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A Morte do Planeta

Livro: A Morte do Planeta

Autor - Fonte: J. W. ROCHESTER

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...Capítulo I Os hierofantes e os Faraós foram paulatinamente descansar em seus túmulos subterrâneos; o tempo — que a tudo destrói ― continuou a destronar e a transformar a civilização antiga. Outros povos, outras crenças começaram a surgir no Egito e jamais alguém chegou a suspeitar que toda uma falange de pessoas misteriosas — que viveram muitos séculos antes, quando ainda começaram a surgir as maravilhosas obras, cujas ruínas provocam admiração ― continua a viver no abrigo fantástico, conservando piamente seus trajes, tradições e ritos da fé em que nasceram. Ao longo de um comprido canal subterrâneo, que se estendia a partir da esfinge de Gizé até a pirâmide, deslizava silenciosamente um barco de proa dourada, enfeitada com flor de lótus, Um egípcio de tez escura que parecia ter acabado de descer vivo de um antigo afresco, remava lentamente, Dois homens, vestidos em trajes de cavaleiros do Graal, em pé no barco, contemplavam os amplos salões abertos em ambos os lados do canal, onde se podiam ver sábios misteriosos inclinados sobre as mesas de trabalho. Quando o barco atracou junto a uma escadaria dc apenas alguns degraus, os adventícios foram recebidos por um venerável ancião vestido numa longa túnica branca e Klafta, portando uma insígnia no peito e tendo três fachos de luz fulgurante sob a fronte, indicando a importância da ascendência do mago. A MORTE DO PLANETA J. W. ROCHESTER 5 — Supramati! Dakhir! Meus querid...
s irmãos, bem-vindos ao nosso abrigo. Após tantas provações terrenas, venham recuperar suas forças em um trabalho novo! Revigorem-se com novas descobertas no campo ilimitado da sabedoria absoluta. E acrescentou afetuosamente: - Deixe-me abraçá-los a todos fraternalmente e apresentá-los a novos amigos. Aproximaram-se alguns hierofantes e novamente beijaram os recém-chegados. Após uma conversa amistosa o velho mago disse: ― Vão, irmãos, lavem-se e descansem antes de lhes serem mostrados os locais de suas atividades. E tão logo os primeiro raios de Rá iluminem o horizonte, nós estaremos esperando por voces no templo para o divino ofício, que será realizado, como sabem, segundo os rituais de nossos antepassados. Ao sinal do hierofante, dois jovens adeptos que se mantinham até aquele momento discretamente de Aldo, aproximam-se e foram acompanhar os visitantes. Atravessando primeiro um longo e estreito corredor, eles desceram por uma escada íngreme e apertada que dava numa porta decorada com a cabeça da esfinge com lâmpadas azuladas no lugar dos olhos. A porta levava a uma sala redonda com aparelhos e instrumentos científicos e mágicos, enfim, havia nela tudo de que o laboratório que um mago iniciado poderia precisar. Nesta sala havia três portas, sendo que uma dava para‗um pequeno quarto com banheira de cristal, cheia de água azul clara, que vinha escorrendo pela parede. Nos banquinhos já estavam prontos os trajes de linho e listradas. Outras duas portas levavam a quartos totalmente idênticos, com camas e móveis de madeira entalhada e almofadas de seda; a mobília dos quartos, devido a seu estilo inusitado e desconhecido reproduzia, pelo visto, o ambiente de uma antiguidade lendária. Junto à janela, fechada por uma cortina pesada de tecido azul com desenhos e Franjas, havia uma mesa redonda e duas cadeiras. Um grande baú entalhado, junto à parede, destinava se, por certo, a guardar vestimentas. Nas estantes de parede amontoavam-se rolos de antigos papiros. Antes de tudo, Dakhir e Supramati tomaram um banho. Com o auxilio de jovens adeptos, vestiram novas túnicas de linho com cintos decorados por pedras mágicas e colocaram as Klaftas e as insígnias, obtidas em virtude de seu grau hierárquico. Assim, A MORTE DO PLANETA J. W. ROCHESTER 6 em indumentárias antigas, tornaram-se eles contemporâneos àquele ambiente estranho em que se encontravam. - Venha me chamar, irmão, quando precisar - disse Supramati ao adepto, sentando-se na poltrona junto à janela. Dakhir recolheu-se em seu quarto, uma vez que ambos sentiam uma necessidade incontrolável de ficarem a sós, Seus espíritos ainda estavam oprimidos pelo peso do último período de suas vidas na Terra, mas a saudade daquilo, ainda que tivessem triunfado, arrastava-os invariavelmente a um pensamento: seus filhos e esposas. Soltando um triste suspiro, Supramati debruçou-se sobre a mesa; o jovem adepto, antes de se retirar, puxou a cortina que oculta...
