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A Descoberta do Espírito

Livro: A Descoberta do Espírito

Autor - Fonte: Krishnamurti de Carvalho Dias

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...Pensamento Social Espírita 6 O espiritismo é uma ciência fundada no século passado, mais exatamente no ano de 1857, por um pe-dagogo francês, residente em Paris, o professor Rivail (Hipólito Leão Denizard Rivail 1804/1869), o qual era um educador do maior prestígio na sociedade parisien-se, também um autor didático muito publicado. O próprio nome de “espiritismo”, que significa lite-ralmente “ciência do espírito”, também é criação do pro-fessor Rivail, que justificou o então neologismo pela necessidade de se dar nomes novos a fatos novos, pa-ra “maior clareza da linguagem e também se evitar a anfibologia”, que é a multiplicidade de significados para uma mesma palavra. A palavra “espiritismo” traz embutida em si a própria finalidade da disciplina criada, que é o estudo, a pesquisa, o conhecimento a nível científico, de um objeto determi-nado, o “espírito”, nome principalmente da parte não físi-ca, não material, mas apenas psíquica das pessoas, ao conjunto de faculdades intelectuais e morais dos indiví-duos. Essa era a acepção dominante, o significado princi-pal da palavra, que tinha ainda outras aplicações. Quando o professor Rivail forma aquele neologis-mo, então revela sua intenção de fazer da nova matéria científica um instrumento de estudo voltado para esse objeto, o espírito, a mente, a psique, aquela parte invi-sível de nós que se tipifica pela reunião de conceitos como o carácter, o pensamento, a razão...
a emoção, os sentimentos, as faculdades e sentidos, a memória, o juízo, a consciência, a personalidade, a individualidade e a identidade, a inteligência. E que se opõe conceitu-almente à outra parte, que é o corpo. Quem diz “espírito” está-se referindo ao mesmo que “mente”, a esse agregado ideal de conceitos que representa a essência do homem, que é a parte efetiva do ser. No mesmo ato, está abstraindo, excluindo a contra parte corporal, a parte somática, que é mero a-cessório do espírito ou mente, é o corpo perecível, o organismo fisiológico. Estava delineado o campo operatório da nova ciên-cia, indicado o seu objeto formal e sua razão de passar a existir. Propor a criação de uma nova ciência para estudar o espírito era reconhecer e proclamar a exis-tência deste objeto, além do mais, pelo fato de o espíri- A Descoberta do Espírito u Krishnamurti Dias PENSE u Pensamento Social Espírita 7 to, sob o nome de mente ou psique, já ser também alvo de uma outra ciência, a psicologia, isso era sinal de que o professor Hipólito pretendia fazer dele uma nova a-bordagem, repensá-lo de modo diferente da outra disci-plina já existente. De fato, a psicologia enfocava o espírito ou mente sob um prisma muito rígido, assumindo que era um me-ro conceito sem nenhuma consistência própria, isto é, não consistia em nada senão em simplesmente um modo de se apreciar outra coisa, a saber, o próprio or-ganismo fisiológico em uma de suas funções. Em outras palavras, para psicologia, a mente ou espírito não existia por si mesmo, não tinha existência ou consistência própria, reduzindo-se apenas a um mo-do de se ver o funcionamento corporal num de seus aspectos, o psíquico. Essa a diferença entre a psicologia, uma ciência já tradicional, e o espiritismo, era o próprio conceito que cada uma das duas disciplinas fazia sobre o espírito. Para a psicologia, já que o espírito nada era por si e só existia como um conceito formado sobre outra coi-sa, então ao se extinguir esta coisa, (o corpo fisiológi-co), já desaparecia com ele a função nomeada por a-quela palavra: o espírito morria com o corpo. Assim o espírito era um mero componente de certo agregado chamado “vida”, que desaparecia quando o estado de vida era perdido e se desativavam as fun-ções que justamente o formavam. Em abono desse seu ponto de vista, a psicologia lembrava a cessação completa, absoluta, de quaisquer manifestações psíquicas pós-morte. Quer dizer, em vi-da, o espírito se manifestava, mas pós-óbito não, o que parecia fundamentar a posição dessa ciência. Já a ciência espírita entendia que é temerário fe-char a questão assim, pois havia uma porção de outras realidades que não tinham sido anteriormente percebi-das em suas manifestações, em sua existência, e que um belo dia se patentearam, a partir do momento em que as pessoas puderam captá-las. Como boa prova disso estavam os micróbios e os...
