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Canais Ocultos do Espírito

Livro: Canais Ocultos do Espírito Página 2

Autor - Fonte: Louisa Ella Rhine

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...atua. Desperdiçou-se durante os séculos o acúmulo rico e pouco explorado de fenômenos naturais visto não se encontrar na ciência lugar em que se os guardasse, processasse e utilizasse. É preciso não deixá-lo mais entregue aos registros inacessíveis da memória individual, aos arquivos de família e seleções literárias ocasionais. A espécie de coleção que a autora realizou no Laboratório de Parapsicologia da Universidade de Duke contribuirá para assegurar renovado respeito por experiências dessa natureza, estimulando o registro de matéria-prima ainda mais preciosa para estudo científico. Como observação final, direi que quase nenhuma outra pessoa poderia ter escrito este livro. Estou certo que poucas pessoas estariam dispostas a dedicar longos anos de labor paciente como a autora ao estudo originário e às classificações que resultaram de milhares de relatórios de casos que formam a pesquisa indispensável a esta apresentação. Além disso, a tarefa de converter as descobertas da pesquisa em forma suficientemente legível para o público em geral teria feito desanimar pesca menos resoluta. Penso também, com toda a sinceridade, que devo dizer ter sido o programa inteiro de pesquisa de casos a que se entregou durante mais 6 de dez anos, desvio do interesse originário dela pelo lado experimental da parapsicologia. Tendo primeiramente adquirido experiência nos laboratórios de microquímica e fisiologia vegetal (na Universidad...
de Chicago, onde recebeu o grau de doutora) suas inclinações foram experimentadas, forte e realisticamente. Somente a urgente necessidade de reexame dos materiais de casos levou-a a aceitar o projeto - a princípio contra a vontade e depois entusiasticamente. Os relatórios da última década na "Revista de Parapsicologia", por ela elaborados, sendo, aliás, um dos redatores, versaram os estudos realizados no material espontâneo acumulado no Laboratório de Parapsicologia da Universidade de Duke. Na qualidade de marido da autora acho-me autorizado a juntar ainda mais uma palavra. E para apresentar mais um motivo por que este livro é oportuno. À semelhança dos "canais" de que escreve, a autora tem ficado um pouco “oculta” por assim dizer, em relação à participação em pesquisa parapsicológica no Laboratório e às contribuições que tem trazido a tudo quanto se associa ao nome da família. Este livro não representará convenientemente esta grande participação não reconhecida, mas pelo menos representa contribuição definitiva e apropriada dela mesma; diremos que é um passo a que outros agora se seguirão. T. B. RHINE 7 1 Além dos sentidos Este livro trata de experiência humana muito real, mas que em geral se deixa de lado ou se ridiculariza, negando-lhe ou discutindolhe a significação. É a ocorrência em que o conhecimento parece darse sem a utilização dos sentidos. As pessoas conservam-se em contacto com o mundo pela vista, ouvido, tato, olfato e gosto. Mas, vez por outra, alguém diz que percebeu algo, quando nenhum desses canais funcionou, e aí começa a discussão. Como soube ou como realmente soube? Essas ocorrências discutíveis serão talvez exemplos de percepção extra-sensorial ou PES. Tal o tema deste livro. Para a maior parte das pessoas estas experiências não constituem ocorrências familiares quotidianas. Se o fossem não fariam surgir perguntas ou dar início a discussões. Acontecimentos diários familiares aceitam-se em geral sem discussão, sejam ou não explicáveis. A familiaridade, contudo, é enganadora. Pode cegar o gume do maravilhoso, passando por compreensão. Por exemplo, todos conhecem o tamanho, forma e cor de uma laranja porque os sentidos lhes trazem estas informações. Mas como? Qual o processo que transforma a impressão de moléculas químicas em conceito psicológico? Ninguém, exceto alguns pesquisadores especializados, se incomoda em preocupar-se com processo tão familiar ou o considera notável. Em contraste, suponhamos que um indivíduo sonha com uma cena complicada e, no dia seguinte, verifica esta mesma cena exatamente reproduzida por alguém que encontra; ou suponhamos que uma mãe "vê" o filho soldado exatamente quando lhe acontece um acidente ou sabe, sem que alguém lhe diga, o dia em que o filho errante chegará em casa. Quase todos dão de ombros a tais 8 afirmações como simples adivinhação, coincidência que qu...
