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Matéria: A Virtualidade do Mundo Material

Autor - Fonte: Marcos Spagnuolo Souza

Os astros, planetas, os corpos humanos, a natureza e as coisas captadas pelos sentidos, inclusive a nossa psique que denominamos de ego, são construções virtuais. Em decorrência dessa situação, o mestre judeu salientou que o seu reino, ou seja, seu mundo, não é aqui e sim em outra dimensão e foi enfático ao dizer para não acumularmos nenhum tipo de tesouro nesse mundo das ilusões.

Em síntese, nós, seres humanos, já nascemos, vivemos e morremos em um mundo que não é real e, sim, uma ilusão. Não sabemos como essa grande ilusão foi construída, mas sabemos que ela existe e estamos inseridos nessa virtualidade de modo totalmente inconsciente. A prova indubitável que tudo não passa de uma construção sem nenhum fundamento é que o campo de força, pertencente a uma dimensão que desconhecemos, nulifica tudo que aqui existe, transformando-o em energia primordial. Esse campo de força destrói todas as galáxias, estrelas e planetas, decompondo todas as formas, porque nenhuma delas é real, tudo é artificialmente construído e esse movimento de desintegração inclui os nossos corpos e os egos, nada sobrando do que pensamos que somos. Cada forma é destruída em períodos que variam de minutos, horas, dias, anos, séculos e milênios.

Os antigos xamãs comparavam essa energia apocalíptica como sendo uma grande águia de proporções gigantescas que se alimentava de todas as formas existentes e do ego de cada pessoa que passava pela morte. No antigo Eg to, o monstro Ahmit, misto de crocodilo, leão e hipopótamo, devorava as almas dos mortos que não conseguiram atingir a verdade. Na cultura vedanta, Shiva Natarajá dança sob um halo de chamas cósmicas e em sua mão, segura o fogo para destruir o mundo conhecido e na outra mão, ele segura um tambor para saudar a nova ordem, o novo mundo. Importante salientarmos que a morte é justamente a desintegração do tempo, do espaço e das formas que representam a virtualidade.

Em muitas culturas antigas a energia responsável pela destruição é representada pelo fogo, pela água, pelo inferno e julgamento final, onde alguns serão salvos e outros passarão a não mais existir. O antigo mestre judeu foi enfático ao dizer: “as árvores que não derem frutos deverão ser atiradas ao fogo para serem eliminadas”.

Em oposição ao mundo da irrealidade, temos o universo das consciências representadas por pontos de luz que são indestrutíveis. As consciências são indicadas como sendo filhas de deus, as bem-aventuradas, as luzes do mundo, os anjos. Inúmeras culturas, principalmente as mais antigas, referem-se ao campo transcendente como sendo morada dos deuses, campo celestial, morada das consciências que conseguiram suplantar o mundo das ilusões. O Professor Dumbledore, sorrindo para Harry Potter disse: “Afinal, para a mente bem estruturada a morte é apenas a grande aventura seguinte”.

por Marcos Spagnuolo Souza - marcospagnuolo@uol.com.br


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