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As quatro nobres verdades e o caminho óctuplo

Livro: As quatro nobres verdades e o caminho óctuplo Página 2

Autor - Fonte: Enio Burgos

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...e algemados ao viés de observação e interpretação que fazemos acerca de tudo o que vivenciamos. As energias de hábito que cultivamos diuturnamente, nos dominam por completo. Nem fazemos uso do “direito de espernear”, pois obedecemos aos reclames da mente como fantoches ou marionetes. Nossa mente é todo o problema. Todos os obstáculos e empecilhos verdadeiros que enfrentamos são imateriais e estão dentro de nós. Não há obstáculos exteriores verdadeiros, as “grades” não existem no mundo mesmo, pois são subprodutos da mente, por mais que nosso dedo indicador insista em apontar para algum responsável “fora” 10 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo de nós mesmos. Os reais problemas, dificuldades, limitações e inimigos são “fantasmas” criados e sustentados apenas pela nossa própria imaginação e criatividade descontrolada. Nossa mente reina absoluta, incontestada. Diante dela, somos como crianças indefesas. Ela nos seqüestra e, usando seu pleno poder, faz-nos cumprir a todas as suas exigências e caprichos, por mais insanos e hediondos que possam ser. Tente, apenas como um exercício, por exemplo, imaginar o que seria “ir contra a sua mente”, e já terá uma noção do tamanho do “ponto cego” ao qual estamos atrelados. (Tudo o que você pensar em realizar para “ir contra” ela, ainda será a sua mente comandando e decidindo o que você deve fazer!) Simplesmente nos parece impossível d...
ixá-la de lado, falando e ordenando sozinha, por um instante sequer, quiçá abandoná-la em seu tagarelar incessante, pois ela nos agarra e subjuga com uma força terrível, mas., felizmente, não 11 Enio Burgos completamente irresistível. Quando Simbad, o marujo, aportou numa ilha que lhe era totalmente desconhecida e misteriosa, resolveu dormir um pouco para descansar. Porém, isso lhe custou caro. No momento em que acordou, havia um ser demoníaco, um animal muito estranho, monstruoso, meio macaco, meio cabra, meio javali, meio gente, fortemente agarrado ao seu pescoço pelas patas traseiras e rabo. Quando Simbad levantou, tentando livrar- se, tinha o animal bem sentado em seus ombros, agarrado à sua cabeça, sem que nada pudesse fazer. Ao menor sinal de reação, as pernas do monstro estrangulavam Simbad como um torniquete fortíssimo e irresistível. Então, o homem viu-se completamente refém, à mercê, como se fosse um verdadeiro “cavalo humano”, tendo de obedecer a todas as ordens da fera e realizar seus desejos: “Faça isso! Vá por aqui! Quero comida! Agora, água! Ande! Vamos! Quero mais! Quero 12 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo Maaaiiiss!!!” Caso ele se negasse a cumprir, era imediatamente estrangulado, sufocado. Esta é uma estória muito interessante! Porém, mais interessante ainda, foi a maneira como Simbad conseguiu libertar-se. Certo dia, enquanto a besta o fazia desbravar o lugar em busca de diversão e alimentos, Simbad avistou uma parreira carregada de uvas num canto da ilha e teve uma grande idéia: disse ao “seu amo” que sabia fazer um bebida deliciosíssima, maravilhosa, com aquelas frutas. A princípio, o monstro recusou, mas, diante dos incríveis elogios feitos à bebida, finalmente concordou que ela fosse preparada. Então, deixando fermentar bastante o suco extraído das uvas, Simbad preparou o vinho mais forte de sua vida, uma bebida encorpada que, para sua sorte, era desconhecida daquele ser. Tendo adorado o sabor e o efeito, totalmente embriagado, o parasita quedou para um lado, inconsciente, quase em coma alcoólico, e Simbad aprovei13 Enio Burgos tou para escapulir dali rapidamente. Muito interessante, não? Este método, aliás, é bem semelhante ao que muitos de nós utilizamos quando um sofrimento muito agudo invade nossas vidas. Sufocados por nossa própria mente, procuramos uma “saída de emergência”. No nosso caso, é raríssimo encontrar alguém consciente de que já está dominado, escravizado, refém, pois o “monstro insaciável” está “instalado” por dentro, naquilo que denominamos de “minha mente”, e não agarrado externamente ao nosso corpo. Isso é muito interessante, não? Tentamos nos livrar da mente (samsárica), usando todos os meios e artifícios, “amortecendo” nossas faculdades psíquicas, nosso discernimento e juízo, com todo tipo de substâncias e expedientes. Colo...
