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Chineses e Brasileiro

Matéria: Chineses no Brasil

Autor - Fonte: Carolina Meyer - EXAME

sim, mais de trinta empresas chinesas se preparam para se instalar no Brasil -- e mostrar às concorrentes locais o que é competição de verdade

Trabalhadores chineses: entraves para conseguir vistos brasileiros
Por Carolina Meyer
EXAME
Nos últimos quatro meses, uma súbita movimentação de executivos chineses tem chamado a atenção dos ocupantes do edifício Paulista, um discreto prédio de escritório da avenida Paulista, em São Paulo. Nesse período, cerca de 30 representantes do Bank of China, um dos quatro grandes bancos de controle estatal do país, passaram por um escritório instalado no 21o andar do prédio. O que parecia um simples ponto de encontro de delegações chinesas de passagem pelo Brasil ganhou um caráter oficial na última semana com a chegada do executivo Zhang Jianhua, um dos vice-presidentes do Bank of China, designado para comandar a subsidiária brasileira, a primeira do banco na América do Sul. A missão que Jianhua recebeu de Pequim é clara: financiar os investimentos de empresas chinesas no Brasil. Para isso, ele tem em mãos uma linha de crédito que, estima-se, pode chegar a 100 bilhões de dólares. Se tudo correr como Zhang Jianhua imagina, o banco deve começar a operar dentro de dois meses e lançar as bases para que, até o final de 2010, mais de 30 empresas chinesas se estabeleçam no Brasil -- um investimento direto que deve ultrapassar 10 bilhões de dólares (veja quadro). Tal cifra colocaria a China na segunda posi
ão entre os países que mais investem no Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos. "O mercado brasileiro está em franco crescimento", afirmou Jianhua a EXAME. "Há muitas oportunidades para empresas chinesas aqui."

Entre as companhias interessadas em investir no Brasil, o China South Group é a que se encontra em fase mais avançada. O grupo -- que fatura aproximadamente 10 bilhões de dólares por ano e reúne 76 companhias de setores tão distintos quanto têxtil, autopeças, sistemas ópticos, biotecnologia e automóveis -- inaugurou sua primeira fábrica no país no final de março. Em abril, a Jiailing, uma das divisões do conglomerado, começou a produzir, em Manaus, suas motocicletas de baixa cilindrada da marca Traxx. (Até então, as motos eram importadas desmontadas da China e montadas no Ceará.) Quando estiver em plena atividade, em dezembro, a fábrica produzirá 40 000 motocicletas por ano. A empresa, contudo, já estuda triplicar essa capacidade até meados de 2010. "O Brasil é estratégico para o China South Group", afirma Rogério Scialo, diretor executivo da Traxx. "A fábrica em Manaus foi somente o primeiro passo." Dentro do grupo, outras cinco companhias têm prospectado negócios no país. "A Traxx vai funcionar como uma espécie de ponte entre o Brasil e as outras empresas do grupo", afirma Scialo. A meta de conglomerados como o China South Group, que hoje opera em 55 países, é alcançar a relevância global da Lenovo e da fabricante de eletrodomésticos Haier, as duas marcas chinesas mais conhecidas no mundo.


O desembarque dos chinese
Até 2010, cerca de 30 empresas chinesas devem se estabelecer no Brasil.As principais são:
BAOSTEEL
Faturamento
20 bilhões de dólares
Maior siderúrgica chinesa, a empresa vai investir cerca de 2 bilhões de dólares em uma usina no Espírito Santo
CHALCO
Faturamento
11 bilhões de dólares
A maior fabricante de alumínio da China deve investir 1,5 bilhão de dólares na construção de uma fábrica no Brasil
CHINA SOUTH GROUP
Faturamento
10 bilhões de dólares
Das 76 empresas da holding, 20 querem investir no país.A fabricante de motos Jiailing já tem uma fábrica em Manaus
CHERY AUTOMOBILE
Faturamento
3 bilhões de dólares(1)
Estão adiantadas as conversas para a instalação de uma fábrica da montadora chinesa em Pernambuco
(1) Estimativa

O SETOR QUE MAIS TEM AGUÇADO o apetite dos chineses é o de automóveis. Pelo menos quatro grandes montadoras planejam lançar suas bases no Brasil até dezembro de 2009 para aproveitar o forte crescimento das vendas de carros no país. Das quatro, a Chery Automobile, quarta maior montadora da China, é a que tem o plano mais agressivo. A empresa mantém negociações com o governo de Pernambuco para a instalação de uma linha de montagem com capacidade para produzir 250 000 carros por ano -- o equivalente à fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia. Para produzir sua linha completa de veículos, a Chery vai investir mais de 500 milhões de dólares na nova fábrica. As outras três montadoras -- Geely, JAC e Chana -- estão à procura de parceiros locais, sobretudo nos estados do Norte e do Nordeste. "Qualquer fabricante de automóveis quer estar presente num mercado que cresce 40% ao ano", afirma Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China.

A pouca familiaridade com a cultura e com o ambiente de negócios no Brasil é hoje um dos principais ent ...

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