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Aventura no deserto

Livro: Aventura no deserto

Autor - Fonte: Rosemary Carter

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... Título original: “Desert Dream”
Publicado originalmente em 1980 pela Mills & Boon Ltd., Londres, Inglaterra
Tradução: Rilda Machado Lorch
Copyright para a língua portuguesa: 1985
Abril SA. Cultural — São Paulo
Esta obra foi composta na Linoart Ltda. e impressa na Divisão Gráfica da
Editora Abril S.A.
Foto da capa: Keystone



“Fraser, eu não dormiria com você nem que fosse o último homem da Terra!”

Dessa ver Corey tinha sido ousada demais, achando que poderia passar por um rapazinho num acampamento só de homens, em pleno deserto africano. Tudo para fotografar um painel que ilustraria o livro de seu pai!
E agora? Como faria para mudar de roupa diante dos aventureiros, se mal disfarçava seu corpo delicado por trás daquelas roupas largas? Pior: como faria para conter seu coração enlouquecido, seus olhares carregados de desejo diante de Fraser Mallory, o chefe da expedição?





PROJETO REVISORAS


Este livro faz parte de um projeto sem fi
s lucrativos.
Sua distribuição é livre e sua comercialização estritamente proibida.
Cultura: um bem universal.

Digitalização: Palas Atenéia
Revisão: Edith Suli

CAPÍTULO I


Corey estacionou o carro na garagem ao lado de sua casa e correu para dentro, a fim de abrigar-se da chuva intensa. Se não estivesse imersa em preocupações, provavelmente teria notado que as nuvens escuras ocultavam por completo o pico da Table Mountain e o oceano, numa promessa de que o tempo não melhoraria tão cedo.
Assim que entrou no hall aspirou fundo, deliciando-se com o aroma de chá de menta e de bolo, que na certa o pai preparara para recepcioná-la.
Passou as mãos pelos longos cabelos loiros e dirigiu-se à sala de estar para cumprimentar John Latimer.
— Olá, papai! Chegou há muito tempo?
Concentrado na leitura de uma revista, o senhor de cabelos grisalhos e porte altivo nem levantou os olhos, antes de responder, distraído:
— Faz meia hora.
— Ainda bem que veio sem problemas. A neblina está cada vez pior, e a visibilidade é quase nula. Logo o trânsito estará completamente congestionado.
— Humm…
Normalmente John Latimer esperava com impaciência a chegada da filha. Por isso Corey estranhou aquele seu comportamento indiferente.
— Que artigo é esse? Algo de interessante?
— Muito…
— De qde se trata? O senhor parece tão preocupado.
— Fraser Mallory vai chefiar uma expedição ao deserto.
— Qual deserto?
— O Kalahari. Venha ver no mapa.
Debruçando-se sobre a confortável poltrona de espaldar alto, Corey estudou o desenho que o pai lhe indicava com a ponta do dedo. Tratava-se de uma estreita faixa fronteiriça, localizada no sudoeste da África, uma região praticamente despovoada. Sem dúvida, o pequeno mapa nada representaria para uma pessoa comum. Entretanto, Corey crescera ouvindo histórias a respeito das pinturas fascinantes feitas sobre rochas, descobertas ao longo de exaustivas marchas pelo deserto escaldante, e compreendia muito bem o quanto aquilo significava para o pai.
— Já sabia desta expedição, papai?
— Não. Já passei da idade de ser convidado para esse tipo de aventura.
Durante a juventude, John Latimer tomara parte de inúmeras excursões, concretizando importantes achados arqueológicos. O resultado dessa vida inteira dedicada ao estudo e à ciência havia lhe valido várias condecorações, além de um prestígio inabalável junto aos intelectuais ligados à área. Apesar disso, ele só se sentiria realizado depois que conseguisse concretizar o grande sonho de sua vida: provar a existência de um friso, pintado por uma extinta tribo de bosquímanos.
— Está pensando no célebre friso, papai?
— Acertou, minha querida. Ele está lá, exatamente na faixa que limita o deserto do Kalahari.
Impressionada pela súbita expressão de entusiasmo que iluminava o rosto curtido do velho, ela ajoelhou-se ao seu lado.
— Tem tanta certeza assim da existência dele?
...

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