diversão e alimentos, Simbad avistou uma parreira carregada de uvas num canto da ilha e teve uma grande idéia: disse ao “seu amo” que sabia fazer um bebida deliciosíssima, maravilhosa, com aquelas frutas. A princípio, o monstro recusou, mas, diante dos incríveis elogios feitos à bebida, finalmente concordou que ela fosse preparada. Então, deixando fermentar bastante o suco extraído das uvas, Simbad preparou o vinho mais forte de sua vida, uma bebida encorpada que, para sua sorte, era desconhecida daquele ser. Tendo adorado o sabor e o efeito, totalmente embriagado, o parasita quedou para um lado, inconsciente, quase em coma alcoólico, e Simbad aprovei13 Enio Burgos tou para escapulir dali rapidamente. Muito interessante, não? Este método, aliás, é bem semelhante ao que muitos de nós utilizamos quando um sofrimento muito agudo invade nossas vidas. Sufocados por nossa própria mente, procuramos uma “saída de emergência”. No nosso caso, é raríssimo encontrar alguém consciente de que já está dominado, escravizado, refém, pois o “monstro insaciável” está “instalado” por dentro, naquilo que denominamos de “minha mente”, e não agarrado externamente ao nosso corpo. Isso é muito interessante, não? Tentamos nos livrar da mente (samsárica), usando todos os meios e artifícios, “amortecendo” nossas faculdades psíquicas, nosso discernimento e juízo, com todo tipo de substâncias e expedientes. Colocamos o cérebro em “stand by”, como se isso fosse solucionar nossas mazelas ou, enfim, pudesse aplacar ou apagar a dor psicológica que sentimos. Tentamos calar a voz tagarelante que nos aflige dia e noite. 14 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo Nossa mente nos reprime, adula, xinga, pragueja, perturba, inquieta e, sobretudo, deseja e demanda, ordena e exige, incontrolável e livremente, sem freios nem limites, exatamente como a fera da estória de Simbad. Porém, mesmo empregando todos os expedientes possíveis e imagináveis – geralmente muito nocivos, como beber, fumar, ingerir calmantes, antidepressivos, ou, então, entregarse à autogratificação ou, igualmente, à autopunição– descobrimos, a duras penas, que nada disso resolve! Os problemas não diminuem nem desaparecem e até se ampliam. Nossa dor e desespero permanecem, e ainda ficamos presos a medicamentos, compulsões, neuroses e hábitos que afetam nossa atenção, saúde e equilíbrio psíquico. A nossa lucidez e capacidade natural de ver e compreender ficam obliteradas. Em resumo, adiamos a paz e a felicidade que almejamos. Atuamos sempre “fora de nós”, na “periferia”, como se a fonte ou a causa de 15 Enio Burgos nossas dificuldades estivesse exclusivamente no mundo exterior. Temos a ilusão de que devemos “mudar o mundo”, transformar as pessoas, quando a nossa verdadeira tarefa seria a de prospectar o “centro” do nosso ser com plena...
camos o cérebro em “stand by”, como se isso fosse solucionar nossas mazelas ou, enfim, pudesse aplacar ou apagar a dor psicológica que sentimos. Tentamos calar a voz tagarelante que nos aflige dia e noite. 14 As Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo Nossa mente nos reprime, adula, xinga, pragueja, perturba, inquieta e, sobretudo, deseja e demanda, ordena e exige, incontrolável e livremente, sem freios nem limites, exatamente como a fera da estória de Simbad. Porém, mesmo empregando todos os expedientes possíveis e imagináveis – geralmente muito nocivos, como beber, fumar, ingerir calmantes, antidepressivos, ou, então, entregarse à autogratificação ou, igualmente, à autopunição– descobrimos, a duras penas, que nada disso resolve! Os problemas não diminuem nem desaparecem e até se ampliam. Nossa dor e desespero permanecem, e ainda ficamos presos a medicamentos, compulsões, neuroses e hábitos que afetam nossa atenção, saúde e equilíbrio psíquico. A nossa lucidez e capacidade natural de ver e compreender ficam obliteradas. Em resumo, adiamos a paz e a felicidade que almejamos. Atuamos sempre “fora de nós”, na “periferia”, como se a fonte ou a causa de 15 Enio Burgos nossas dificuldades estivesse exclusivamente no mundo exterior. Temos a ilusão de que devemos “mudar o mundo”, transformar as pessoas, quando a nossa verdadeira tarefa seria a de prospectar o “centro” do nosso ser com plena...

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