Whats: (11) 9 9191 6085

VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

Você está em: Página inicial / Terapias / Consciência e Personalidade Página 3
Consciência e Personalidade

Livro: Consciência e Personalidade Página 3

Autor - Fonte: Alexei N. Leontiev

Ir para a página:
...licados. Muito freqüentemente, aparece nas tentativas de se usarem métodos que não têm base científica de forma não-crítica, para fins pragmáticos. Ao se fazerem tentativas como essas, os pesquisadores freqüentemente especulam sobre a necessidade de aproximar mais a psicologia dos problemas reais que se manifestam pelo nível contemporâneo de desenvolvimento da sociedade e pela revolução técnico-científica. A expressão mais flagrante desse tipo de tentativa é a prática do uso impensado de testes psicológicos, geralmente importados dos Estados Unidos. Estou falando, aqui, sobre isso simplesmente porque o uso crescente de testes expõe um dos "mecanismos" que geram direções metodológicas vazias na psicologia. Os testes, como sabemos, são questionários breves, cujo propósito é a revelação (e, às vezes, mensuração) de uma ou outra propriedade ou processo preliminarmente determinado de forma científica. Quando, por exemplo, tornou-se conhecida a reação do tornassol ao ácido, então apareceram os testes de "papel de tornassol" - uma mudança na cor servia como indicador simples da acidez ou da alcalinidade de um líquido que entrasse em contato com o papel; o estudo das propriedades específicas da mudança de cor levaram à formação das bem conhecidas tabelas Stilling, as quais, de acordo com as diferenças nos dados apresentados, possibilitam, com suficiente precisão, fazer julgamentos a respeito da presença ou ausência de uma anomalia da c...
r, ou de seu caráter. Testes desta natureza são amplamente utilizados nas mais variadas áreas de conhecimento e podem ser tidos como "bem fundados", no sentido de que são baseados em conceitos coerentes das interdependências que ligam os resultados dos testes com as propriedades que estão sendo testadas, as condições, ou os processos. Os testes não se emancipam da ciência e não substituem a pesquisa mais escrupulosa. Aqueles testes que servem para disfarçar as dificuldades de adquirir conhecimento psicológico verdadeiramente científico têm uma natureza fundamentalmente diferente. Um exemplo típico de tais testes são os testes de desenvolvimento mental. São baseados no seguinte procedimento: primeiro, é negada a existência de qualquer tipo de dom intelectual; em seguida, é elaborada uma série de questões-problema, das quais são selecionadas aquelas que têm a maior capacidade de diferenciação e, a partir delas, uma "bateria de testes" é construída; finalmente, com base na análise estatística dos resultados de um grande número de tentativas, o número de problemas adequadamente resolvidos que estão incluídos nessa bateria é correlacionado com idade, raça ou classe social das pessoas que estiverem sendo testadas. Uma porcentagem fixa de soluções empiricamente determinada é usada como unidade, e um desvio dessa unidade é registrado como uma fração que expressa o "quociente de inteligência" de dado indivíduo ou grupo. É óbvia a fragilidade na metodologia de tais testes. O único critério para os problemas dos testes é a validade do item, isto é, o grau de correlação entre os resultados dos problemas que estão sendo resolvidos e uma ou outra expressão indireta das propriedades psicológicas que estão sendo testadas. Isto trouxe à existência uma disciplina psicológica especial, a assim chamada testologia. Não é difícil ver que, por trás de tal transformação da metodologia numa disciplina independente, nada mais existe senão a substituição da investigação teórica pelo pragmatismo flagrante. Estou querendo dizer aqui que devemos nos abster dos testes psicológicos? Não, não necessariamente. Dei um exemplo de um teste de inteligência há muito desacreditado a fim de enfatizar mais uma vez a necessidade de uma análise teórica séria até para decidir tais questões, que, à primeira vista, parecem ser estreitamente metódicas. Dei atenção àquelas dificuldades que a psicologia científica vem experimentando, e não disse nada a respeito de suas realizações inquestionáveis e muito substanciais. Porém, é particularmente o reconhecimento dessas dificuldades que forma, por assim dizer, o conteúdo crítico deste livro. Estes não são, no entanto, os únicos fundamentos nos quais se baseiam as posições desenvolvidas aqui. Baseei minhas posições, em muitos casos, em resultados positivos de investigações psicológicas concretas, minhas próprias, assim como aquelas de outro...
