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Agonia das Religiões

Livro: Agonia das Religiões

Autor - Fonte: J. HERCULANO PIRES

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...J. HERCULANO PIRES 3! Edição 1989 - 3.000 exemplares Capa: ÍCARO Revisão: DEMTRE ABRAÃO NAMI Direitos desta edição reservados pela Editora segundo dispositivos legais. Direitos de tradução só poderão ser cedidos pela Editora. Pedidos à: EDITORA PAIDÉIA LTDA. C.G.C. 48.054.506/0001-00 Inscrição Estadual: 109.772.113 Rua Dr. Bacelar, 505 -- 04026 - SÃO PAULO - SP - Brasil Composto por: Linotipadora Auxiliar S/C. Ltda. Rua Siqueira Bueno, n.° 2.316 92-1200 - São Paulo - SP ÌNDICE INTRODUÇÃO - TEMPOS DE AGONIA.6 CAPITULO I - AGONIA DAS RELIGIÕES.8 CAPÍTULO II - RELIGIÃO COMO FATO SOCIAL.12 CAPITULO III - A EXPERIÊNCIA DE DEUS.16 CAPÍTULO IV - EXPERIÊNCIA NO TEMPO.20 CAPITULO V - DEUS, ESPIRITO E MATÉRIA.22 CAPITULO VI - A CRIAÇÃO DO HOMEM.25 CAPÍTULO VII - DO PRINCÍPIO INTELIGENTE.28 CAPÍTULO VIII - O CORPO - BIOPLÁSMICO.32 CAPITULO IX - DÚVIDA E CERTEZA.35 CAPITULO X - MAGIA E MISTICISMO.38 CAPITULO XI - A CURA DIVINA.41 CAPITULO XII - RITO E PALAVRA.45 CAPÍTULO XIII - REVOLUÇÃO CÓSMICA.49 CAPITULO XIV - 0 PROBLEMA DA VIOLÊNCIA.52 A Teoria do Conhecimento implica as áreas culturais da Ciência, da Filosofia e da Religião. Mas a partir do Renascimento a Religião se desligou desse contexto. Desenvolveu-se a cultura leiga e as religiões se encastelaram no conceito de sua origem divina, decorrente do dogma da Revelação. A Cultura dividiu-se em duas áreas conflitivas: a religiosa e a profana. Descartes pro...
lamou, no Discurso do Método, a existência de dois tipos humanos (homo sapiens): o dos homens mais do que homens, que recebiam a sabedoria do próprio Deus, e o dos homens simplesmente homens, que buscavam o conhecimento através da razão e da pesquisa. Kant sancionou, em sua Critica da Razão, essa distinção que realmente se fazia necessária. Quais foram as conseqüências desse episódio cultural na crise religiosa contemporânea? E qual a solução possível para essa crise? Qual a situação atual das religiões? O inicio da Era Cósmica já produziu profundos abalos e modificações nos dois campos. Haverá uma possibilidade de reunificar-se a cultura geral da nossa civilização? Qual a razão das súbitas modificações nas religiões tradicionais e em suas próprias teologias? o que significam as tentativas de elaboração de um Cristianismo Ateu? INTRODUÇÃO - TEMPOS DE AGONIA O desenvolvimento da humanidade tem sido marcado por fases de agonia e de morte, seguidas de fases mais duradouras de ressurreição e reconstrução. As forças que determinam essa espantosa sucessão encontram-se na própria criatura humana. Seria inútil buscarmos urna explicação celeste, fundada nos pressupostos da Ira de Deus ou da Justiça Divina, como seria inútil procurarmos enquadrá-la nas brilhantes teorias relativas à influência dos ritmos telúricos. A própria doutrina aristotélica da geração e corrupção não poderia dar-nos os elementos concretos do fenômeno. Segundo Toynbee, as civilizações se desenvolvem nas linhas conceptuais de uma religião fundamenta/centram em agonia quando se esvai o poder vital dessas religiões. A relação sociedade-religião parece perfeitamente válida, mas não nos oferece o segredo dessa estranha mecânica da agonia. Os processos sócio-culturais de cada civilização têm a sua fonte no homem, pois a sociedade se apresenta objetivamente como um conglomerado humano. Parece evidente que o ritmo agônico deve estar ligado às entranhas e ao psiquismo do homem. Como estamos vivendo, agora, precisamente numa das curvas agudas desse ritmo - talvez a mais aguda par que já passou a humanidade - o momento é propicio para examinarmos o fenômeno ao vivo, tocando com os dedos as seus elementos determinantes. A agonia atual das religiões é geralmente considerada como resultante da situação crítica da sociedade em seu acelerada desenvolvimento tecnológico. 0 mundo do supérfluo, em contradição com o mundo da escassez, na estrutura social em que vivemos, levaria a civilização atual a um beco sem saída. As religiões agonizam porque o edonismo social e o correspondente pedantismo cultural esvaziaram igualmente as arcas de tesouros metálicos dos ricos, os baús de crenças e crendices dos pobres, as esperanças de sucesso das camadas medianas da sociedade, as fontes de riqueza do planeta e até mesmo o balaio de sonhos da Lua e as esperanças de um céu convertido em frios desertos siderais em qu...
