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VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

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A Proclamação do Evangelho

Livro: A Proclamação do Evangelho Página 2

Autor - Fonte: Karl Barth

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...nstração intelectual, expondo mais ou menos longamente certas teorias. Não há outra prova de Deus que aquela que o próprio Deus traz. Nós não temos que expor a verdade de Deus sob uma forma estética usando imagens inúteis ou apresentando Jesus Cristo através de efusões sentimentais. Quando Paulo diz aos Gálatas que ele colocou diante de seus olhos Jesus crucificado, ele não faz alusão a discursos nos quais teria usado artifícios estéticos para tocar a imaginação de seus ouvintes. Para ele, descrever Jesus Cristo é anunciar sem floreio. Nós estamos sob o mandamento: "não farás nenhuma imagem, nem semelhança". Desde que Deus deve Ele mesmo dizer Sua verdade, Sua Palavra, é proibido ao pregador imiscuir-se nessa Palavra com sua arte e sua ciência. Deste ponto de vista, a figura de Cristo na arte, o crucifixo, na Igreja, assim como a apresentação de imagens espirituais de Deus, tornam-se problemáticas. b) O pregador não deve procurar estabelecer a realidade de Deus. Sua tarefa é construir o Reino de Deus. Ele deve conduzir a uma decisão. Sua mensagem deve ser autêntica e comunicar alguma coisa viva. Ele deve por a nu a situação do homem e o colocar assim diante de Deus. Contudo, ele ultrapassa já seus limites desde que essa confrontação com Deus é concebida (Kierkegaard) como uma "doença que leva à morte". Certamente, esta expressão supõe coisas que estão implícitas na pregação, mas ela concerne à ação de Deus. Que o homem não...
intervenha no que não é de sua alçada. Se se pretende que o homem deve se converter, fazer compartilhar sua fé por aquele a quem ele se dirige, isso não deve ser entendido senão neste sentido: ter consciência do que se produz por ocasião de seu testemunho. Crer, para o pregador, é olhar para Cristo de tal forma, que perante a assembléia não dê a entender que ele dispõe de Cristo e do Espírito, e que é ele que tem a iniciativa do que está sendo feito. Deus não é um Deus ocioso: é Ele que é o autor da obra que se realiza. Nós não podemos agir senão em obediência à nossa tarefa, e não como pessoas que se teriam dado a si mesmas seu programa e seu objetivo. Nossa pregação não é qualitativamente diferente da dos profetas e dos apóstolos que "viram e tocaram", mas ela difere pelo fato de que se produz em um outro momento histórico. Os profetas e os apóstolos se situam no momento da revelação histórica cujo documento é a Escritura. Nós damos testemunho da Revelação. Mas se Deus fala servindo-se de nossa palavra, então, na realidade, se cumpre este evento: os profetas e os apóstolos estão aí, mesmo se é um simples pastor que fala. Entretanto, devemos ignorar este papel e não nos engrandecer como profetas; se Cristo se digna fazer-se presente por ocasião da nossa palavra, é precisamente porque há nela um ato do próprio Deus, não de nós. O fato de que as coisas se passam assim, tira das mãos do pregador todas as pretensões a um programa imaginado por ele. Assim, toda iniciativa autônoma tanto para um fim teórico – vir com um tema, um assunto – como para um fim prático – levar os ouvintes a uma determinada atitude – uma tal tentativa não seria outra coisa que um atentado ao que o próprio Deus deseja fazer na pregação. Se o pregador se dá por tarefa expor uma idéia sob uma forma qualquer – mesmo se esta idéia resulta de uma exegese séria e adequada – então não é a Escritura que fala, mas fala-se sobre ela. Para ser positivo, a pregação deve ser uma explicação da Escritura. Eu não tenho que falar "sobre", mas "de", tirando da Escritura o que eu digo. Eu não tenho que dizer, mas que redizer. Para que só Deus fale, nenhum tema, nenhum objetivo tirado de minha própria natureza deve intervir. Talvez eu tivesse que me perguntar se não me deixei influenciar por alguma idéia própria ou se não tive a impressão de chegar a uma unidade que só Deus poderia criar. Como quer que seja, sigamos o movimento particular do texto, detenhamo-nos aí, e não nos coloquemos questões sobre um tema que poderia, ao que nos parece, se desprender do texto. Em relação ao que acabamos de dizer, a escolha do texto pode representar um perigo, no sentido de que se escolhe um texto relacionado com o assunto que se gostaria de tratar: recorrer à Bíblia para extrair alguma coisa que iria bem com os meus pensamentos! É já suficientemente perigoso ter que falar com um texto particular a uma c...
