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No coração da selva - I

Matéria: No coração da selva - I

Autor - Fonte: Cássia Marina Moreira
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por Cássia Marina Moreira - info@essenciasdagua.com



Mais que tudo a selva é um ato de amor,

de doação integral e diária.

Seja para quem for.



Para os perdidos ou para os que como nós deliberadamente a procuramos para desvendá-la nem que seja só um pouquinho.

Não poderia falar de muitas coisas se não me tivessem incentivado desde a infância a observar além do mundo ao redor do meu umbigo, como estas maravilhas da Amazônia e principalmente todas as diferenças deste mundo tão maior.

O olhar curioso e uma atitude de busca pelo desconhecido fazem a vida toda ter um sabor característico de surpresa e de um certo deslumbre constante e isto devo aos meus pais.

Esta maneira de apreciar o que está ali na frente forma um círculo vicioso - dos bons - positivo, uma vez que a curiosidade esta constantemente presente nada fica sem ter um quezinho de descoberta às vezes até de aventura.

Gosto de pensar que em cada esquina ou mesmo no meio de cada quarteirão pode sempre existir uma novidade que não estava ali da última vez em que por lá passei. Desta forma, sempre encontro algo inusitado durante todas as caminhadas. Imagine, então, voltar à selva amazônica depois de muitos anos e novamente trilhar a mata fechada, quente e úmida. Maravilha! E não pense que isto é coisa para uns poucos e loucos admiradores da vida silvestre, somos muitos daqui mesmo e de bem longe
e todos muito interessados e deslumbrados pelo que este mundo selvagem pode nos mostrar - nos oferecer de bom grado.

Saímos da selva com a sensação de que nela existe uma quitanda, farmácia e um grande bazar de onde se pode encontrar de tudo um pouco. Claro que precisamos aprender onde estão as coisas certas para aquela necessidade própria de cada ocasião, mas realmente é possível sobreviver por lá.

Como nós, os índios também têm necessidades e desejos e na selva encontraram a realização de todos eles. É incrível mais é verdade. De tudo pode-se achar por lá; a selva coloca todos os artigos juntos como em um supermercado, um dos bons.
Posso dar um exemplo: um tipo de chá que lembra café, um cigarrinho feito de um cipó seco pode matar a vontade de algum fumante em agonia. Sem falar dos mil e um tipos de alimentos e de remédios que estão nas folhas, caules, raízes, frutos, flores, sementes, seiva ou na casca. Uma árvore pode ser generosa, mais que isso: pode ser toda medicamentosa e tudo dela é aproveitado em beneficio da saúde, mas é bastante necessária a sabedoria indígena, aquela ancestral - para reconhecer e preparar qualquer medicamento, pois é fácil se enganar. Com ajuda de Chiquinho nascido e criado por entre os igapós e igarapés, foi possível assimilar algumas poucas informações sobre o que existe naquelas matas.

Encontrei coisas incríveis por lá todas as vezes que por ali passei. Desta vez, foi um conjunto de situações que não conseguirei - e nem quero; contar tudo em um único artigo, mas sim em uma série deles. Espero de coração que gostem.

Este pequeno artigo é só para uma apresentação deste rapaz que quer ser chamado de Chiquinho e do que encontrei pela selva amazônica, bem no coração de um grande rio chamado Negro.

Espero em breve estar contando aqui sobre com é nadar e alimentar os botos cor de rosa!

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