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VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

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A colheita

Livro: A colheita Página 3

Autor - Fonte: JERRY B. JENKINS

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...pendia da rapidez com que ele chegasse até ela. Mas pressa era o que não existia ali. Só areia. E o que teria acontecido a Chloe e Buck nos Estados Unidos? E a Tsion? Desesperado, agindo impensadamente e louco de frustração, ele rasgou seu colete de debruns amarelos, pesadas dragonas e insígnias que o identificavam como o piloto mais importante da Comunidade Global. Sem perder tempo para desabotoar os maciços botões dourados, Rayford arrancou-os com força, e eles espalharam-se pelo chão do deserto. Ele deixou o paletó cair por trás dos ombros e segurou a gola com firmeza. Com três, quatro ou cinco movimentos, tirou o paletó pela cabeça e atirou-o ao chão, fazendo levantar uma onda de poeira. Seus sapatos de couro ficaram cobertos de areia. Rayford pensou em abandonar todos os vestígios de sua ligação com o regime de Nicolae Carpathia, mas sua atenção foi dirigida novamente para as suntuosas insígnias de seu uniforme. Investiu contra elas na tentativa de arrancá-las, parecendo querer livrar-se do posto que ocupava a serviço do anticristo. Porém, o alfaiate não deixara um mínimo espaço entre as costuras, e Rayford atirou outra vez o paletó ao chão. Enquanto o pisoteava e o chutava para desabafar sua raiva, Rayford finalmente entendeu por que o paletó estava mais pesado que o normal. Ele havia deixado seu telefone celular no bolso. Ao ajoelhar-se para recolher o paletó do chão, Rayford voltou a raciocinar com lógica - uma de su...
s características principais. Por não ter ideia do que encontraria nas ruínas do condomínio onde morava, ele não poderia dispensar aquilo que talvez fosse sua única muda de roupas. Vestiu novamente o paletó e arregaçou as mangas como os meninos costumam fazer em dias quentes. Sem se importar com a areia grudada no paletó e demonstrando profundo abatimento, Rayford caminhou em direção aos escombros do aeroporto. Ele podia passar por um sobrevivente de acidente aéreo, um piloto que perdera o quepe e os botões de seu uniforme. Em todos aqueles meses que estava morando no Iraque, Rayford não se lembrava de ter sentido arrepios de frio durante o dia, antes do pôr-do-sol. Contudo, aquele terremoto talvez tivesse mudado não apenas a topografia, mas também a temperatura do local. Rayford acostumara-se a sentir a camisa molhada de suor, grudada na pele como um adesivo. Mas agora aquele vento inusitado e misterioso provocava-lhe calafrios enquanto ele discava para Mac McCullum e encostava o fone ao ouvido. Em questão de segundos, ele ouviu o ruído do motor e das hélices do helicóptero de Mac atrás de si. Para onde eles estariam se dirigindo? - Aqui é Mac - soou a voz grave de McCullum. Rayford girou o corpo e viu a figura do helicóptero passar diante do sol poente. - Não posso acreditar que este telefone ainda funcione - disse Rayford. Além de tê-lo atirado ao chão e, depois, o chutado, ele imaginava que o terremoto devia ter destruído as torres de transmissão da redondeza. - Assim que eu sair fora da área de alcance, ele não funcionará mais, Ray - disse Mac. - Tudo o que vejo daqui está destruído. Esses aparelhos funcionam como walkie-talkies quando a distância é pequena. Quando precisamos que eles funcionem, não conseguimos nada. - Então qualquer possibilidade de ligar para os Estados Unidos. - Está fora de cogitação - disse Mac. - Ray, o potentado Carpathia quer falar com você, mas antes. 9 - Eu não quero falar com ele, e você pode dizer-lhe isso. - Mas, antes de colocar o potentado na linha – prosseguiu Mac -, não se esqueça de que aquela nossa reunião, sua e minha, continua marcada para esta noite. Certo? Rayford dimhiuiu os passos e olhou para o chão, passando a mão pelos cabelos. - O quê? De que reunião você está falando? - Então está tudo certo, ótimo - disse Mac. - A reunião será esta noite. Agora o potentado. - Estou entendendo que você deseja conversar comigo mais tarde, Mac, mas, se Carpathia entrar na linha, juro que. - Aguarde para falar com o potentado. Rayford passou o fone para a mão direita, pronto para arremessá-lo ao chão, mas se conteve. Quando o sistema telefónico voltasse ao normal, ele queria ter condições de comunicar-se com as pessoas que amava. - Capitão Steele - soou a voz de Carpathia, sem nenhum traço de emoção. - Pois não - disse Rayford, demonstrando toda a aversão que sentia. Ele esperava que Deus o perdoasse p...
