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Consciência e Personalidade

Livro: Consciência e Personalidade Página 2

Autor - Fonte: Alexei N. Leontiev

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...a psicologia soviética, particularmente no período inicial de seu desenvolvimento, que foi marcado pela publicação de livros de importância fundamental em suas idéias, como "Pensamento e Linguagem", de L.S.Vigotski e "Fundamentos da psicologia Geral", de S.L.Rubinstein. É necessário, entretanto, reconhecer que, nos anos seguintes, a atenção para com problemas metodológicos diminuiu um pouco. Isto, naturalmente, não significa, de forma alguma, que as questões teóricas se tornaram de menos importância, ou que menos foi escrito a seu respeito. Tenho algo diferente em mente: a reconhecida negligência na metodologia de muitas investigações psicológicas concretas, incluindo aquelas em psicologia aplicada. Este fenômeno pode ser explicado por uma série de circunstâncias. Uma delas foi que gradualmente surgiu uma quebra nas conexões internas entre a resolução dos problemas filosóficos da psicologia e a metodologia real daquelas investigações em andamento. A respeito das questões filosóficas da psicologia (e sobre a crítica filosófica das tendências estrangeiras, não-marxistas), não poucos livros volumosos foram escritos, porém as questões pertinentes aos meios concretos de investigar problemas psicológicos amplos mal foram tocadas. Eles quase deixaram uma impressão de dicotomia: por um lado, há a esfera das problemáticas filosóficas, psicológicas e, por outro, a esfera das questões psicológicas e metodológicas específicas que surgem no...
urso da investigação concreta. Naturalmente, é indispensável a resolução de problemas estritamente filosóficos em uma área ou outra do conhecimento científico. Aqui, entretanto, estamos interessados noutra questão: com a resolução, com base filosófica marxista, dos problemas especiais da metodologia da psicologia enquanto ciência concreta. Isto requer a penetração na "economia interna", por assim dizer, do pensamento teórico. Explicarei minha idéia usando um exemplo tirado de um dos problemas mais difíceis que vêm confrontando, há muito tempo, a investigação psicológica, ou seja, o problema da conexão entre os processos psicológicos e os processos fisiológicos no cérebro. Praticamente não é necessário, hoje, convencer os psicólogos de que a psique é uma função do cérebro e de que os fenômenos e processos psíquicos devem ser estudados juntamente com os processos fisiológicos. Porém, o que significa estudá-los conjuntamente? Para a investigação psicológica concreta, esta questão é extremamente complexa. O fato é que nenhuma correlação direta entre os processos cerebrais psíquicos e fisiológicos resolveu o problema. As alternativas teóricas que surgem com esse tipo de abordagem direta são bem conhecidas: ou é uma hipótese de paralelismo, com o resultado fatal de levar a uma compreensão da psique como um epifenômeno; ou é a defesa do determinismo fisiológico ingênuo, com uma conseqüente redução da psicologia à fisiologia; ou, finalmente, trata-se de uma hipótese dualista de interação psico-fisiológica, a qual faz com que a psique não-material afete os processos materiais que ocorrem no cérebro. Para o pensamento metafísico, não há, simplesmente, qualquer outra solução; apenas muda a terminologia que diz respeito a todas essas alternativas. Além desse fato, o problema psico-fisiológico tem um significado inteiramente concreto e muito real em seu mais alto grau para a psicologia, porque o psicólogo precisa, constantemente, ter em mente o trabalho dos mecanismos morfofisiológicos. Ele não deve, por exemplo, fazer julgamentos sobre os processos de percepção sem considerar os dados da morfologia e da fisiologia. A forma de percepção como realidade psicológica é, no entanto, algo completamente diferente dos processos cerebrais e de suas constelações das quais parece ser uma função. Parece que temos, aqui, uma questão com várias formas de movimento, e isto necessariamente apresenta um problema ulterior com relação àquelas transições subjacentes que conectam estas formas de movimento. Embora este problema pareça ser acima de tudo um problema metodológico, sua resolução requer uma análise penetrante, como já disse, nos resultados acumulados pelas investigações concretas nos níveis psicológico e fisiológico. Por outro lado, na esfera das problemáticas psicológicas especiais, tem-se focalizado a atenção, cada vez mais, na resolução cuidadosa de...
