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Sonhos - Mensagens da alma

Livro: Sonhos - Mensagens da alma Página 3

Autor - Fonte: Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes

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...lquer dessas abordagens, mesmo aquela que nos pareça a mais completa, tomada em particular, significaria um seccionamento fragmentário sobre o conhecimento ainda incipiente do mundo dos sonhos, o que impediria a percepção de sua riqueza e de sua importância para o desenvolvimento psíquico do ser humano. As interpretações psicológicas que se dêem, nos casos dos sonhos que apresentem fenômenos considerados como experiências fora do corpo e que apontam para uma realidade extrafísica de natureza espiritual, não estarão erradas ou equivocadas, pois tais fenômenos se processam com o humano, e como tal, sujeito a uma dinâmica psíquica, quer seja considerado “vivo” ou “morto”. Há sempre uma instância inconsciente onde eles se produzem. A Psicologia não se furta a estudar tais fenômenos quando eles se tornam objetos de saber e não crença mágica em algo “sobrenatural”. A priori, não se pode excluir qualquer idéia, mesmo que ela nos pareça inverossímil. Nenhum trabalho é obra de uma só pessoa. Seu inconsciente é constantemente contaminado pelos conteúdos assimilados de suas relações com seus semelhantes. Quem pode dizer que o que pensa ou sente não é também fruto de das contaminações a que está sujeito, sem se equivocar ou resvalar pelo egocentrismo? Este trabalho portanto, além das colaborações oriundas de várias fontes e pessoas, teve a participação direta de amigos queridos aos quais explicitamente ag...
adeço. A Rosana pela ajuda na pesquisa, a Lahiri, Rita e Sueli, pela revisão, a Sílzen pela complementação do conteúdo e aos meus pacientes pelo material onírico fornecido. 15 Salvador Março de 1998 16 Conceitos preliminares A maioria das considerações emitidas neste trabalho vêm da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço, de cujas obras extraímos as idéias e os conceitos sintetizados adiante, necessários à compreensão do significado dos sonhos e de sua importância para o desenvolvimento do indivíduo. Evidentemente que não temos a pretensão de apresentar as observações e idéias de Jung, no seu conjunto, a respeito dos sonhos. Sua obra é por demais vasta, rica e extensa no estudo dos sonhos. Não a conhecemos o suficiente para falar em seu nome ou dizer que escrevemos numa linguagem junguiana. Apresentamos apenas algumas idéias extraídas de parte de sua obra. Não creio que seria possível a alguém, sozinho, alcançar tamanha proeza. Mesmo aqueles que conviveram de perto com ele, não alcançaram penetrar na totalidade de suas idéias luminosas. Jung foi maior que sua época. Nunca mais a Psicologia foi a mesma após ele. Estabeleceu um marco divisório nos estudos da mente humana. O reconhecimento de sua obra veio ainda em vida, quando novas abordagens psicológicas surgiram tendo como raízes seus conceitos e suas pesquisas sobre as origens e estrutura do psiquismo humano. Eis, portanto, os conceitos que considero relevantes para o nosso fim: 17 Ânima1 É o aspecto feminino interior do homem. Representa o somatório das experiências do homem com mulheres (mãe, irmã, amiga, esposa, amante, etc.). É a imagem feminina “perseguida” pelo homem. Sua projeção inicial estabelece-se primeiramente na mãe e depois sobre outras mulheres. É uma espécie de imago materna que acompanha e influencia o homem por toda sua vida. O homem tende a, inconscientemente, comparar toda mulher, que se apresente a ele, com sua ânima. A tentativa de plasmar sua ânima numa mulher tende a se tornar uma operação arriscada e perigosa na vida de todo homem. Nos sonhos geralmente ela aparece como figuras femininas sedutoras e arrebatadoras ou mesmo condutoras do sonhador. Quando o homem se deixa influenciar pelo arquétipo da ânima, geralmente ele se torna melindroso e irritadiço, caprichoso, ciumento e vazio. Diz Jung que: - “A anima é o arquétipo da própria vida.”2 Ele distinguiu quatro grandes estágios da ânima, personificados como Eva, Helena, Maria e Sofia, isto é, de mãe, de amante, de deusa e de sabedoria. É nesse quarto estágio que a ânima de um homem funciona como guia da vida interior, intervindo entre os conteúdos consciente e inconsciente. Jung considerava importante o confronto com a ânima para o desenvolvimento do homem. Ânimus É o aspecto masculino interior de toda mulher. Representa o somatório das experiências da...
