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Cinzas do Meu Cinzeiro

Livro: Cinzas do Meu Cinzeiro

Autor - Fonte: MANOEL QUINTÃO

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...ÍNDICE Prefácio 1. O Pai é Deus 2. Destinos 3. Augúrios e agoiros 4. O Borges 5. Vai e te será dado 6. Os espíritos curam 7. A espanhola 1918 8. Mosqueteiros ambulantes 9. Lição de mestre 10. Farmacopéia do outro mundo 11. De onde não se espera 12. A extrema-unção 13. Um pioneiro esquecido 14. Sonhos premonitórios 15. Direito por linhas tortas 16. Amaral Ornelas 17. Ajuste de contas 18. O vento sopra onde quer 19. Em armadilhas de lobos 20. Maravilhas da fé 21. Tudo a seu tempo 22. Sementes no pedregulho? 23. Diagnósticos e prognósticos 24. Dispensação na lei 25. Ambientes temíveis 26. Clichês astrais 27. Uma visita do outro mundo 28. A lição de um beijo 29. Um suicídio falhado 30. Na terra de Iracema 31. Esculápio satisfeito 32. Sementes de espinheiro 33. Casimiro Cunha 34. Saudosos tempos PREFÁCIO A Editora , conhecendo os velhos laços de amizade que nos prendem ao autor deste trabalho, pede-nos algumas linhas de prefácio. Árduo labor, entre muitos motivos, porque é difícil escrever sobre o autor e o livro, visto que Manoel Quintão não gosta que o elogiem. Ele pode receber um desaforo com um ar indiferente; até mesmo indulgente. Um epinício nunca. Por maneira que estamos aqui como os espectadores no teatro lírico de Bayreuth. Wagner por motivos diferentes, não gostava que aplaudissem suas óperas. Os que lhe ouviam as partituras deviam ter as mãos inertes e geladas, por maior que lhes fos...
e o entusiasmo causado pela música do genial compositor. Mas, se no teatro alemão, descido o pano, iam todos saindo, calmos e mudos, aqui não é possível fazer o mesmo, isto é, ler o livro e ir-nos retirando à francesa. Temos que dizer alguma coisa, por mais que ao velho companheiro desagradem os turíbulos da crítica. Quintão é um remanescente da velha guarda ou dos velhos tempos, tempos que sempre achamos bons e comparação com os atuais. Conhecemo-nos na Federação Espírita Brasileira, onde fui parar não sei como, talvez pela mão do saudoso amigo Adolfo de Amaral Ornelas. Como se trata de cinzeiro, deixem passar essas cinzas. Éramos jovens naquela época. Quintão um pouco mais velho do que nós. A convivência, dentro da mesma seara, foi estabelecendo, primeiro a camaradagem, depois a estima que se solidificou com o tempo, com a campanha em comum, com a solidariedade da causa, e mesmo com os contratempos da jornada, que nunca faltam aos viajantes. Havia, ainda, o intercâmbio intelectual, se é que se pode chamar intercâmbio umas trocas tanto a desfavor do amigo. Não é que andássemos sempre ombro a ombro, dentro dos princípios doutrinários. Nossas idéias nem sempre se ajustavam com muita precisão. Mas aqui se fazia sentir a elevação espiritual do contendor. Serenada a tempestade, o sol da amizade brilhava de novo, sem que as nossas relações ficassem ligeiramente toldadas. Esse traço do caráter do nosso amigo merece anotado, porque esta fora do comum. Em regra, um ideologista qualquer, ou mesmo um suporto ideologista, não pode ser contrariado. Quem o ver pregando os encantos da humildade e os benefícios da tolerância, supor-lo-á dessas almas privilegiadas, vindas ao mundo por descuido. Mas vá fiar-se alguém da sua pregação e ousar por quaisquer reparos a alguns das seus períodos. Terá um adversário para o resto da vida. Com muitos anos de experiência, lidando com prosélitos de todos os feitios e caracteres de várias bitolas, vemos que é raro guardarem os homens a devida serenidade, quando deles se discorda. Na melhor hipótese ficam os ressentimentos, porque é de tal ordem a nossa fragilidade de espírito que uma simples divergência provoca rancores insopitáveis. Tudo isto faz parte da evolução e a nossa é precaríssima. A mentalidade das criaturas ainda não esta no nível que seria de desejar, e isso o vemos até em irmãos de crença, nos quais a cultura, o talento e os imperativos doutrinários os deviam ter preparado para a benignidade e para a indulgência. Vem a propósito soprar umas fagulhas e fariscar nas cinzas do passado algumas “achegas”, como costuma dizer o nosso amigo. Quintão em tempos idos, foi um perigoso polemista. Isto escapou ao seu cinzeiro. Havia em Niterói um médico, o Dr. H., jovem ainda, já notável nas letras e nas ciências, escritor de pulso, de um entranhado catolicismo. E como todo bom católico nã...
