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A abolição do homem

Livro: A abolição do homem

Autor - Fonte: C. S. Lewis

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...Se alguém me perguntasse qual livro, com exceção da Bíblia, deveria ser lido por todo o mundo, eu diria sem hesitar: A abolição do homem. É a defesa mais sensata da Lei Natural (Moralidade) que já vi ou acredito existir. Se algum livro é capaz de nos salvar dos excessos futuros da insensatez e do mal, é este livro. - Walter Hooper C. S. Lewis nasceu na Irlanda, em 1898. Em 1954 tornou-se professor de Literatura Medieval e Renascentista em Cambridge. Foi ateu durante muitos anos e se converteu em 1929. Essa experiência o ajudou a entender não somente a indiferença como também a indisposição de aceitar a religião; e, como autor cristão, com sua mente excepcionalmente lógica e brilhante e seu estilo vivo e lúcido, ele foi incomparável. Suas obras são conhecidas, em tradução, por milhões de pessoas no mundo inteiro. A abolição do homem, Cartas de um diabo a seu aprendiz, Cristianismo puro e simples e Quatro amores são apenas alguns de seus best-sellers. Escreveu também livros de ficção científica, de crítica literária e para crianças. Entre estes estão Crônicas de Nárnia. C. S. Lewis morreu em 22 de novembro de 1963 em sua casa em Oxford. 3 C. S. LEWIS A ABOLIÇÃO DO HOMEM Disse o Mestre: Aquele que se põe a trabalhar com um fio diferente põe a perder todo o tecido Confúcio, Analectos ii.16 A abolição do homem, ou, Reflexões sobre a educação, especialmente sobre o ensino de inglês nas últimas séries / C. S. Lew...
s ; tradução Remo Mannarino Filho ; revisão da tradução Luiz Gonzaga de Carvalho Neto ; revisão técnica Geuid Dib Jardim. - São Paulo : Martins Fontes, 2005. Título original: The abolition of man, or, Reflections on education with special referent to the teaching of English in the upper forms of schools. ISBN 85-336-2153-1 1. Educação : Filosofia 370.1 2. Educação : Reflexões : Filosofia da educação 370.1 4 Índice 1. Homens sem peito 5 2. O caminho 14 3. A abolição do homem 24 Apêndice - Exemplos do Tao 34 5 1 HOMENS SEM PEITO Ele então deu a ordem de matar E matou as criancinhas. Cantiga tradicional inglesa Não sei se damos a devida atenção à importância dos livros didáticos do ensino básico. É por essa razão que escolhi como ponto de partida destas lições um pequeno livro de inglês destinado a "meninos e meninas das últimas séries". Não creio que os autores desse livro (são dois) tivessem más intenções, e eu lhes devo, a eles ou ao seu editor, uma palavra de agradecimento por terem me enviado um exemplar de cortesia. Ao mesmo tempo, nada tenho de bom a dizer sobre eles. Temos aqui uma situação bem difícil. Não quero ridicularizar dois modestos professores escolares que estavam dando o melhor de si, mas não posso me calar diante daquilo que julgo ser a verdadeira tendência da obra. Proponho-me, portanto, a ocultar seus nomes. Vou me referir a esses dois senhores como Gaius e Titius, e a seu livro como O livro verde. Mas asseguro que esse livro existe e que o tenho em minhas estantes. No segundo capítulo, Gaius e Titius citam a conhecida história de Coleridge na cachoeira. Havia, vocês devem se lembrar, dois turistas presentes: um a chamou de "Sublime", e o outro, de "bonita"; e Coleridge mentalmente concordou com a opinião do primeiro e rejeitou com horror a do segundo. Gaius e Titius fazem a seguinte observação: "Quando o homem disse Isto é sublime, ele parecia fazer um comentário sobre a cachoeira. Na verdade. ele não estava falando da cachoeira, mas dos seus próprios sentimentos. O que ele realmente disse foi Eu tenho sentimentos que minha mente associa à palavra \'Sublime\', ou, resumidamente, Eu tenho sentimentos sublimes." Levanta-se aqui uma série de questões profundas de maneira bastante apressada. Mas os autores ainda não terminaram. Eles acrescentam: "Essa confusão está sempre presente na nossa linguagem. Aparentamos dizer algo muito importante sobre alguma coisa, e na verdade estamos apenas dizendo algo sobre nossos próprios sentimentos."1 Antes de examinar as questões de fato levantadas por esse pequeno e significativo parágrafo (dirigido, não nos esqueçamos, às "últimas séries"), é preciso eliminar uma simples confusão na qual Gaius e Titius caíram. Mesmo sob o ponto de vista adotado por eles – e sob qualquer ponto de vista imaginável –, o sujeito que diz Isto é sublime não pode querer dizer Eu tenho sentime...
