Whats: (11) 9 9191 6085

VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

Você está em: Página inicial / Espiritualidade / A Morte e o Seu Mistério - Vol I
A Morte e o Seu Mistério - Vol I

Livro: A Morte e o Seu Mistério - Vol I

Autor - Fonte: Camille Flammarion

Ir para a página:

...E nas horas da mocidade que se empreendem estes estudos sem fim, porque de nada se duvida e temos diante de nós uma longa vida em perspectiva; mas a vida mais longa passa como um sonho, com suas luzes e suas sombras. Se podemos desejar alguma coisa de melhor e útil no curso desta existência, é o de servir da algum modo ao progresso lento, mas todavia real da Humanidade, essa raça bizarra, crédula e céptica, indiferente e curiosa, boa e má, virtuosa e criminosa, aliás incoerente e ignorante no seu conjunto, saída apenas dos casulos da crisálida animal. Quando foram publicadas as primeiras edições do meu livro A Pluralidade dos Mundos Habitados (1862-1864), certo número de leitores pareceu aguardar a sua natural continuação aparente: A Pluralidade da Existência da Alma. Se o primeiro problema foi julgado resolvido pelos meus trabalhos seguintes (Astronomia Popular, O Planeta Marte, Urânia, Lúmen, Esteia, Sonhos Estrelados, etc.), o segundo ainda o não está (1) e a sobrevivência da alma, seja no espaço, seja-nos outros mundos, seja pelas reencarnações terrestres, põe sempre diante de nós o mais formidável dos pontos de interrogação. Átomo pensante, levado sobre um átomo material através das imensidades da Via-Láctea, o homem pode perguntar a si mesmo se existe pelo espírito tão insignificante como pelo corpo, se a lei do Progresso não o deve elevar numa 2 ascensão indefinida e se há um sistema do mundo moral harmoniosame...
te associado ao sistema do mundo físico. O espírito não será superior à matéria? Qual é a nossa verdadeira natureza? Qual é o nosso futuro destino? Somos apenas chamas efêmeras brilhando um instante antes de nos extinguirmos para sempre? Não tornaremos mais a ver os que amamos e que nos precederam no túmulo? As separações são eternas? Tudo se extingue em nós? Se alguma coisa fica, em que se torna esse elemento imponderável, invisível, mas consciente, que constituiria a nossa duradoura personalidade? Sobreviverá muito tempo? Sobreviverá para sempre? Ser ou não ser? Eis a grande, a eterna questão, formulada pelos filósofos, os pensadores, os pesquisadores de todos os tempos e de todas as crenças. A morte será um fim ou uma transformação? Existem provas, testemunhos da sobrevivência do ser humano após a destruição do organismo vivo? Até hoje, o assunto tem permanecido fora do quadro das observações científicas. Será permitido tratá-lo pelos princípios do método experimental, ao qual a Humanidade deve todos os progressos realizados pela Ciência? Será lógica esta tentativa? Estaremos diante dos arcanos de um mundo invisível diferente daquele que cai sob os nossos sentidos e é impenetrável aos nossos meios de investigação positiva? Não será possível ensaiar, procurar, se certos fatos, correta e escrupulosamente observados, são suscetíveis de serem analisados cientificamente e aceitos como reais pela crítica mais severa? Dispensemos mais frases, mais metafísica. Aos fatos! Aos fatos! Trata-se da nossa sorte, do nosso destino, do nosso futuro pessoal, da nossa existência. Não é somente a razão fria que indaga; não é somente o espírito; é também o sentimento; é também o coração. E\' pueril e pode parecer vaidoso que eu entre em cena; mas é algumas vezes difícil abster-me e, como é sobretudo para responder às dores de corações ulcerados que tenho prosseguido nestas pesquisas laboriosas, parece-me que o prefácio mais lógico deste livro seria oferecido por algumas das inumeráveis confidencias que tenho recebido durante meio século, para reclamar angustiosamente a solução do mistério. Aqueles que nunca viram morrer um ente adorado, não conhecem a dor, não caíram no abismo do desespero, não tropeçaram com a porta fechada do túmulo. Quer-se saber, e um muro impenetrável ergue-se inexoravelmente diante do pavor. Tenho recebido centenas de adjurações às quais quisera poder dar resposta. Devo tornar conhecidas estas confidências?. Hesitei muito tempo. Mas são tão numerosas, representam com tanta sinceridade o intenso desejo de chegar a uma conclusão, que o meu caminho está traçado, visto tratar-se do interesse geral. Tais manifestações são a introdução natural desta obra, pois foram elas que me determinaram a escrevê-la. Peço desculpa, 3 entretanto, de reproduzir estas páginas sem as modificar, pois se revelam o estado...