duas portas levavam a quartos totalmente idênticos, com camas e móveis de madeira entalhada e almofadas de seda; a mobília dos quartos, devido a seu estilo inusitado e desconhecido reproduzia, pelo visto, o ambiente de uma antiguidade lendária. Junto à janela, fechada por uma cortina pesada de tecido azul com desenhos e Franjas, havia uma mesa redonda e duas cadeiras. Um grande baú entalhado, junto à parede, destinava se, por certo, a guardar vestimentas. Nas estantes de parede amontoavam-se rolos de antigos papiros. Antes de tudo, Dakhir e Supramati tomaram um banho. Com o auxilio de jovens adeptos, vestiram novas túnicas de linho com cintos decorados por pedras mágicas e colocaram as Klaftas e as insígnias, obtidas em virtude de seu grau hierárquico. Assim, A MORTE DO PLANETA J. W. ROCHESTER 6 em indumentárias antigas, tornaram-se eles contemporâneos àquele ambiente estranho em que se encontravam. - Venha me chamar, irmão, quando precisar - disse Supramati ao adepto, sentando-se na poltrona junto à janela. Dakhir recolheu-se em seu quarto, uma vez que ambos sentiam uma necessidade incontrolável de ficarem a sós, Seus espíritos ainda estavam oprimidos pelo peso do último período de suas vidas na Terra, mas a saudade daquilo, ainda que tivessem triunfado, arrastava-os invariavelmente a um pensamento: seus filhos e esposas. Soltando um triste suspiro, Supramati debruçou-se sobre a mesa; o jovem adepto, antes de se retirar, puxou a cortina que ocultava a janela. Supramati se pôs em pé, impressionado com a extraordinária beleza e austeridade do espetáculo: jamais tinha visto algo igual. Diante de seus olhos estendia-se a superfície de um lago, liso feito um espelho; as águas imóveis, sonolentas e azuis como safira, era de transparência cristalina; ao longe podia ver se o pórtico branco de um pequeno templo, cercado de árvores com folhagem escura que fazia com que ela parecesse preta, sem ser agitada sequer por um sopro mínimo de vento. Em frente da entrada do templo, sobre a ara de pedra ardia um grande fogo que, feito um luar, difundia para longe suas luzes, envolvendo, como uma névoa prateada, a dormente natureza imóvel, atenuando seus contrastes de contorno. Mas onde está o firmamento deste fantástico quadro da natureza? Supramati ergueu os olhos e viu que, em algum lugar próximo, em cima, perdido na escuridão cinzenta, abria-se uma cúpula violeta. O deslumbramento de Supramati foi interrompido por Dakhir, que havia admirado o mesmo quadro de sua janela e viera compartilhar a sua descoberta com o amigo, sem saber que este já estava se deliciando com a fascinante visão. Que grandioso! Um deleite para a alma esta tranqüilidade da imóvel natureza, placidamente adormecida! Quantos mistérios novos e ainda inimagináveis terão que estudar – observou Dakhir ao sentar-se. Supramati não teve tempo de responder, surpreendido por um novo fenômeno ocorrido, e ambos soltaram um ai de admiração. Da ab...
va a janela. Supramati se pôs em pé, impressionado com a extraordinária beleza e austeridade do espetáculo: jamais tinha visto algo igual. Diante de seus olhos estendia-se a superfície de um lago, liso feito um espelho; as águas imóveis, sonolentas e azuis como safira, era de transparência cristalina; ao longe podia ver se o pórtico branco de um pequeno templo, cercado de árvores com folhagem escura que fazia com que ela parecesse preta, sem ser agitada sequer por um sopro mínimo de vento. Em frente da entrada do templo, sobre a ara de pedra ardia um grande fogo que, feito um luar, difundia para longe suas luzes, envolvendo, como uma névoa prateada, a dormente natureza imóvel, atenuando seus contrastes de contorno. Mas onde está o firmamento deste fantástico quadro da natureza? Supramati ergueu os olhos e viu que, em algum lugar próximo, em cima, perdido na escuridão cinzenta, abria-se uma cúpula violeta. O deslumbramento de Supramati foi interrompido por Dakhir, que havia admirado o mesmo quadro de sua janela e viera compartilhar a sua descoberta com o amigo, sem saber que este já estava se deliciando com a fascinante visão. Que grandioso! Um deleite para a alma esta tranqüilidade da imóvel natureza, placidamente adormecida! Quantos mistérios novos e ainda inimagináveis terão que estudar – observou Dakhir ao sentar-se. Supramati não teve tempo de responder, surpreendido por um novo fenômeno ocorrido, e ambos soltaram um ai de admiração. Da ab...

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