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Consciência e Personalidade

Livro: Consciência e Personalidade

Autor - Fonte: Alexei N. Leontiev

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...Alexei N. Leontiev 1978 Fonte: The Marxists Internet Archive Tradução para o português: Maria Silvia Cintra Martins Prefácio A crise metodológica que a psicologia mundial vem tentando resolver durante os últimos cem anos destruiu o sistema unificado do conhecimento psicológico. Os psicólogos dividiram-se em diversas escolas e direções, e seus representantes discutem entre si sobre o assunto de sua ciência. Considerando formas de resolver a crise, A. N. Leontev, membro ativo da Academia de Ciências Pedagógicas da URSS, demonstra em seu livro a superioridade da metodologia marxista na resolução de problemas fundamentais da psicologia contemporânea. O livro é dirigido a filósofos, psicólogos e professores, e a todos que estejam interessados nas questões teóricas da ciência que diz respeito à origem, à função e à estrutura do reflexo psicológico da realidade. Introdução Este pequeno volume teórico permaneceu por muito tempo em preparação, e mesmo agora não posso considerá-lo terminado - uma boa parte dele consiste de anotações sem explicações. Por que decidi publicá-lo, apesar disto? Admitirei prontamente que não foi por amor à teoria. As tentativas de investigar problemas metodológicos da psicologia sempre evocam a constante necessidade de pontos de referência teóricos sem os quais a investigação fica fadada a permanecer limitada. Já faz quase cem anos que a psicologia mundial vem se desenvolvendo sob condições de crise...
em sua metodologia. Tendo se dividido, por essa época, em ciência humanística e natural, descritiva e explanatória, o sistema de conhecimento psicológico apresenta sempre novas brechas dentro das quais parece que o verdadeiro sujeito da psicologia desaparece. O sujeito é, também, às vezes reduzido sob o pretexto da necessidade de desenvolver pesquisa interdisciplinar. Às vezes, há até vozes que se ouvem abertamente e que convidam estudiosos de outras áreas para a psicologia: "Venham e dêem-nos regras." O paradoxo consiste em que, apesar das dificuldades teóricas, no mundo todo há agora um ímpeto excepcional em direção ao desenvolvimento da pesquisa em psicologia sob a pressão direta das exigências da própria vida. Como resultado, tornou-se ainda mais aguda a contradição entre a quantidade de material factual que a psicologia acumulou escrupulosamente em laboratórios excelentemente equipados, e a condição lamentável de suas bases teóricas e metodológicas. A negligência e o ceticismo com relação à teoria geral da psique, e a difusão do factologismo e do cientificismo característicos da psicologia americana contemporânea (e não só dela) tornaram-se uma barreira que obstrui o caminho da investigação dos principais problemas psicológicos. Não é difícil enxergar a conexão entre este desenvolvimento e a desilusão, resultante das alegações infundadas das principais tendências ocidentais, americanas e européias, no sentido de que efetuariam uma revolução teórica há muito esperada na psicologia. Quando surgiu o behaviorismo, falavam dele como de um fósforo que iria acender e fazer explodir um barril de dinamite; depois disso, pareceu que, não o behaviorismo, mas a psicologia da Gestalt havia descoberto um princípio geral capaz de conduzir a ciência psicológica para fora do beco sem saída para o qual havia sido levada pela análise rudimentar, "atomística"; finalmente, muitos ficaram com a cabeça virada com o freudismo, como se no subconsciente ele tivesse encontrado um fulcro que possibilitaria levantar a psicologia e dar-lhe realmente vida. Outras direções psicológicas burguesas foram reconhecidamente menos pretensiosas, mas o mesmo destino as esperava: todas se encontraram na mesma sopa eclética geral que está agora sendo cozida pelos psicólogos - cada um de acordo com sua própria receita - os quais têm a reputação de possuírem "mente aberta". O desenvolvimento da ciência psicológica soviética, por outro lado, assumiu um caminho inteiramente diferente. Os cientistas soviéticos contrapuseram ao pluralismo metodológico uma metodologia marxista-leninista que permitia a penetração na natureza real da psique, na consciência do homem. Começou uma busca persistente de soluções para os principais problemas teóricos da psicologia com base no Marxismo. Simultaneamente, continuou o trabalho sobre a interpretação crítica baseada em realizações positivas de psicólogos estra...