logia; ou, finalmente, trata-se de uma hipótese dualista de interação psico-fisiológica, a qual faz com que a psique não-material afete os processos materiais que ocorrem no cérebro. Para o pensamento metafísico, não há, simplesmente, qualquer outra solução; apenas muda a terminologia que diz respeito a todas essas alternativas. Além desse fato, o problema psico-fisiológico tem um significado inteiramente concreto e muito real em seu mais alto grau para a psicologia, porque o psicólogo precisa, constantemente, ter em mente o trabalho dos mecanismos morfofisiológicos. Ele não deve, por exemplo, fazer julgamentos sobre os processos de percepção sem considerar os dados da morfologia e da fisiologia. A forma de percepção como realidade psicológica é, no entanto, algo completamente diferente dos processos cerebrais e de suas constelações das quais parece ser uma função. Parece que temos, aqui, uma questão com várias formas de movimento, e isto necessariamente apresenta um problema ulterior com relação àquelas transições subjacentes que conectam estas formas de movimento. Embora este problema pareça ser acima de tudo um problema metodológico, sua resolução requer uma análise penetrante, como já disse, nos resultados acumulados pelas investigações concretas nos níveis psicológico e fisiológico. Por outro lado, na esfera das problemáticas psicológicas especiais, tem-se focalizado a atenção, cada vez mais, na resolução cuidadosa de problemas isolados, no aumento do arsenal técnico do laboratório experimental, no refinamento do aparato estatístico, e no uso das linguagens formais. Sem isto, naturalmente, o progresso na psicologia seria, agora, simplesmente impossível. Porém, é evidente que algo ainda está faltando. É crucial que as questões específicas não tenham prioridade sobre as questões gerais, que os métodos de pesquisa não venham a obscurecer a metodologia. O fato é que um psicólogo que trabalhe com pesquisa e esteja envolvido com o estudo de questões específicas inevitavelmente continua a se confrontar com os problemas metodológicos fundamentais da ciência psicológica. Estes aparecem diante dele, no entanto, sob uma forma obscura, de maneira que a solução das questões específicas parece não depender deles e requer, apenas, a proliferação e o refinamento dos dados empíricos. Uma ilusão de "desmitificação" da esfera dos resultados concretos de pesquisa, que aumenta, ainda mais, a impressão de uma ruptura nas conexões internas entre as bases teóricas marxistas fundamentais para a ciência psicológica e sua acumulação de fatos. Como resultado, forma-se um vácuo peculiar no sistema de conceitos psicológicos para o qual são atraídos, espontaneamente, conceitos gerados por enfoques essencialmente estranhos ao Marxismo. A negligência teórica e metodológica aparece, também, às vezes, na tentativa de se resolverem certos problemas psicológicos puramente ap...
problemas isolados, no aumento do arsenal técnico do laboratório experimental, no refinamento do aparato estatístico, e no uso das linguagens formais. Sem isto, naturalmente, o progresso na psicologia seria, agora, simplesmente impossível. Porém, é evidente que algo ainda está faltando. É crucial que as questões específicas não tenham prioridade sobre as questões gerais, que os métodos de pesquisa não venham a obscurecer a metodologia. O fato é que um psicólogo que trabalhe com pesquisa e esteja envolvido com o estudo de questões específicas inevitavelmente continua a se confrontar com os problemas metodológicos fundamentais da ciência psicológica. Estes aparecem diante dele, no entanto, sob uma forma obscura, de maneira que a solução das questões específicas parece não depender deles e requer, apenas, a proliferação e o refinamento dos dados empíricos. Uma ilusão de "desmitificação" da esfera dos resultados concretos de pesquisa, que aumenta, ainda mais, a impressão de uma ruptura nas conexões internas entre as bases teóricas marxistas fundamentais para a ciência psicológica e sua acumulação de fatos. Como resultado, forma-se um vácuo peculiar no sistema de conceitos psicológicos para o qual são atraídos, espontaneamente, conceitos gerados por enfoques essencialmente estranhos ao Marxismo. A negligência teórica e metodológica aparece, também, às vezes, na tentativa de se resolverem certos problemas psicológicos puramente ap...

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