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Homem meditando no gelo

Matéria: A Inspiração nossa de cada dia

Autor - Fonte: Andrea Maciel Arantes

Na semana passada, diverti-me muito com um amigo ao montar uma lista de coisas que lhe inspirasse, pois segundo ele, a vida estava ficando meio assim, sem graça.

Pois bem, eu poderia dizer que a vida é assim mesmo, afinal de contas, nem sempre conseguimos o que queremos e nem todos os dias são de festa, de sol e de surpresas... mas, meu caro amigo, será que a vida é boa somente quando temos grandes motivos? Será que todos os dias precisam mesmo vir acompanhados de momentos, pessoas e acontecimentos inesquecíveis? Eu penso que não e vou explicar porquê.

A palavra ‘inspirar” apresenta 3 significados que são muito interessantes. Inspirar, segundo o dicionário é:

* A ação de inspirar ou ser inspirado.

* A ação pela qual o ar penetra nos pulmões.

* O estado da alma quando influenciada por uma potência sobrenatural: inspiração divina.

Não, não sou professora de português mas tomemos, então, o primeiro significado da palavra: a ação de ser ou estar inspirado. O que lhe inspira todos os dias? O que faz mover seu corpo e sua mente? O que lhe tira o fôlego?

Sim, é importante responder essas questões e, mesmo com a resposta pronta, devemos eventualmente nos indagar para checar o propósito de nossas ações enquanto seres humanos. Se perdermos o motivo pelo qual estamos vivendo, cairemos em um movimento automático que não nos levará a lugar nenhum. Mesmo uma viagem pro Caribe, nas férias, não terá nenhum sentido depois que volt rmos para o dia-a-dia do trabalho ou de casa. O que coloco aqui hoje é que precisamos buscar formas reais de felicidade, aprendendo a nutrir e educar nosso coração para não desejarmos algo além do que a vida pode nos dar diariamente.

Buscar situações ou momentos que nos façam felizes é altamente saudável mas precisamos também aprender a encontrar graça e conforto nos dias mais simples para que o tédio também não mate a nossa inspiração.

Uma viagem, um novo amor ou até aquisições novas nos deixam contentes, sem sombra de dúvida, mas a inspiração e a alegria da alma vêm de dentro. Elas podem até serem ligeiramente alimentadas por circunstâncias externas mas a verdadeira motivação não vem de nada que possamos adquirir. Ela está além do ter e do estar.

Sob o olhar da medicina tradicional chinesa, a falta de inspiração atinge primeiramente os pulmões. Ao inspirar, o abdomen se contrai, a caixa torácica se expande, o ar entra pelas narinas e segue pelas vias respiratórias. Este momento que, na verdade, é a troca de gases do organismo com o meio ambiente é sagrado para a manutenção da vida, sendo conhecido pelos chineses como o momento de união do homem (terra) com o céu (a energia divina). Sem inspiração e expiração, o corpo não produz QI, a energia primordial que mantém a vida.

Além disso, a falta de inspiração ou mesmo uma deficiência na energia do pulmão, podem levar àquela sensação de "aperto no peito", de "falta de ar", de "falta de ânimo" ou ainda ao sentimento crônico de angústia e de solidão.

Dessa forma, a inspiração está diretamente relacionada com o estado da alma quando influenciada por uma potência sobrenatural, conforme ditava o dicionário. A boa relação do homem com a natureza ou com a divindade movimenta toda uma energia capaz de nutrir e inspirar.

Assim, façamos valer a pena cada instante da vida, unindo nossa alma ao divino, cultivando a alegria dentro do coração (e dos pulmões!) a partir de um encontro consigo mesmo e no bom relacionamento com o meio em que vivemos, sem depender muito de grandes acontecimentos. Busquemos a inspiração nossa de cada dia na simplicidade da vida, nas formas criativas de diversão e na expressão total do nosso ser!

por Andrea Maciel Arantes - andiemaciel@yahoo.com.br


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