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A Morte e o Seu Mistério - Vol II

Livro: A Morte e o Seu Mistério - Vol II

Autor - Fonte: Camille Flammarion

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...OS FATOS EXPOSTOS NO PRIMEIRO VOLUME PROVAM IRREFUTAVELMENTE A EXISTÊNCIA DA ALMA? Tenhamos olhos para ver, Espírito para julgar. As exigências do método experimental são a sua força. Quanto mais severos formos à aceitação e na interpretação dos fatos, mais solidamente estabeleceremos a nossa demonstração. Antes de irmos mais longe, não deixemos nenhuma dúvida atrás de nós e verifiquemos se é absolutamente certo que as quatrocentas páginas precedentes provam à existência da alma como entidade independente do corpo e se as faculdades supranormais de que assinalamos as manifestações (pressentimentos, a visão do futuro, à vontade atuando sem o auxílio da palavra e sem nenhum sinal, telepatia, vista a distância, ação do espírito fora dos sentidos físicos) não poderiam, em rigor, atribuir-se a propriedades desconhecidas do nosso organismo vital. O Homem conhece-se inteiramente a si mesmo? Completou-se a sua evolução? Estas faculdades psíquicas transcendentes não poderiam pertencer ao cérebro? Tudo deve estudar com livre exame, com inteira liberdade de consciência, sem nenhuma idéia preconcebida, sem peias de qualquer sistema. Os fatos seguintes demonstrarão, à saciedade, a verdade da nossa tese pelas manifestações observadas à volta da morte e depois da morte. Mas parece-me útil responder sem demora a algumas objeções possíveis. Eis em primeiro lugar, a inicial, a do valor contestável do testemunho humano: Temos...
videnciado mais duma vez a frouxidão científica desses testemunhos e sabemos que o nosso dever é desconfiar deles constantemente. São incertos, variam com o tempo, e não se harmonizam mesmo com os acontecimentos atuais em que a unanimidade devia ser habitual. Vê-se mal. Cada pessoa vê com seus olhos e com seu espírito (mesmo nas observações astronômicas, tão exatas: é o que se chama a equação pessoal). Os relatos das testemunhas dum mesmo fato variam entre si e, por outro lado, as recordações modificam-se fàcilmente, admitindo-se perfeita boa fé e sinceridade absoluta - o que nem sempre acontece. Reconhecemos também que, em nossa singular espécie humana, se encontram inconscientes e farsistas desprovidos de todo o escrúpulo, de todo o sentimento de honra ou de simples honestidade. Temos de guardar constantemente extrema circunspeção. Mas, dai a recusar tudo, a 2 tudo negar há um abismo que os negativistas intransigentes não parecem medir. Apesar da reconhecida incerteza dos testemunhos históricos, parece bem difícil duvidar de que o Rei Henrique IV tivesse sido apunhalado em Paris, a 14 de Maio de 1610, na Rua da Ferronnerie, por um indivíduo chamado Ravaillac; de que o Rei Luís XIV houvesse revogado o édito de Nantes, empobrecendo a França de cidadãos excelentes; de que o corpo de Napoleão repouse hoje num sarcófago de mármore sob a cúpula dos Inválidos, e de que certos exércitos se hajam entrechocado nas regiões de Este, de 3 de Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918. Podemos todos convir, ao que parece, sem nos comprometermos muito, em que Luís XVI foi guilhotinado. Certos homens não podem formar uma opinião franca. Teriam até medo de se expor a um desaire, afia mando que o óleo de rícino seja purgativo. Há limites para o cepticismo e para a incredulidade. As argúcias e os sofismas da mais sutil dialética não impedem que os fatos existam. Por outra parte, objeta-se, às vezes, que as narrações extraordinárias, de que aqui se discute o valor e o alcance, são mais depressa assinaladas pelas pessoas vulgares que pelos sábios costumados aos rigores do método experimental. Que há nisto de surpreendente? Não será a imensa maioria da espécie humana composta de triviais ignorantes? Poder-se-á contar, entre mil pessoas, um espírito científico? Existirão, em França, quarenta mil desses espíritos e um milhão e seiscentos mil em todo o globo? Admitamo-lo. São poucos os pensadores na nossa Humanidade atual. O que nela mais há são comerciante!. Pois bem, não será esta proporção comparável à das observações psíquicas? Infelizmente, em geral, as pessoas que pertencem às classes superiores da sociedade - sábios, eruditos, artistas, escritores, magistrados, sacerdotes, médicos, etc.- mantêm-se em discreta reserva, como se tivessem medo de falar. Não são completamente livres, têm interesses a salvaguardar, e cala-se, ao passo que os ou...