os conceitos que considero relevantes para o nosso fim: 17 Ânima1 É o aspecto feminino interior do homem. Representa o somatório das experiências do homem com mulheres (mãe, irmã, amiga, esposa, amante, etc.). É a imagem feminina “perseguida” pelo homem. Sua projeção inicial estabelece-se primeiramente na mãe e depois sobre outras mulheres. É uma espécie de imago materna que acompanha e influencia o homem por toda sua vida. O homem tende a, inconscientemente, comparar toda mulher, que se apresente a ele, com sua ânima. A tentativa de plasmar sua ânima numa mulher tende a se tornar uma operação arriscada e perigosa na vida de todo homem. Nos sonhos geralmente ela aparece como figuras femininas sedutoras e arrebatadoras ou mesmo condutoras do sonhador. Quando o homem se deixa influenciar pelo arquétipo da ânima, geralmente ele se torna melindroso e irritadiço, caprichoso, ciumento e vazio. Diz Jung que: - “A anima é o arquétipo da própria vida.”2 Ele distinguiu quatro grandes estágios da ânima, personificados como Eva, Helena, Maria e Sofia, isto é, de mãe, de amante, de deusa e de sabedoria. É nesse quarto estágio que a ânima de um homem funciona como guia da vida interior, intervindo entre os conteúdos consciente e inconsciente. Jung considerava importante o confronto com a ânima para o desenvolvimento do homem. Ânimus É o aspecto masculino interior de toda mulher. Representa o somatório das experiências da mulher com homens (pai, irmão, 1 Optei por acentuar as palavras ânima, ânimus e psiquê em função da pronúncia que normalmente se utiliza. Conservei a grafia original nas transcrições. 2 The Archetypes and the Collective Unconscious, CW Vol. 9/1, par. 66. 18 esposo, amigo, amante, etc.). É a imagem masculina “perseguida” pela mulher. Jung dizia que “Como a anima corresponde ao Eros materno, o animus corresponde ao Logos paterno.”3 “O animus é uma espécie de sedimento de todas as experiências ancestrais da mulher em relação ao homem, e mais ainda, é um ser criativo e engendrador, não na forma da criação masculina.”4 Daryl Sharp diz5 que “Jung descreveu quatro estágios do desenvolvimento do animus numa mulher. Ele aparece primeiramente nos sonhos e nas fantasias como a personificação da força física, um atleta, homem musculoso ou bandido. No segundo estágio, o animus fornece-lhe iniciativa e capacidade para a ação planejada. Está por detrás de seus desejos de independência e de profissão própria. No estágio seguinte, o animus é a “palavra” que se personifica muitas vezes em sonhos na figura de um professor ou de um clérigo. No quarto estágio, o animus é a encarnação do sentido espiritual. Neste nível mais elevado, à maneira da anima como Sofia, o animus é um intermediário entre a mente consciente da mulher e seu inconsciente. Na mitologia, este aspecto do animus aparece como Hermes, mensageiro...
mulher com homens (pai, irmão, 1 Optei por acentuar as palavras ânima, ânimus e psiquê em função da pronúncia que normalmente se utiliza. Conservei a grafia original nas transcrições. 2 The Archetypes and the Collective Unconscious, CW Vol. 9/1, par. 66. 18 esposo, amigo, amante, etc.). É a imagem masculina “perseguida” pela mulher. Jung dizia que “Como a anima corresponde ao Eros materno, o animus corresponde ao Logos paterno.”3 “O animus é uma espécie de sedimento de todas as experiências ancestrais da mulher em relação ao homem, e mais ainda, é um ser criativo e engendrador, não na forma da criação masculina.”4 Daryl Sharp diz5 que “Jung descreveu quatro estágios do desenvolvimento do animus numa mulher. Ele aparece primeiramente nos sonhos e nas fantasias como a personificação da força física, um atleta, homem musculoso ou bandido. No segundo estágio, o animus fornece-lhe iniciativa e capacidade para a ação planejada. Está por detrás de seus desejos de independência e de profissão própria. No estágio seguinte, o animus é a “palavra” que se personifica muitas vezes em sonhos na figura de um professor ou de um clérigo. No quarto estágio, o animus é a encarnação do sentido espiritual. Neste nível mais elevado, à maneira da anima como Sofia, o animus é um intermediário entre a mente consciente da mulher e seu inconsciente. Na mitologia, este aspecto do animus aparece como Hermes, mensageiro...

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