idade na metodologia de tais testes. O único critério para os problemas dos testes é a validade do item, isto é, o grau de correlação entre os resultados dos problemas que estão sendo resolvidos e uma ou outra expressão indireta das propriedades psicológicas que estão sendo testadas. Isto trouxe à existência uma disciplina psicológica especial, a assim chamada testologia. Não é difícil ver que, por trás de tal transformação da metodologia numa disciplina independente, nada mais existe senão a substituição da investigação teórica pelo pragmatismo flagrante. Estou querendo dizer aqui que devemos nos abster dos testes psicológicos? Não, não necessariamente. Dei um exemplo de um teste de inteligência há muito desacreditado a fim de enfatizar mais uma vez a necessidade de uma análise teórica séria até para decidir tais questões, que, à primeira vista, parecem ser estreitamente metódicas. Dei atenção àquelas dificuldades que a psicologia científica vem experimentando, e não disse nada a respeito de suas realizações inquestionáveis e muito substanciais. Porém, é particularmente o reconhecimento dessas dificuldades que forma, por assim dizer, o conteúdo crítico deste livro. Estes não são, no entanto, os únicos fundamentos nos quais se baseiam as posições desenvolvidas aqui. Baseei minhas posições, em muitos casos, em resultados positivos de investigações psicológicas concretas, minhas próprias, assim como aquelas de outros cientistas. Constantemente, tive em mente os resultados dessas investigações, apesar de muito raramente, e como ilustrações passageiras, eles serem mencionados de forma direta; na maioria dos casos, são deixados bem fora dos limites deste trabalho. Isto se explica pela necessidade de se evitar longas digressões, com o intuito de revelar as concepções gerais do autor de forma mais gráfica e óbvia. Por esta razão, este livro não pretende ser uma revisão da literatura científica que cobre as questões mencionadas. Muitos trabalhos importantes que o leitor conhece não são citados aqui, embora haja alusão a eles. Uma vez que esta forma de trabalhar pode passar uma impressão errada, devo enfatizar que, mesmo quando esses trabalhos de psicologia não são mencionados, isto não se dá, de forma alguma, porque, na minha opinião, não merecem menção. O mesmo se dá para as fontes filosófico-históricas: sem dificuldade, o leitor detectará julgamentos teóricos que são defendidos implicitamente através da análise de algumas categorias não mencionadas da filosofia clássica pré-marxista. São todas perdas, que só poderiam ser reparadas dentro de um livro novo e ampliado, escrito de forma completamente diferente. Infelizmente, no momento, não tenho oportunidade de fazer isso. Quase todo o livro teórico pode ser lido de formas diferentes, às vezes de uma forma completamente diferente daquela que se mostra para o autor. Por este motivo, quero aproveitar...
s cientistas. Constantemente, tive em mente os resultados dessas investigações, apesar de muito raramente, e como ilustrações passageiras, eles serem mencionados de forma direta; na maioria dos casos, são deixados bem fora dos limites deste trabalho. Isto se explica pela necessidade de se evitar longas digressões, com o intuito de revelar as concepções gerais do autor de forma mais gráfica e óbvia. Por esta razão, este livro não pretende ser uma revisão da literatura científica que cobre as questões mencionadas. Muitos trabalhos importantes que o leitor conhece não são citados aqui, embora haja alusão a eles. Uma vez que esta forma de trabalhar pode passar uma impressão errada, devo enfatizar que, mesmo quando esses trabalhos de psicologia não são mencionados, isto não se dá, de forma alguma, porque, na minha opinião, não merecem menção. O mesmo se dá para as fontes filosófico-históricas: sem dificuldade, o leitor detectará julgamentos teóricos que são defendidos implicitamente através da análise de algumas categorias não mencionadas da filosofia clássica pré-marxista. São todas perdas, que só poderiam ser reparadas dentro de um livro novo e ampliado, escrito de forma completamente diferente. Infelizmente, no momento, não tenho oportunidade de fazer isso. Quase todo o livro teórico pode ser lido de formas diferentes, às vezes de uma forma completamente diferente daquela que se mostra para o autor. Por este motivo, quero aproveitar...

Ir para a página:

WhatsApp: (11) 9 9191 6085
Busca Google