anotado, porque esta fora do comum. Em regra, um ideologista qualquer, ou mesmo um suporto ideologista, não pode ser contrariado. Quem o ver pregando os encantos da humildade e os benefícios da tolerância, supor-lo-á dessas almas privilegiadas, vindas ao mundo por descuido. Mas vá fiar-se alguém da sua pregação e ousar por quaisquer reparos a alguns das seus períodos. Terá um adversário para o resto da vida. Com muitos anos de experiência, lidando com prosélitos de todos os feitios e caracteres de várias bitolas, vemos que é raro guardarem os homens a devida serenidade, quando deles se discorda. Na melhor hipótese ficam os ressentimentos, porque é de tal ordem a nossa fragilidade de espírito que uma simples divergência provoca rancores insopitáveis. Tudo isto faz parte da evolução e a nossa é precaríssima. A mentalidade das criaturas ainda não esta no nível que seria de desejar, e isso o vemos até em irmãos de crença, nos quais a cultura, o talento e os imperativos doutrinários os deviam ter preparado para a benignidade e para a indulgência. Vem a propósito soprar umas fagulhas e fariscar nas cinzas do passado algumas “achegas”, como costuma dizer o nosso amigo. Quintão em tempos idos, foi um perigoso polemista. Isto escapou ao seu cinzeiro. Havia em Niterói um médico, o Dr. H., jovem ainda, já notável nas letras e nas ciências, escritor de pulso, de um entranhado catolicismo. E como todo bom católico não perdia a oportunidade de desancar o Espiritismo. Esse médico é hoje senador da República, expoente na política, chefe de vigoroso partido, parlamentar acatado. Quintão replicou ao médico, e como não rejeitava parada, seguia -lhe as pegadas nas ironias, nos remoques e, por vezes, nas asperezas. Um dia, vínhamos com um amigo, de braço dado, quando encontramos Quintão, que sobraçava uma pasta. Cumprimentos, boas palavras e entramos a conversar amigavelmente, conversa entremeada de chistes; interessante, porque, diga-se a verdade, os dois amigos era dois causeurs, como costumavam falara os amantes de galicismo. E estavam encantados um com o outro, quando perguntamos ao Quintão: Sabe quem é este? Não – replicou ele – pois V. não teve a lembrança de nos apresentar. E aliás era isto o que eu o estava esperando. Pois este é o Dr. H., aquele doutor de Niterói, implacável adversário de nossa doutrina, de que você disse que a sua maior atividade era a de passar atestados de óbito. O amigo riu. O Quintão ficou imperturbável, como um verdadeiro artista. Só se lhe notava a surpresa por um ligeiro piscar de olhos. E, por sua vez, risonho replicou: Todos os esculápios passam atestado de óbito, isto faz parte do oficio, ou dos seus percalços, e quanto maior for o número de atestados maior será a demonstração de sua atividade clinica. Os bons médicos são os chamados para os casos extremos. Boa saída, - atalhamos – não se...
o perdia a oportunidade de desancar o Espiritismo. Esse médico é hoje senador da República, expoente na política, chefe de vigoroso partido, parlamentar acatado. Quintão replicou ao médico, e como não rejeitava parada, seguia -lhe as pegadas nas ironias, nos remoques e, por vezes, nas asperezas. Um dia, vínhamos com um amigo, de braço dado, quando encontramos Quintão, que sobraçava uma pasta. Cumprimentos, boas palavras e entramos a conversar amigavelmente, conversa entremeada de chistes; interessante, porque, diga-se a verdade, os dois amigos era dois causeurs, como costumavam falara os amantes de galicismo. E estavam encantados um com o outro, quando perguntamos ao Quintão: Sabe quem é este? Não – replicou ele – pois V. não teve a lembrança de nos apresentar. E aliás era isto o que eu o estava esperando. Pois este é o Dr. H., aquele doutor de Niterói, implacável adversário de nossa doutrina, de que você disse que a sua maior atividade era a de passar atestados de óbito. O amigo riu. O Quintão ficou imperturbável, como um verdadeiro artista. Só se lhe notava a surpresa por um ligeiro piscar de olhos. E, por sua vez, risonho replicou: Todos os esculápios passam atestado de óbito, isto faz parte do oficio, ou dos seus percalços, e quanto maior for o número de atestados maior será a demonstração de sua atividade clinica. Os bons médicos são os chamados para os casos extremos. Boa saída, - atalhamos – não se...

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