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Criança Interior

Matéria: Trabalhando com a criança Interior

Autor - Fonte: Sw. Prem Abodha


Normalmente, quando ouvimos falar em ‘criança interior’ temos imediatamente a idéia de algo inocente, puro, natural, espontâneo, belo. Sempre que anunciamos o trabalho que fazemos com a criança interior, dentro do processo de Osho Co-dependency (1), muitas pessoas nos procuram com a idéia de que estamos oferecendo uma vivência desse espaço original, genuíno, imaculado, perdido em nossa infância.

Inicialmente o trabalho não é bem esse, embora o contato com essa parte pura, verdadeira, real, possa acontecer em diferentes momentos do processo. Sabemos por diversas fontes que em nossa jornada de evolução do espírito, temos que nos tornar finalmente ‘como uma criança’. Em “Zarathustra, a God that Can Dance” Osho comenta as três fases da metamorfose do espírito - o camelo, o leão e a criança. A criança é o último estágio: o sim sagrado, a confiança, a inocência, que conduzem ao último pico da consciência, à divindade.

Jesus dizia: “A menos que você nasça novamente como uma criança...”. Quando Osho comenta essas palavras de Jesus, ele chama especialmente nossa atenção para um ponto:

“Lembre-se, ele não está dizendo ‘exatamente como uma criança’, mas ‘como uma criança’ – algo semelhante à consciência da criança. Mas isso não significa que você seja tão ignorante como uma criança; você é simplesmente inocente como uma criança, mas não ignorante como uma criança.” 2)

Osho diz que precisamos nos lembrar dessas duas coisas sobre a experiência de ser uma criança: que a infância tem duas dimensões – a ignorância e a inocência; e que essas duas dimensões não devem ficar misturadas:

“Quando dizemos ‘você deve nascer novamente como uma criança’, é uma coisa; e quando queremos condenar alguém, nós dizemos: ‘Não se comporte de uma maneira infantil!’. Essa ‘maneira infantil’ não é o mesmo que ‘como uma criança’. A maneira infantil abarca apenas a parte ignorante da criança, e ‘como uma criança’ abarca apenas a parte inocente da criança”.



O trabalho com a ‘criança interior’ tem por objetivo justamente trazer à consciência esse comportamento infantil, que governa nossas vidas nos trazendo dor, incompreensão, frustrações e sofrimentos desnecessários. Fazendo a distinção nítida entre essas duas dimensões de ‘ser uma criança’, podemos, durante o processo do trabalho, identificar e compreender a ‘maneira infantil’ que domina nosso relacionamento conosco mesmos, com o(s) outro(s) e com a vida. Descobrimos que em nosso interior temos uma criança ferida, carente de atenção, rejeitada, cheia de medo e de desconfiança.


Foto de Gabriel Oliveira



E o passo seguinte é aprender a acolher essa criança, aprender a se relacionar amorosamente com essa parte frágil, apreensiva, machucada que existe dentro de todos nós. De outra forma não temos como curar as feridas internas e, assim, não podemos parar de reagir e nos perdemos de nós mesmos em conflitos, ofensas e desentendimentos. Sofremos sentimentos de rejeição, de incompreensão, de desconfiança, de vergonha. Inconscientemente assumimos papéis a fim de obtermos amor e aprovação, e sabotamos o amor e as relações com velhos hábitos de acusar, controlar, exigir, se isolar, se fechar...

E, vivendo dessa ‘maneira infantil’, permanecemos vendo o mundo, as pessoas e a nós mesmos, não como tudo isso é na realidade, mas sim como quando éramos crianças, vivendo na maior parte do tempo num estado mental infantil, totalmente identificados com os sentimentos e visões de nossa criança interior. Vivemos com medo da intimidade, temos dificuldades de estabelecer limites ou até mesmo de expressar nossas necessidades com naturalidade e clareza.

Assim, o trabalho com a criança interior parte da compreensão de que temos de crescer, amadurecer, nos afirmar enquanto ser, ganhar autoconfiança e respeito por si mesmo; só então poderemos chegar, um dia, ao ponto de nos tornarmos ‘como uma criança’, readquirir as qualidades da alegria, do puro amor, da inocência e da transparência de uma criança.

“O verdadeiro sábio novamente torna-se uma criança. O círculo se completa – da criança de volta à criança. Mas a diferença é grande. A criança, como tal, é ignorante. Ela terá de passar pelo camelo, pelo leão, e voltar novamente à criança; e esta criança não é exatamente a velha criança, porque ela não é ignorante. Ela se moveu pelas experiências da vida: da escravidão, da liberdade, do sim impotente, do não feroz e, ainda assim, deixou tudo para trás. Não é ignorância, mas inocência. A primeira criança era o início da jornada. A segunda infância é a conclusão da jornada.”(3)

Sw. Prem Abodha

abodha@centroin.com.br

www.iis.com.br/~sa...

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