is severa? Dispensemos mais frases, mais metafísica. Aos fatos! Aos fatos! Trata-se da nossa sorte, do nosso destino, do nosso futuro pessoal, da nossa existência. Não é somente a razão fria que indaga; não é somente o espírito; é também o sentimento; é também o coração. E\' pueril e pode parecer vaidoso que eu entre em cena; mas é algumas vezes difícil abster-me e, como é sobretudo para responder às dores de corações ulcerados que tenho prosseguido nestas pesquisas laboriosas, parece-me que o prefácio mais lógico deste livro seria oferecido por algumas das inumeráveis confidencias que tenho recebido durante meio século, para reclamar angustiosamente a solução do mistério. Aqueles que nunca viram morrer um ente adorado, não conhecem a dor, não caíram no abismo do desespero, não tropeçaram com a porta fechada do túmulo. Quer-se saber, e um muro impenetrável ergue-se inexoravelmente diante do pavor. Tenho recebido centenas de adjurações às quais quisera poder dar resposta. Devo tornar conhecidas estas confidências?. Hesitei muito tempo. Mas são tão numerosas, representam com tanta sinceridade o intenso desejo de chegar a uma conclusão, que o meu caminho está traçado, visto tratar-se do interesse geral. Tais manifestações são a introdução natural desta obra, pois foram elas que me determinaram a escrevê-la. Peço desculpa, 3 entretanto, de reproduzir estas páginas sem as modificar, pois se revelam o estado da alma dos seres sensíveis que as conceberam, exprimem a meu respeito conceitos elogiosos cuja publicação neste lugar poderia dar ensejo a crer-se numa falta de modéstia da minha parte. Isto não passa de particularidade pessoal, e, portanto, insignificante, tanto mais que um astrônomo, que se considera átomo diante do Universo infinito e eterno, é inacessível e: hermeticamente fechado às sensações da vaidade mundana. Os que me conhecem já me julgaram, a este respeito, faz longos anos. A minha absoluta indiferença por todas as honrarias prova-o suficientemente. Que me chamem grande ou pequeno, que me louvem ou que me censurem, sou espectador longínquo desses atos. A seguinte carta foi escrita por desolada mãe, e transcrita textualmente. Ela mostra quanto seria desejável tentar, ao menos, aliviara miséria da Humanidade sofredora. Mais do que a medicina do corpo, é a medicina da alma que se deveria criar. AO NOSSO GRANDE FLAMMARION Reinosa (Espanha), 30 de Março de 1907. Senhor: Quisera ajoelhar-me diante do senhor e beijar-lhe os pés, pedindo que me ouça e que não repila a minha súplica. Não sei nem posso exprimir-me; desejava inspirar-lhe lástima, interessá-lo na minha dor, mas era preciso vê-lo, contarlhe a minha desgraça, pintar-lhe o horror do que se passa em minha alma, e então não lhe seria possível deixar de sentir imensa compaixão. E\' necessário que eu padeça muito para chegai a cometer um ato de audácia e de...
da alma dos seres sensíveis que as conceberam, exprimem a meu respeito conceitos elogiosos cuja publicação neste lugar poderia dar ensejo a crer-se numa falta de modéstia da minha parte. Isto não passa de particularidade pessoal, e, portanto, insignificante, tanto mais que um astrônomo, que se considera átomo diante do Universo infinito e eterno, é inacessível e: hermeticamente fechado às sensações da vaidade mundana. Os que me conhecem já me julgaram, a este respeito, faz longos anos. A minha absoluta indiferença por todas as honrarias prova-o suficientemente. Que me chamem grande ou pequeno, que me louvem ou que me censurem, sou espectador longínquo desses atos. A seguinte carta foi escrita por desolada mãe, e transcrita textualmente. Ela mostra quanto seria desejável tentar, ao menos, aliviara miséria da Humanidade sofredora. Mais do que a medicina do corpo, é a medicina da alma que se deveria criar. AO NOSSO GRANDE FLAMMARION Reinosa (Espanha), 30 de Março de 1907. Senhor: Quisera ajoelhar-me diante do senhor e beijar-lhe os pés, pedindo que me ouça e que não repila a minha súplica. Não sei nem posso exprimir-me; desejava inspirar-lhe lástima, interessá-lo na minha dor, mas era preciso vê-lo, contarlhe a minha desgraça, pintar-lhe o horror do que se passa em minha alma, e então não lhe seria possível deixar de sentir imensa compaixão. E\' necessário que eu padeça muito para chegai a cometer um ato de audácia e de...

Ir para a página:

WhatsApp: (11) 9 9191 6085
Busca Google