torres de transmissão da redondeza. - Assim que eu sair fora da área de alcance, ele não funcionará mais, Ray - disse Mac. - Tudo o que vejo daqui está destruído. Esses aparelhos funcionam como walkie-talkies quando a distância é pequena. Quando precisamos que eles funcionem, não conseguimos nada. - Então qualquer possibilidade de ligar para os Estados Unidos. - Está fora de cogitação - disse Mac. - Ray, o potentado Carpathia quer falar com você, mas antes. 9 - Eu não quero falar com ele, e você pode dizer-lhe isso. - Mas, antes de colocar o potentado na linha – prosseguiu Mac -, não se esqueça de que aquela nossa reunião, sua e minha, continua marcada para esta noite. Certo? Rayford dimhiuiu os passos e olhou para o chão, passando a mão pelos cabelos. - O quê? De que reunião você está falando? - Então está tudo certo, ótimo - disse Mac. - A reunião será esta noite. Agora o potentado. - Estou entendendo que você deseja conversar comigo mais tarde, Mac, mas, se Carpathia entrar na linha, juro que. - Aguarde para falar com o potentado. Rayford passou o fone para a mão direita, pronto para arremessá-lo ao chão, mas se conteve. Quando o sistema telefónico voltasse ao normal, ele queria ter condições de comunicar-se com as pessoas que amava. - Capitão Steele - soou a voz de Carpathia, sem nenhum traço de emoção. - Pois não - disse Rayford, demonstrando toda a aversão que sentia. Ele esperava que Deus o perdoasse por tudo o que diria ao anticristo, mas engoliu as palavras. - Apesar de nós dois sabermos como eu reagiria à sua terrível insolência e insubordinação - disse Carpathia -, decidi perdoá-lo. Rayford continuou a caminhar, cerrando os dentes para não gritar com aquele homem. - Entendo o quanto você está constrangido por ter de agradecer-me - prosseguiu Carpathia -, mas preste atenção. Tenho um local seguro e bem abastecido onde meus assessores e embaixadores internacionais irão ao meu encontro. Você e eu sabemos que precisamos um do outro, portanto sugiro. - O senhor não precisa de mim - retrucou Rayford. - E eu não preciso de seu perdão. O senhor tem um piloto competente a seu lado, por isso é melhor esquecer que eu existo. - Esteja pronto para subir a bordo quando ele pousar - disse Carpathia, demonstrando pela primeira vez um tom de frustração na voz. - Eu só estava precisando de uma carona até o aeroporto - disse Rayford -, mas já estou quase lá. Não deixe que Mac pouse perto deste caos. - Capitão Steele - disse Carpathia, voltando a ser condescendente. - Admiro sua teimosia em pensar que poderá encontrar sua esposa com vida, mas nós dois sabemos que isso é impossível. Rayford não retrucou. Temia que Carpathia estivesse certo, mas jamais lhe daria a satisfação de admitir isso. E Rayford não desistiria de sua busca enquanto não tivesse plena certeza de que Amanda não sobrevivera. - Venha nos fazer companhia, capitão Ste...
or tudo o que diria ao anticristo, mas engoliu as palavras. - Apesar de nós dois sabermos como eu reagiria à sua terrível insolência e insubordinação - disse Carpathia -, decidi perdoá-lo. Rayford continuou a caminhar, cerrando os dentes para não gritar com aquele homem. - Entendo o quanto você está constrangido por ter de agradecer-me - prosseguiu Carpathia -, mas preste atenção. Tenho um local seguro e bem abastecido onde meus assessores e embaixadores internacionais irão ao meu encontro. Você e eu sabemos que precisamos um do outro, portanto sugiro. - O senhor não precisa de mim - retrucou Rayford. - E eu não preciso de seu perdão. O senhor tem um piloto competente a seu lado, por isso é melhor esquecer que eu existo. - Esteja pronto para subir a bordo quando ele pousar - disse Carpathia, demonstrando pela primeira vez um tom de frustração na voz. - Eu só estava precisando de uma carona até o aeroporto - disse Rayford -, mas já estou quase lá. Não deixe que Mac pouse perto deste caos. - Capitão Steele - disse Carpathia, voltando a ser condescendente. - Admiro sua teimosia em pensar que poderá encontrar sua esposa com vida, mas nós dois sabemos que isso é impossível. Rayford não retrucou. Temia que Carpathia estivesse certo, mas jamais lhe daria a satisfação de admitir isso. E Rayford não desistiria de sua busca enquanto não tivesse plena certeza de que Amanda não sobrevivera. - Venha nos fazer companhia, capitão Ste...

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