O livro verde. Mas asseguro que esse livro existe e que o tenho em minhas estantes. No segundo capítulo, Gaius e Titius citam a conhecida história de Coleridge na cachoeira. Havia, vocês devem se lembrar, dois turistas presentes: um a chamou de "Sublime", e o outro, de "bonita"; e Coleridge mentalmente concordou com a opinião do primeiro e rejeitou com horror a do segundo. Gaius e Titius fazem a seguinte observação: "Quando o homem disse Isto é sublime, ele parecia fazer um comentário sobre a cachoeira. Na verdade. ele não estava falando da cachoeira, mas dos seus próprios sentimentos. O que ele realmente disse foi Eu tenho sentimentos que minha mente associa à palavra \'Sublime\', ou, resumidamente, Eu tenho sentimentos sublimes." Levanta-se aqui uma série de questões profundas de maneira bastante apressada. Mas os autores ainda não terminaram. Eles acrescentam: "Essa confusão está sempre presente na nossa linguagem. Aparentamos dizer algo muito importante sobre alguma coisa, e na verdade estamos apenas dizendo algo sobre nossos próprios sentimentos."1 Antes de examinar as questões de fato levantadas por esse pequeno e significativo parágrafo (dirigido, não nos esqueçamos, às "últimas séries"), é preciso eliminar uma simples confusão na qual Gaius e Titius caíram. Mesmo sob o ponto de vista adotado por eles – e sob qualquer ponto de vista imaginável –, o sujeito que diz Isto é sublime não pode querer dizer Eu tenho sentimentos sublimes. Mesmo se admitíssemos que qualidades como a sublimidade fossem simples e unicamente projeções das nossas emoções, ainda assim as emoções que inspirariam as projeções seriam as complementares, e portanto quase opostas, às qualidades projetadas. Os sentimentos que fazem alguém chamar um objeto de sublime não são sentimentos sublimes, mas sentimentos de veneração. Se Isto é sublime tiver de ser reduzido a uma afirmação sobre os sentimentos de quem fala, a transposição apropriada seria Eu tenho sentimentos humildes. Se o ponto de vista defendido por Gaius e Titius fosse coerentemente aplicado, levaria a evidentes absurdos. Eles seriam obrigados a afirmar que Você é desprezível significa Eu tenho sentimentos desprezíveis; a rigor, que Seus sentimentos mentos são desprezíveis significa Meus sentimentos são desprezíveis. Mas não nos detenhamos neste que é o próprio pons asinorum do nosso assunto. Não seria justo com Gaius e Titius dar ênfase ao que sem dúvida foi uma simples desatenção. 1 O livro verde, pp. 19-20. 6 O estudante que lê essa passagem no Livro verde aceitará duas proposições: primeiro, que todas as frases que contêm uma atribuição de valor são afirmações sobre o estado emocional de quem as emite, e segundo, que essas afirmações não têm nenhuma importância. É bem verdade que Gaius e Titius não disseram nenhuma dessas coisas com todas as letras. Somente uma atribuição de valor espec...
ntos sublimes. Mesmo se admitíssemos que qualidades como a sublimidade fossem simples e unicamente projeções das nossas emoções, ainda assim as emoções que inspirariam as projeções seriam as complementares, e portanto quase opostas, às qualidades projetadas. Os sentimentos que fazem alguém chamar um objeto de sublime não são sentimentos sublimes, mas sentimentos de veneração. Se Isto é sublime tiver de ser reduzido a uma afirmação sobre os sentimentos de quem fala, a transposição apropriada seria Eu tenho sentimentos humildes. Se o ponto de vista defendido por Gaius e Titius fosse coerentemente aplicado, levaria a evidentes absurdos. Eles seriam obrigados a afirmar que Você é desprezível significa Eu tenho sentimentos desprezíveis; a rigor, que Seus sentimentos mentos são desprezíveis significa Meus sentimentos são desprezíveis. Mas não nos detenhamos neste que é o próprio pons asinorum do nosso assunto. Não seria justo com Gaius e Titius dar ênfase ao que sem dúvida foi uma simples desatenção. 1 O livro verde, pp. 19-20. 6 O estudante que lê essa passagem no Livro verde aceitará duas proposições: primeiro, que todas as frases que contêm uma atribuição de valor são afirmações sobre o estado emocional de quem as emite, e segundo, que essas afirmações não têm nenhuma importância. É bem verdade que Gaius e Titius não disseram nenhuma dessas coisas com todas as letras. Somente uma atribuição de valor espec...

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