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A Morte e o Seu Mistério - Vol III

Livro: A Morte e o Seu Mistério - Vol III

Autor - Fonte: CAMILLE FLAMMARION

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...CAMILLE FLAMMARION I PESQUISA GERAL SOBRE A REALIDADE DAS MANIFESTAÇÕES DE MORTOS As verdades matemáticas só podem ser julgadas por matemáticos. Eu desprezo o julgamento dos mateólogos ignorantes. COPERNICO (Dedicatória do seu livro ao Papa, 1543.) Cada qual só deveria julgar do que entendesse. O bom senso Nosso volume «A Volta da Morte», segundo dessa trilogia metapsíquica, deu aos seus leitores a certeza dos fantasmas de vivos, das aparições e manifestações de moribundos, produzindo-se a qualquer distância, transmissões telepáticas irrecusáveis, e terminou com esta interrogação: «Nos Obteremos as mesmas provas de autenticidade, a mesma certeza quanto à existência real dos mortos ?» «Eis um livro de boa fé» dizia Montaigne em seus inesquecíveis «Ensaios» : deve caber a mesma afirmação para esta obra. Chegamos à porta do templo fechado. Mas já esta porta pareceu entreabrir-se em nossas excursões à fronteira dos dois mundos. Este terceiro volume tem por fim estabelecer a sobrevivência por meio de fatos observados, e isto pelo mesmo método experimental, independentemente de qualquer crença religiosa. O raciocínio e a meditação podem auxiliar na pesquisa da verdade; mas não são suficientes, não o foram até hoje para descobri-la. A observação positiva é indispensável para nos convencer. As teorias de nada valem quando não se esteiam em realidades . Ora, é de notar que a questão por excelência capital...
qual a de sabermos se somos efêmeros ou duradouros, se sobrevivemos à morte, ficou até hoje fora do quadro das ciências clássicas. O habitante da Terra é um ente 2 esquisito: vive num planeta sem saber onde está, sem ter a curiosidade de indagá-lo de si mesmo e sem procurar conhecer a sua própria natureza! E\\\' chegado o tempo de atacar a fortaleza da ignorância secular, e isso sem dissimular dificuldade alguma, objeção alguma. Antes de nos entregarmos a nossas pesquisas e para não nos expormos a perder nosso tempo - pois não há coisa mais absurda que o tempo perdido -, parece-me que meu primeiro dever, como sinal de respeito para com os inúmeros leitores que me honram com a sua atenção, será de abranger, sob a mesma rubrica de recapitulação, as comunicações aos milhares que me foram dirigidas, aduzindo-lhes outras tantas feitas em outros países e em todas as épocas, e ver se algumas se apresentam com tal evidência que nos prometam a certeza desejada, libertem-nos do temor formulado aqui, autorizando-nos a tomar em consideração o assunto a examinar. Teremos ocasião de classificar mais tarde, em diversas categorias, os fenômenos observados. Façamos, pois, primeiro um ligeiro exame que ilumine espontaneamente nosso campo de estudos . Das 4.800 cartas que recebi dos correspondentes com os quais estava - ou estive depois - em relações e cuja sinceridade e valor moral pude apreciar, dessas só destaquei algumas centenas de observações, dentre as que me pareceram inatacáveis. Agi exatamente como agimos para com as compilações científicas, quando publicamos uma observação astronômica, meteorológica, geológica e mesmo com maior severidade. Nada de romances, nada de fantasias. Estrita observação. Os leitores que acusariam esta obra, ou a precedente, «O Desconhecido»,, de falta de método, demonstrariam que tiveram a preguiça de examinar seriamente o assunto ou que realmente estão desprovidos do espírito de análise . Não tenhamos nenhum preconceito, nem religioso, nem anti-religioso. Nas crenças menos argumentadas, descobre-se muitas vezes um fundo de verdade mal interpretada. Observemos com independência e formemos nosso juízo . Há espíritos obtusos . Não os imitemos . - «Eu, dizia um dia certo negador impenitente a um livre pesquisador, só acredito no que posso compreender. » - E todos sabem que o senhor em nada acredita! - retorquiu o interlocutor. Os princípios do método científico nos ordenam de receber as narrações de fenômenos, fora do natural, com a máxima circunspeção, considerando-os a priori como suspeitos, precisamente porque são extraordinários e inexplicáveis. E é difícil, à primeira vista, de aquilatar qual o valor dos narradores, a respeito da sua própria sinceridade e do seu equilíbrio mental. Poderia citar mais de um pseudo-historiador fazendo pouco caso do respeito à verdade. O nome do signatário não é sempre um...