Segundo Toynbee, as civilizações se desenvolvem nas linhas conceptuais de uma religião fundamenta/centram em agonia quando se esvai o poder vital dessas religiões. A relação sociedade-religião parece perfeitamente válida, mas não nos oferece o segredo dessa estranha mecânica da agonia. Os processos sócio-culturais de cada civilização têm a sua fonte no homem, pois a sociedade se apresenta objetivamente como um conglomerado humano. Parece evidente que o ritmo agônico deve estar ligado às entranhas e ao psiquismo do homem. Como estamos vivendo, agora, precisamente numa das curvas agudas desse ritmo - talvez a mais aguda par que já passou a humanidade - o momento é propicio para examinarmos o fenômeno ao vivo, tocando com os dedos as seus elementos determinantes. A agonia atual das religiões é geralmente considerada como resultante da situação crítica da sociedade em seu acelerada desenvolvimento tecnológico. 0 mundo do supérfluo, em contradição com o mundo da escassez, na estrutura social em que vivemos, levaria a civilização atual a um beco sem saída. As religiões agonizam porque o edonismo social e o correspondente pedantismo cultural esvaziaram igualmente as arcas de tesouros metálicos dos ricos, os baús de crenças e crendices dos pobres, as esperanças de sucesso das camadas medianas da sociedade, as fontes de riqueza do planeta e até mesmo o balaio de sonhos da Lua e as esperanças de um céu convertido em frios desertos siderais em que rolam mundos áridos e despovoados. Inverte-se a tese de Toynbee. As religiões seriam produzidas e mantidas pelas civilizações, como o mel pelas comunidades das abelhas. Deus, filho do homem, está morto, segundo constatam os teólogos mais avançados. E enquanto os religiosos voltam a matar-se reciprocamente em nome do deus morto, as grandes potências da civilização sem perspectivas preparam os funerais atômicos da Terra. A opressão estatal esmaga o homem nas áreas capitalistas e socialistas. O Leviatã de Hobbes ameaça o mar, a terra e o céu. Como decifrarmos o enigma destes tempos apocalípticos, quando o próprio ato de pensar parece estar sujeito a controles telepáticos? Os defensores da liberdade transformam-se em terroristas e seqüestradores ou em líricos distribuidores de flores murchas, embalsamadas nas palavras mortas de paz e amor. A inocência das crianças desaparece na voragem da criminalidade infantil. E os velhos alquebrados, de olhos vazios, não encontram mais nos templos os signos da fé que os embalou na infância, na adolescência, na mocidade e na maturidade. Os padres sem batinas e as freiras sem hábitos, os monges sem escapulários e as santos cassados em sua santidade já não podem consolar os crentes. O que acontece para que tudo se subverta dessa maneira total e violenta? Foi a morte de Deus que esvaziou o mundo ou foi o vazio do mundo que matou Deus? As estruturas sociais são coercitivas. Do clã à tribo e à horda, e desta...
e rolam mundos áridos e despovoados. Inverte-se a tese de Toynbee. As religiões seriam produzidas e mantidas pelas civilizações, como o mel pelas comunidades das abelhas. Deus, filho do homem, está morto, segundo constatam os teólogos mais avançados. E enquanto os religiosos voltam a matar-se reciprocamente em nome do deus morto, as grandes potências da civilização sem perspectivas preparam os funerais atômicos da Terra. A opressão estatal esmaga o homem nas áreas capitalistas e socialistas. O Leviatã de Hobbes ameaça o mar, a terra e o céu. Como decifrarmos o enigma destes tempos apocalípticos, quando o próprio ato de pensar parece estar sujeito a controles telepáticos? Os defensores da liberdade transformam-se em terroristas e seqüestradores ou em líricos distribuidores de flores murchas, embalsamadas nas palavras mortas de paz e amor. A inocência das crianças desaparece na voragem da criminalidade infantil. E os velhos alquebrados, de olhos vazios, não encontram mais nos templos os signos da fé que os embalou na infância, na adolescência, na mocidade e na maturidade. Os padres sem batinas e as freiras sem hábitos, os monges sem escapulários e as santos cassados em sua santidade já não podem consolar os crentes. O que acontece para que tudo se subverta dessa maneira total e violenta? Foi a morte de Deus que esvaziou o mundo ou foi o vazio do mundo que matou Deus? As estruturas sociais são coercitivas. Do clã à tribo e à horda, e desta...

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