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Na atividade seja brincalhão

Matéria: Na atividade seja brincalhão

Autor - Fonte: Osho

Esta técnica é baseada na dimensão da brincadeira. Isso tem que ser entendido. Se você está inativo, é bom que entre em profundo vazio, no abismo mais interno. Mas você não consegue estar vazio por todo o dia, estar passivo por todo o dia. Você terá que fazer alguma coisa. A atividade é um requisito básico, senão você não conseguirá estar vivo. Vida significa atividade. Assim, você consegue estar inativo por umas poucas horas, mas no resto das vinte e quatro horas você terá que estar ativo. E a meditação deve ser algo que se torne o seu estilo de vida, ela não pode ser um fragmento. De outra maneira, você ganhará e perderá. Se você estiver inativo por uma hora, então por vinte e três horas você estará ativo. As forças ativas serão maiores e elas destruirão tudo o que você alcançou em sua inatividade. As forças ativas irão destruí-lo. E no dia seguinte você terá que fazer o mesmo: por vinte e três horas você acumulará o `fazedor` e em uma hora você terá que destruí-lo. Isso será difícil. Assim, a sua mente precisa mudar de atitude a respeito de trabalho e atividade. Esta técnica é para isto.

O trabalho deve ser considerado como uma brincadeira, não como um trabalho. Ele deve ser considerado exatamente como um jogo. Você não deve levá-lo a sério. Você deve ser como uma criança brincando: não há significado, nada para ser atingido; simplesmente a própria atividade é uma curtição. Você pode sentir a dist nção se você brincar algumas vezes. Quando você trabalha, é diferente, você é sério, sobrecarregado, responsável, preocupado e ansioso, porque o resultado, o resultado final é o motivo. O trabalho em si não é algo que valha a pena curtir. o foco do trabalho está no futuro, no resultado. Na brincadeira não há resultado realmente. O próprio processo é alegria. E você não fica preocupado, não é uma coisa séria. Ainda que você pareça sério, é só uma representação. Numa brincadeira você curte o processo; no trabalho, o processo não está sendo curtido; o objetivo, o fim é o importante. O processo tem que ser tolerado de alguma maneira. Ele tem que ser feito porque o fim tem que ser alcançado. Se você pudesse alcançar o final sem o processo, você poderia abandonar a atividade e pular direto ao final.

Mas numa brincadeira você não faria isso. Se você pudesse alcançar o final sem brincar, então o final não teria graça. Ele tem significado apenas através do processo. Por exemplo, dois times de futebol estão em campo. No cara ou coroa eles poderiam decidir quem venceria e quem seria derrotado. Por que fazer tanto esforço, desgastando-se desnecessariamente? O jogo poderia ser decidido muito facilmente através de um cara ou coroa.O final já estaria ali. Um time poderia ganhar e o outro perder. Por que trabalhar por isso? Mas aí não haveria nenhum significado, nenhum sentido. O final não é significante; o próprio processo é que é significante. Mesmo se nenhum ganhar e nenhum perder, o jogo terá valido a pena. A atividade em si mesma é uma curtição.


Essa dimensão da brincadeira, do jogo, tem que ser aplicada a toda a sua vida. Qualquer coisa que você estiver fazendo, esteja ali tão totalmente que o final será irrelevante. Ele poderá vir, ele terá que vir, mas ele não está em sua mente. Você está brincando, você está se divertindo. (...)

Ser brincalhão é uma das bases mais profundas de todo o processo meditativo. Mas nós somos homens de negócio, nós fomos treinados para isso. Assim, mesmo quando nós estamos meditando, nós estamos olhando para o final, para o resultado. E qualquer coisa que acontecer nos deixará insatisfeitos.

As pessoas vêm a mim e dizem: `sim, a meditação está crescendo, progredindo. Eu estou me sentindo mais alegre, um pouco mais silencioso, mais relaxado, mas nada mais está acontecendo.` Nada mais, o que? Eu sei que pessoas como essas chegarão em algum dia e dirão: `sim, eu estou sentindo o nirvana, mas nada mais está acontecendo. Eu estou em êxtase, mas nada mais está acontecendo.` Mais nada, o que? Elas estão procurando lucros, e a não ser que algum lucro muito visível chegue em suas mãos, algo que possam depositar num banco, elas não conseguirão estar satisfeitas. Silêncio e felicidade são tão vagos, você não consegue possuí-los, você não consegue mostrá-los às outras pessoas.

The Fool - O Taro Zen, de Osho


Todo dia pessoas vêm a mim e dizem que estão tristes. Elas estão esperando alguma coisa que não deveria ser esperada nem mesmo num negócio. E elas esperam isso em suas meditações. A mente negociante chega à meditação com todo o treinamento de negócios. Que lucro isso poderá me trazer?

O homem de negócios não é brincalhão e se você não for brincalhão não conseguirá ser meditativo. Seja mais e mais brincalhão. Desp...

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