bservações, dentre as que me pareceram inatacáveis. Agi exatamente como agimos para com as compilações científicas, quando publicamos uma observação astronômica, meteorológica, geológica e mesmo com maior severidade. Nada de romances, nada de fantasias. Estrita observação. Os leitores que acusariam esta obra, ou a precedente, «O Desconhecido»,, de falta de método, demonstrariam que tiveram a preguiça de examinar seriamente o assunto ou que realmente estão desprovidos do espírito de análise . Não tenhamos nenhum preconceito, nem religioso, nem anti-religioso. Nas crenças menos argumentadas, descobre-se muitas vezes um fundo de verdade mal interpretada. Observemos com independência e formemos nosso juízo . Há espíritos obtusos . Não os imitemos . - «Eu, dizia um dia certo negador impenitente a um livre pesquisador, só acredito no que posso compreender. » - E todos sabem que o senhor em nada acredita! - retorquiu o interlocutor. Os princípios do método científico nos ordenam de receber as narrações de fenômenos, fora do natural, com a máxima circunspeção, considerando-os a priori como suspeitos, precisamente porque são extraordinários e inexplicáveis. E é difícil, à primeira vista, de aquilatar qual o valor dos narradores, a respeito da sua própria sinceridade e do seu equilíbrio mental. Poderia citar mais de um pseudo-historiador fazendo pouco caso do respeito à verdade. O nome do signatário não é sempre uma garantia. A narração muito simples de uma observação feita por testemunha atenta e sóbria, sem preterição literária, é muitas vezes de melhor qualidade que a de um escritor profissional. Podemos até pensar que um romancista, habituado a inventar 3 ficções, seja muito capaz de apresentar fatos falsos como realidades e isso sem o mínimo remorso. Todas as narrações devem ser, a priori, consideradas como suspeitas, porém declará-las toda inadmissível é simplesmente estupidez. Existem fatos reais. Apesar da incerteza das testemunhas históricas, peço licença para repetir a afirmação que Luís XVI morreu na guilhotina, a 2l de Janeiro de 1793, em Paris, e que o cadáver embalsamado de Napoleão jaz no sarcófago de mármore doa Inválidos . Procedamos assim: 1° com prudência; 2° com toda a liberdade de apreciação . O método que aqui adotamos para este estudo parece-nos o mais seguro, o mais inatacável. Verificamos, na segunda parte dessa obra, que a alma ao separar-se do corpo manifesta-se de maneiras diferentes, muitas vezes a grande distância do lugar do falecimento. Mas essas manifestações poderiam provir do ser humano ainda vivo, pois o momento preciso da morte é extremamente difícil de se marcar, psicologicamente falando. Vimos passar diante de nossos olhos fenômenos diversos que se produziram num estado psíquico intermediário entre a vida e a morte e que não parecem ser manifestações de mortos. Não quisemos di...
a garantia. A narração muito simples de uma observação feita por testemunha atenta e sóbria, sem preterição literária, é muitas vezes de melhor qualidade que a de um escritor profissional. Podemos até pensar que um romancista, habituado a inventar 3 ficções, seja muito capaz de apresentar fatos falsos como realidades e isso sem o mínimo remorso. Todas as narrações devem ser, a priori, consideradas como suspeitas, porém declará-las toda inadmissível é simplesmente estupidez. Existem fatos reais. Apesar da incerteza das testemunhas históricas, peço licença para repetir a afirmação que Luís XVI morreu na guilhotina, a 2l de Janeiro de 1793, em Paris, e que o cadáver embalsamado de Napoleão jaz no sarcófago de mármore doa Inválidos . Procedamos assim: 1° com prudência; 2° com toda a liberdade de apreciação . O método que aqui adotamos para este estudo parece-nos o mais seguro, o mais inatacável. Verificamos, na segunda parte dessa obra, que a alma ao separar-se do corpo manifesta-se de maneiras diferentes, muitas vezes a grande distância do lugar do falecimento. Mas essas manifestações poderiam provir do ser humano ainda vivo, pois o momento preciso da morte é extremamente difícil de se marcar, psicologicamente falando. Vimos passar diante de nossos olhos fenômenos diversos que se produziram num estado psíquico intermediário entre a vida e a morte e que não parecem ser manifestações de mortos. Não quisemos di...

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