rograma imaginado por ele. Assim, toda iniciativa autônoma tanto para um fim teórico – vir com um tema, um assunto – como para um fim prático – levar os ouvintes a uma determinada atitude – uma tal tentativa não seria outra coisa que um atentado ao que o próprio Deus deseja fazer na pregação. Se o pregador se dá por tarefa expor uma idéia sob uma forma qualquer – mesmo se esta idéia resulta de uma exegese séria e adequada – então não é a Escritura que fala, mas fala-se sobre ela. Para ser positivo, a pregação deve ser uma explicação da Escritura. Eu não tenho que falar "sobre", mas "de", tirando da Escritura o que eu digo. Eu não tenho que dizer, mas que redizer. Para que só Deus fale, nenhum tema, nenhum objetivo tirado de minha própria natureza deve intervir. Talvez eu tivesse que me perguntar se não me deixei influenciar por alguma idéia própria ou se não tive a impressão de chegar a uma unidade que só Deus poderia criar. Como quer que seja, sigamos o movimento particular do texto, detenhamo-nos aí, e não nos coloquemos questões sobre um tema que poderia, ao que nos parece, se desprender do texto. Em relação ao que acabamos de dizer, a escolha do texto pode representar um perigo, no sentido de que se escolhe um texto relacionado com o assunto que se gostaria de tratar: recorrer à Bíblia para extrair alguma coisa que iria bem com os meus pensamentos! É já suficientemente perigoso ter que falar com um texto particular a uma comunidade particular, e numa situação concreta. Pode ser que nessa situação concreta, Deus fale e realize um milagre. Todavia nós não devemos integrar antecipadamente o milagre em nossa pregação, pois de outra forma, seria fácil para o pregador tornar-se um papa que se permitiria apresentar, em sua comunidade, suas idéias pessoais como sendo Palavra de Deus. Vejamos agora o aspecto positivo desta afirmação: a pregação deve ser conforme a Revelação. Devemos partir do fato de que o próprio Deus deseja revelar-se; é Ele que deseja testemunhar sua Revelação; é Ele que a realizou e que a deseja realizar. Assim, a pregação tem lugar na obediência, escutando a vontade de Deus. Eis aí o evento no qual o pregador se acha engajado, que faz parte de sua vida e que comanda sua pregação, tanto no seu conteúdo como em sua forma. A pregação não um ato neutro nem uma ação entre dois parceiros. Ela não pode ser senão soberania da parte de Deus, obediência da parte do homem. Somente quando a pregação é dirigida por esta relação, é que ela pode ser encarada como Kerigma, isto é, como uma nova anunciada por um arauto, que cumpre assim sua tarefa. Então, o pregador é todo-poderoso. Mas, para ser todo-poderoso, ele tem necessidade da onipotência de quem o enviou. O Kerigma significa então: vir da epifania de Cristo para ir em direção ao Dia do Senhor. Assim, é neste duplo movimento: "Deus se revelou", "Deus se revelará", que consiste a pregaç...
omunidade particular, e numa situação concreta. Pode ser que nessa situação concreta, Deus fale e realize um milagre. Todavia nós não devemos integrar antecipadamente o milagre em nossa pregação, pois de outra forma, seria fácil para o pregador tornar-se um papa que se permitiria apresentar, em sua comunidade, suas idéias pessoais como sendo Palavra de Deus. Vejamos agora o aspecto positivo desta afirmação: a pregação deve ser conforme a Revelação. Devemos partir do fato de que o próprio Deus deseja revelar-se; é Ele que deseja testemunhar sua Revelação; é Ele que a realizou e que a deseja realizar. Assim, a pregação tem lugar na obediência, escutando a vontade de Deus. Eis aí o evento no qual o pregador se acha engajado, que faz parte de sua vida e que comanda sua pregação, tanto no seu conteúdo como em sua forma. A pregação não um ato neutro nem uma ação entre dois parceiros. Ela não pode ser senão soberania da parte de Deus, obediência da parte do homem. Somente quando a pregação é dirigida por esta relação, é que ela pode ser encarada como Kerigma, isto é, como uma nova anunciada por um arauto, que cumpre assim sua tarefa. Então, o pregador é todo-poderoso. Mas, para ser todo-poderoso, ele tem necessidade da onipotência de quem o enviou. O Kerigma significa então: vir da epifania de Cristo para ir em direção ao Dia do Senhor. Assim, é neste duplo movimento: "Deus se revelou", "Deus se revelará", que consiste a pregaç...

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