e Este, de 3 de Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918. Podemos todos convir, ao que parece, sem nos comprometermos muito, em que Luís XVI foi guilhotinado. Certos homens não podem formar uma opinião franca. Teriam até medo de se expor a um desaire, afia mando que o óleo de rícino seja purgativo. Há limites para o cepticismo e para a incredulidade. As argúcias e os sofismas da mais sutil dialética não impedem que os fatos existam. Por outra parte, objeta-se, às vezes, que as narrações extraordinárias, de que aqui se discute o valor e o alcance, são mais depressa assinaladas pelas pessoas vulgares que pelos sábios costumados aos rigores do método experimental. Que há nisto de surpreendente? Não será a imensa maioria da espécie humana composta de triviais ignorantes? Poder-se-á contar, entre mil pessoas, um espírito científico? Existirão, em França, quarenta mil desses espíritos e um milhão e seiscentos mil em todo o globo? Admitamo-lo. São poucos os pensadores na nossa Humanidade atual. O que nela mais há são comerciante!. Pois bem, não será esta proporção comparável à das observações psíquicas? Infelizmente, em geral, as pessoas que pertencem às classes superiores da sociedade - sábios, eruditos, artistas, escritores, magistrados, sacerdotes, médicos, etc.- mantêm-se em discreta reserva, como se tivessem medo de falar. Não são completamente livres, têm interesses a salvaguardar, e cala-se, ao passo que os outros falam. Esta pusilanimidade, esta cobardia, é absolutamente desprezível. De que é que se tem medo? Negar os fatos, por ignorância, é desculpável. Mas, não ter a coragem de confessar o que se viu, que miséria! Há mais criminosos além dos que estão presos: - são os homens cultos que conhecem as verdades e não ousam revelá-las por temerem o ridículo ou por interesse pessoal. Tenho encontrado, durante a minha carreira, mais de um destes homens de ciência, muito inteligentes, muito instruídos, que foram testemunhas ou tiveram conhecimento de fatos metafísicos irrecusáveis, que não duvidam da existência inegável desses fenômenos, e não têm a coragem de o dizer, por um sentimento de mesquinhez imperdoável nos espíritos de real valor, ou que cochicham misteriosamente, com medo de serem ouvidos os seus depoimentos, que seriam de considerável peso para a vitória da verdade. 3 Tais homens são indignos do nome de sábios. Muitos pertencem ao que se chama alta sociedade e receiam desacreditar-se, mostrando-se crédulos, embora creiam, entretanto, em dogmas muito discutíveis. Poderia escrever aqui o nome dum membro do Instituto, de verdadeiro mérito científico, que seria uma testemunha competente sobre os fenômenos metafísicos estudados nesta obra, mas que não quer e nada ousa confessar, porque é católico praticante e porque o seu diretor espiritual lhe declarou que se deve deixar à autoridade da Igreja o domínio dessas ques...
tros falam. Esta pusilanimidade, esta cobardia, é absolutamente desprezível. De que é que se tem medo? Negar os fatos, por ignorância, é desculpável. Mas, não ter a coragem de confessar o que se viu, que miséria! Há mais criminosos além dos que estão presos: - são os homens cultos que conhecem as verdades e não ousam revelá-las por temerem o ridículo ou por interesse pessoal. Tenho encontrado, durante a minha carreira, mais de um destes homens de ciência, muito inteligentes, muito instruídos, que foram testemunhas ou tiveram conhecimento de fatos metafísicos irrecusáveis, que não duvidam da existência inegável desses fenômenos, e não têm a coragem de o dizer, por um sentimento de mesquinhez imperdoável nos espíritos de real valor, ou que cochicham misteriosamente, com medo de serem ouvidos os seus depoimentos, que seriam de considerável peso para a vitória da verdade. 3 Tais homens são indignos do nome de sábios. Muitos pertencem ao que se chama alta sociedade e receiam desacreditar-se, mostrando-se crédulos, embora creiam, entretanto, em dogmas muito discutíveis. Poderia escrever aqui o nome dum membro do Instituto, de verdadeiro mérito científico, que seria uma testemunha competente sobre os fenômenos metafísicos estudados nesta obra, mas que não quer e nada ousa confessar, porque é católico praticante e porque o seu diretor espiritual lhe declarou que se deve deixar à autoridade da Igreja o domínio dessas ques...

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