ta, ouvido, tato, olfato e gosto. Mas, vez por outra, alguém diz que percebeu algo, quando nenhum desses canais funcionou, e aí começa a discussão. Como soube ou como realmente soube? Essas ocorrências discutíveis serão talvez exemplos de percepção extra-sensorial ou PES. Tal o tema deste livro. Para a maior parte das pessoas estas experiências não constituem ocorrências familiares quotidianas. Se o fossem não fariam surgir perguntas ou dar início a discussões. Acontecimentos diários familiares aceitam-se em geral sem discussão, sejam ou não explicáveis. A familiaridade, contudo, é enganadora. Pode cegar o gume do maravilhoso, passando por compreensão. Por exemplo, todos conhecem o tamanho, forma e cor de uma laranja porque os sentidos lhes trazem estas informações. Mas como? Qual o processo que transforma a impressão de moléculas químicas em conceito psicológico? Ninguém, exceto alguns pesquisadores especializados, se incomoda em preocupar-se com processo tão familiar ou o considera notável. Em contraste, suponhamos que um indivíduo sonha com uma cena complicada e, no dia seguinte, verifica esta mesma cena exatamente reproduzida por alguém que encontra; ou suponhamos que uma mãe "vê" o filho soldado exatamente quando lhe acontece um acidente ou sabe, sem que alguém lhe diga, o dia em que o filho errante chegará em casa. Quase todos dão de ombros a tais 8 afirmações como simples adivinhação, coincidência que qualquer pequeno fato ordinário explicaria satisfatoriamente. Acham incrível que a pessoa tenha realmente conhecido. E tal ceticismo provém das mesmas pessoas que não põem nunca em dúvida muitos fenômenos desconcertantes e igualmente inexplicáveis da vida quotidiana, simplesmente porque são familiares. Portanto, a simples falta de familiaridade explica em grande parte o ceticismo do vulgo. As suspeitas dos cientistas, porém, têm longos antecedentes históricos. Na Grécia antiga formulou-se e encarou-se como lei natural à idéia que nada existe no espírito senão por meio dos sentidos. Esta idéia e muitas outras a respeito do mundo e do homem, naquela época, estavam longe de representar conclusões científicas experimentadas e provadas que hoje aceitamos e de que dependemos. Não haviam sido provadas de qualquer maneira, mas representavam simples afirmações de opinião, opinião que se baseava no que acontece o grande número de pessoas na maior parte do tempo. Mais tarde, séculos depois, à proporção que se desenvolvia o método científico moderno, sentiu-se a necessidade de fechar a porta a todos os tipos de opiniões e alegações não provadas. Ninguém experimentou a idéia que o espírito tivesse canais ocultos, capazes de alcançar além dos sentidos. A porta já estava fechada a esta possibilidade. A idéia que o conhecimento do mundo exterior deve provir somente dos sentidos era tão firme que ninguém tentou jamais prová-...
alquer pequeno fato ordinário explicaria satisfatoriamente. Acham incrível que a pessoa tenha realmente conhecido. E tal ceticismo provém das mesmas pessoas que não põem nunca em dúvida muitos fenômenos desconcertantes e igualmente inexplicáveis da vida quotidiana, simplesmente porque são familiares. Portanto, a simples falta de familiaridade explica em grande parte o ceticismo do vulgo. As suspeitas dos cientistas, porém, têm longos antecedentes históricos. Na Grécia antiga formulou-se e encarou-se como lei natural à idéia que nada existe no espírito senão por meio dos sentidos. Esta idéia e muitas outras a respeito do mundo e do homem, naquela época, estavam longe de representar conclusões científicas experimentadas e provadas que hoje aceitamos e de que dependemos. Não haviam sido provadas de qualquer maneira, mas representavam simples afirmações de opinião, opinião que se baseava no que acontece o grande número de pessoas na maior parte do tempo. Mais tarde, séculos depois, à proporção que se desenvolvia o método científico moderno, sentiu-se a necessidade de fechar a porta a todos os tipos de opiniões e alegações não provadas. Ninguém experimentou a idéia que o espírito tivesse canais ocultos, capazes de alcançar além dos sentidos. A porta já estava fechada a esta possibilidade. A idéia que o conhecimento do mundo exterior deve provir somente dos sentidos era tão firme que ninguém tentou jamais prová-...

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