tuariam uma revolução teórica há muito esperada na psicologia. Quando surgiu o behaviorismo, falavam dele como de um fósforo que iria acender e fazer explodir um barril de dinamite; depois disso, pareceu que, não o behaviorismo, mas a psicologia da Gestalt havia descoberto um princípio geral capaz de conduzir a ciência psicológica para fora do beco sem saída para o qual havia sido levada pela análise rudimentar, "atomística"; finalmente, muitos ficaram com a cabeça virada com o freudismo, como se no subconsciente ele tivesse encontrado um fulcro que possibilitaria levantar a psicologia e dar-lhe realmente vida. Outras direções psicológicas burguesas foram reconhecidamente menos pretensiosas, mas o mesmo destino as esperava: todas se encontraram na mesma sopa eclética geral que está agora sendo cozida pelos psicólogos - cada um de acordo com sua própria receita - os quais têm a reputação de possuírem "mente aberta". O desenvolvimento da ciência psicológica soviética, por outro lado, assumiu um caminho inteiramente diferente. Os cientistas soviéticos contrapuseram ao pluralismo metodológico uma metodologia marxista-leninista que permitia a penetração na natureza real da psique, na consciência do homem. Começou uma busca persistente de soluções para os principais problemas teóricos da psicologia com base no Marxismo. Simultaneamente, continuou o trabalho sobre a interpretação crítica baseada em realizações positivas de psicólogos estrangeiros, e foram iniciadas investigações específicas de uma ampla série de problemas. Foram elaboradas novas abordagens, assim como um novo aparato conceitual que permitiu trazer a psicologia soviética para um nível científico muito rapidamente, um nível incomparavelmente superior ao daquela psicologia que recebera reconhecimento oficial na Rússia pré-revolucionária. Apareceram novos nomes na psicologia: Blonskii e Kornilova, depois Vigotski, Uznadze, Rubinstein, e outros. A questão principal foi que este se tornou o caminho de uma batalha contínua e decidida - uma batalha para o domínio criativo do Marxismo-Leninismo, uma batalha contra os conceitos que, sob uma ou outra aparência, revelavam-se biologizantes, idealistas e mecanicistas. À medida que desenvolvíamos uma resistência a esses conceitos, buscávamos, também, evitar o isolamento científico, assim como sermos identificados como uma escola de psicologia que passava a existir lado a lado das outras escolas. Todos compreendíamos que a psicologia marxista não envolve, apenas, uma escola ou direção diferente, mas um novo estágio histórico que apresenta, em si, o início de uma psicologia autenticamente científica e consistentemente materialista. Também compreendíamos algo mais: que no mundo moderno a psicologia preenche uma função ideológica e serve interesses de classe; é impossível não reconhecer isso. As questões metodológicas e ideológicas permaneceram no centro da atenção d...
ngeiros, e foram iniciadas investigações específicas de uma ampla série de problemas. Foram elaboradas novas abordagens, assim como um novo aparato conceitual que permitiu trazer a psicologia soviética para um nível científico muito rapidamente, um nível incomparavelmente superior ao daquela psicologia que recebera reconhecimento oficial na Rússia pré-revolucionária. Apareceram novos nomes na psicologia: Blonskii e Kornilova, depois Vigotski, Uznadze, Rubinstein, e outros. A questão principal foi que este se tornou o caminho de uma batalha contínua e decidida - uma batalha para o domínio criativo do Marxismo-Leninismo, uma batalha contra os conceitos que, sob uma ou outra aparência, revelavam-se biologizantes, idealistas e mecanicistas. À medida que desenvolvíamos uma resistência a esses conceitos, buscávamos, também, evitar o isolamento científico, assim como sermos identificados como uma escola de psicologia que passava a existir lado a lado das outras escolas. Todos compreendíamos que a psicologia marxista não envolve, apenas, uma escola ou direção diferente, mas um novo estágio histórico que apresenta, em si, o início de uma psicologia autenticamente científica e consistentemente materialista. Também compreendíamos algo mais: que no mundo moderno a psicologia preenche uma função ideológica e serve interesses de classe; é impossível não reconhecer isso. As questões metodológicas e ideológicas permaneceram no centro da atenção d...

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