qual seja, no âmbito interno. Por mais que desejemos obter mais liberdade exterior, por exemplo, de ir e vir num mundo sem fronteiras, isso seria uma quimera, pois, em última instância, mesmo que vivêssemos num mundo sem cárceres, ainda assim, estaríamos presos ao noss...
mico, a prática meditativa necessariamente associada. Espero contribuir para melhorar tal processo. Mesmo os assim considerados “conselhos externos”, como os Cinco Preceitos, por exemplo, apesar de parecerem, não são meras normas de boa conduta e comportamento ético. São vistos assim pelas pessoas, ou seja, como um conjunto de normas práticas de boa convivência a ser empregado no trato com os demais. Claro que isso é extremamente positivo, especialmente num mundo cada vez mais populoso, egoísta e violento, mas não é suficiente, nem se restringe a isso. Quando realmente considerados e corporificados pela pessoa, tais “conse7 Enio Burgos lhos”, na verdade, atuam conservando e redirecionando uma energia mental (que se torna “extra”, adicional, e de qualidade incomum) que é capaz de impulsionar o praticante através de novos e surpreendentes estados mentais, mais sutis e elevados, antes completamente inacessíveis, inalcançáveis e até mesmo invisíveis e indescritíveis. A “função” que o Darma exerce e que se realiza subjacentemente, é a ampliação da liberdade e domínio no único âmbito em que isso pode ser efetivo, verdadeiro e real, qual seja, no âmbito interno. Por mais que desejemos obter mais liberdade exterior, por exemplo, de ir e vir num mundo sem fronteiras, isso seria uma quimera, pois, em última instância, mesmo que vivêssemos num mundo sem cárceres, ainda assim, estaríamos presos ao nosso corpo e, sobretudo às demandas, limites e restrições impostos por nossa mente ordinária e seu carma associado. Uma mera liberdade exterior, sem limites geo-polí8 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo ticos ou econômicos, sonho que tantos acalentam, proclamam e enaltecem, é só uma fantasia de quem não percebe, ou não tem sequer noção da verdadeira “prisão mental” em que vive e habita. As pessoas querem ser boas, fazer o bem e evitar o mal, mas sua mente não as deixa realizar isso. Mesmo num mundo sem fronteiras, quem estaria livre da sua mente obssessivo-compulsiva, que arrasta, faz arder e acorrenta a todos no sofrimento? Sofrendo, espalhamos mais sofrimento. Sofrendo, fazemos os outros sofrerem por nossa causa, e este é um efeito que se propaga além das nossas vidas, pelas gerações sem fim, num ciclo vicioso atemporal e incessantemente. (Aliás, sobre este prisma e base de análise, eu gostaria muito de tentar reescrever e dar nova luz à “influência espiritual” estabelecida no famoso Livro dos Espíritos, de A. Kardec, pois penso que ele, involuntariamente, equivocou-se, tomando, digamos assim, a sombra do pás9 Enio Burgos saro como se fosse o próprio pássaro – mais detalhes em Medicina Interior, A Medicina do Coração e da Mente, segunda edição, Enio Burgos, Ed. Bodigaya, 2006 ). Sem termos consciência, vivemos aderidos à nossa mente, escravos dos nossos pensamentos compulsivos, presos...
o corpo e, sobretudo às demandas, limites e restrições impostos por nossa mente ordinária e seu carma associado. Uma mera liberdade exterior, sem limites geo-polí8 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo ticos ou econômicos, sonho que tantos acalentam, proclamam e enaltecem, é só uma fantasia de quem não percebe, ou não tem sequer noção da verdadeira “prisão mental” em que vive e habita. As pessoas querem ser boas, fazer o bem e evitar o mal, mas sua mente não as deixa realizar isso. Mesmo num mundo sem fronteiras, quem estaria livre da sua mente obssessivo-compulsiva, que arrasta, faz arder e acorrenta a todos no sofrimento? Sofrendo, espalhamos mais sofrimento. Sofrendo, fazemos os outros sofrerem por nossa causa, e este é um efeito que se propaga além das nossas vidas, pelas gerações sem fim, num ciclo vicioso atemporal e incessantemente. (Aliás, sobre este prisma e base de análise, eu gostaria muito de tentar reescrever e dar nova luz à “influência espiritual” estabelecida no famoso Livro dos Espíritos, de A. Kardec, pois penso que ele, involuntariamente, equivocou-se, tomando, digamos assim, a sombra do pás9 Enio Burgos saro como se fosse o próprio pássaro – mais detalhes em Medicina Interior, A Medicina do Coração e da Mente, segunda edição, Enio Burgos, Ed. Bodigaya, 2006 ). Sem termos consciência, vivemos aderidos à nossa mente, escravos dos nossos pensamentos compulsivos, presos...

Ir para a página:

WhatsApp: (11) 9 9191 6085
Busca Google