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Aprendendo com quem se ama

Matéria: Aprendendo com quem se ama

Autor - Fonte: Maria Silvia Orlovas

Acho que a maioria de nós procura encontrar nas pessoas reflexos do seu mundo interior. Mesmo quando procuramos fazer novos amigos ou encontrar um amor, logo queremos saber tudo da outra pessoa para entender onde estamos amarrando nossos sonhos. Agimos sempre como adolescentes, independentemente da idade cronológica, querendo sempre agradar mostrando o nosso melhor e seduzir para que o outro encontre em nós príncipes ou princesas, quando na realidade muitas vezes nos sentimos sem muito brilho.
Num encontro com algumas amigas, uma delas que acabara de encontrar um namorado dizia toda feliz que já tinha feito o mapa astral do rapaz e que já sabia de tudo da vida dele. Isso em apenas um mês...

Com os olhos brilhantes, ela dizia que nunca tinha sido tão feliz. Seu discurso transcorria sobre as coincidências do encontro amoroso e sobre os planos em comum.
Uma outra amiga sentada à mesa sugeriu que ela apenas aguardasse mais uns três meses que era o tempo que, na opinião dela, duraria uma paixão... e que passando esta fase, saberíamos se de fato era amor ou não.

Ouvindo isso, pensei em tudo o que já vi de histórias de amor, dos encontros e desencontros entre as pessoas; pensei também no desejo que todos nós temos de encontrar um parceiro e compartilhar nossa caminhada e na inexistência de regras para o amor.

Conheci muitos casos de namoros longos que após poucos meses de uma união mais formal desabam em sofrimentos múltiplos, assim como me lembre
de uma amiga que, mal conhecera o marido, foi morar com ele e continuam felizes após 15 anos de vida em comum.
Qual regra, afinal, controla o sucesso no amor?

Para procurar entender melhor essa questão, comecei a observar esses casais que dão certo. Aquela amiga que está feliz após anos de relacionamento sempre fala que entre eles não há cobrança, que cada um manteve sua vida, seus interesses, mas como gostam da companhia um do outro sempre arrumam tempo para fazer coisas em comum. Uma outra amiga também casada diz que, como não gosta de ficar sozinha quando o marido sai com o filho de um outro relacionamento, ela aproveita para ir ao cabeleireiro, fazer algumas compras ou simplesmente arrumar a casa.
Enfim, cada um faz o que tem que ser feito sem achar ruim o outro não estar junto, sem reclamar e sem jogar no outro a culpa pelas coisas que não dão certo. Ela disse que como tinham pouco tempo juntos ela tentava preservar esses momentos.

Aprender com o outro é fundamental, é a receita de Mirtes, uma outra amiga que sempre dizia que o marido chegava estressado do trabalho, por isso evitava falar de qualquer problema com ele até depois do jantar, e que nunca despejava as desavenças do seu dia nas conversas entre os dois. Claro que ele sabia da vida dela e ela da dele, mas sempre respeitando o tempo de cada um se refazer dos seus próprios embaraços. Isso espiritualmente faz muito sentido, pois estamos nessa existência para aprender com a vida.
Os ensinamentos estão o tempo todo à nossa volta e é na família e no amor que encontramos nossos mais importantes aprendizados. Nunca entendi porque as pessoas se dão o direito de largar suas mágoas dentro de casa como se seus familiares fossem responsáveis pelo seu sucesso ou desgraça. Já vi muitos relacionamentos se perderem por essa falta de respeito ao próximo. Sim, porque quando reclamamos da vida, damos espaço ao mau humor e também permitimos que energias pesadas se instalem em nosso campo áurico.
Por isso, muitas vezes as pessoas acham que ficar em silêncio resolve tudo. E não resolve. Pois como ensinam os Mestres “Sua boca pode não falar palavras que ofendem, mas sua vibração contaminada polui o ambiente a sua volta”.

Muita gente me escreveu perguntando sobre a “Lei da Atração” e tenho explicado que não se trata apenas de um processo mental, mas de um movimento por inteiro, corpo, mente, espírito. O veículo desta energia do bem acaba sendo nossas emoções e se não estamos tranqüilos, em harmonia, não há pensamento positivo que resista. Na verdade, acabamos manifestando uma mentira involuntária. Claro que ninguém quer mentir nem para si mesmo nem para o outro, mas entrar nessa harmonia da atração de coisas boas exige muito de nós.
Aprender com o outro na Lei da Convivência Harmônica é fundamental. Não podemos esquecer que o amor é uma energia em expansão constante, por isso é preciso praticar o tempo todo, e não apenas no objeto de nossa paixão. Somente a prática do amor trará mais amor.

Coincidência ou não, essas pessoas que conheço que mantêm relacionamentos duradouros e harmoniosos são pessoas bem humoradas, simpáticas e prestativas. Pessoas que se preocupam com o outro, que se doam para o amor. São também pessoas que cuidam de si mesmas, não apenas da aparência, mas também investem em seus interesses pessoais; enfim, não vivem em função do outro, e nem acham que cabe ao outro a tarefa ...

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