ções. Em outras palavras, para psicologia, a mente ou espírito não existia por si mesmo, não tinha existência ou consistência própria, reduzindo-se apenas a um mo-do de se ver o funcionamento corporal num de seus aspectos, o psíquico. Essa a diferença entre a psicologia, uma ciência já tradicional, e o espiritismo, era o próprio conceito que cada uma das duas disciplinas fazia sobre o espírito. Para a psicologia, já que o espírito nada era por si e só existia como um conceito formado sobre outra coi-sa, então ao se extinguir esta coisa, (o corpo fisiológi-co), já desaparecia com ele a função nomeada por a-quela palavra: o espírito morria com o corpo. Assim o espírito era um mero componente de certo agregado chamado “vida”, que desaparecia quando o estado de vida era perdido e se desativavam as fun-ções que justamente o formavam. Em abono desse seu ponto de vista, a psicologia lembrava a cessação completa, absoluta, de quaisquer manifestações psíquicas pós-morte. Quer dizer, em vi-da, o espírito se manifestava, mas pós-óbito não, o que parecia fundamentar a posição dessa ciência. Já a ciência espírita entendia que é temerário fe-char a questão assim, pois havia uma porção de outras realidades que não tinham sido anteriormente percebi-das em suas manifestações, em sua existência, e que um belo dia se patentearam, a partir do momento em que as pessoas puderam captá-las. Como boa prova disso estavam os micróbios e os novos corpos celestes, que existem como parte da rea- A Descoberta do Espírito u Krishnamurti Dias PENSE u Pensamento Social Espírita 8 lidade natural, dotados da maior materialidade e todavia tinham ficado invisíveis, desconhecidos, o tempo todo, até serem descobertos pela ciência algumas décadas atrás, apenas, da criação do espiritismo, passando a fazer parte inarredável do conhecimento científico, des-de então. Podia muito bem acontecer o mesmo com o espíri-to, que após a morte corporal podia entrar em uma fase de “silêncio”, uma espécie de eclipsamento, não ser detectado justamente por falta de meios de acessá-lo nessa nova condição. Quer dizer, continuava existindo só que sem recursos de ser percebido, tal como antes os micróbios. Era um argumento de peso. O espiritismo se baseava em uma série de ocor-rências, de acontecimentos materiais, que vinham-se registrando havia uma década, desde então, em escala mundial, os quais obviamente continham espírito, ti-nham conteúdos intelectuais, pois pareciam refletir o caráter, a inteligência, a psicologia humana, vale dizer, o espírito. Tratava-se de coisas então chamadas de “mesas girantes”, “mesas dançantes” mais tarde “mesas falan-tes” ou “escreventes” ou ainda de “raps” e “echoes”, “knockings” (hoje são chamadas genericamente de poltergeist). Em toda parte, mesas e outros objetos também, podiam-se mover por si mesmos, sem nenhuma impul-são visível de...
novos corpos celestes, que existem como parte da rea- A Descoberta do Espírito u Krishnamurti Dias PENSE u Pensamento Social Espírita 8 lidade natural, dotados da maior materialidade e todavia tinham ficado invisíveis, desconhecidos, o tempo todo, até serem descobertos pela ciência algumas décadas atrás, apenas, da criação do espiritismo, passando a fazer parte inarredável do conhecimento científico, des-de então. Podia muito bem acontecer o mesmo com o espíri-to, que após a morte corporal podia entrar em uma fase de “silêncio”, uma espécie de eclipsamento, não ser detectado justamente por falta de meios de acessá-lo nessa nova condição. Quer dizer, continuava existindo só que sem recursos de ser percebido, tal como antes os micróbios. Era um argumento de peso. O espiritismo se baseava em uma série de ocor-rências, de acontecimentos materiais, que vinham-se registrando havia uma década, desde então, em escala mundial, os quais obviamente continham espírito, ti-nham conteúdos intelectuais, pois pareciam refletir o caráter, a inteligência, a psicologia humana, vale dizer, o espírito. Tratava-se de coisas então chamadas de “mesas girantes”, “mesas dançantes” mais tarde “mesas falan-tes” ou “escreventes” ou ainda de “raps” e “echoes”, “knockings” (hoje são chamadas genericamente de poltergeist). Em toda parte, mesas e outros objetos também, podiam-se mover por si mesmos, sem nenhuma impul-são visível de...

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