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O diálogo

Matéria: O diálogo

Autor - Fonte: Bernardino Nilton Nascimento

Estou só. Escuto duas vozes dentro de mim, em um rápido diálogo. O coração murmura alguma coisa a respeito da necessidade de “integração”.

A mente replica: “Verifico essa necessidade, mas não posso integrar a mim mesma. Estou tentando ser moderna, e a modernidade me parece interiormente contraditória e flutuante. Como pode um pote quebrado remendar-se a si mesmo?”

O coração responde: “Refugie-se na sociedade. Você é introvertida, concentrada e indisciplinada, por isso tem pensamentos divididos. Confesse o que está ocultando. Confesse a mim que represento o amor. Esse ato restaurará sua objetividade para consigo mesmo. Socialize seus impulsos”.

A mente: “Não estou certa de que a sociedade seja tão digna de respeito. Parece ser uma fonte de dificuldades e não de sabedoria. Não sabe para onde está indo”.

O coração: “Se sente essa dúvida não deve se refugiar em si mesmo, nem na sociedade, mas em seus objetivos e ideais. Utilize sua imaginação para fundir-se numa unidade. Dedique seus serviços ao Universo e volte a reintegrar-se, volte a ser uma mente iluminada de boa vontade e equilíbrio”.

A mente: “Ensinaram-me que os objetivos e ideais não passam de utopias”.

O coração: ”Não posso garantir que não sejam. Mas até a literatura tem poder curativo. Todos são ajudados por alguma espécie de mito em que acreditam. Entregue-se a alguma literatura curativa. Vejo sua dificuldade: você não acredita em nada,
não pode curar-se sem uma crença”

A mente: “A literatura poderia me curar se eu não soubesse que pode ser uma ficção. Sabendo disso, não posso me entregar a ela. Mas agradeço a sua ajuda. Adeus...”

A mente doente e o coração partido são duas feições gêmeas, com características desta era moderna. O coração é a encarnação do amor aplicado, disciplinado e leal à liberdade, tentando lidar com a devastação dos erros da mente. O que ele descobre é que, quanto mais amor oferecer e receber, melhor será para a mente e para ele mesmo.

As mais íntimas emoções devem ser vividas, em cada minuto, no íntimo do seu Eu Interior. Ninguém se formou nesta vida. Glorifico meu coração falando com a mente, em sua estupenda sabedoria.

Por todas as maravilhas da sua criação, o coração traz os mais nobres dos sentimentos: o “amor”, diz a mente. Do coração, podemos ter pleno conhecimento, e esta minha mortal estrutura não tem mistério para a minha mente, que formo em segredo, com todo o modelo traçado no dia-a-dia, na minha história e na essência do buraco negro no qual fui criado, em um choque das mais puras e legítimas energias. Meu coração vive todos os meus atos, e a minha mente anota tudo no livro da minha história. Meus dias já foram contados antes mesmo de existirem.

Uma parábola: Meu Deus, seus modos de proceder para comigo são amplos e cuidadosos com meus pensamentos. E o seu amor pelo meu coração é tão puro que continuo entrando e saindo do verdadeiro caminho.


BNN.


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