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Direto a Deus e não aos santos

Matéria: Direto a Deus e não aos santos

Autor - Fonte: Christina Nunes

DIRETO A DEUS, E NÃO AOS SANTOS!

por Christina Nunes - meridius@superig.com.br

Faz algum tempo contei que recebi de um leitor um comentário tecido justo a respeito desta questão, bem a propósito, aliás, de artigos outros que já publiquei explanando sobre temas semelhantes, ainda e sempre norteada por convicções adquiridas via vivências sobretudo de ordem espiritual.

Li nas últimas horas determinado texto que trouxe à tona algo de enfado misturado a franca compaixão pelo perfil tacanho com que o ser humano ainda insiste em encarar a total extensão das suas potencialidades no contexto da Vida maior!

Um grande Mestre já nos ensinara reiteradamente que o homem, em todo o repertório da Criação, é o único que não se acha satisfeito, nem com o que é, quanto menos com o que os demais escolhem ser - e a partir disso engalfinham-se numa cruzada incansável de críticas às escolhas e entendimentos do seu próximo acerca do que seja Deus e as Verdades maiores da Vida - esquecendo-se de que se a sua própria versão das coisas neste sentido os satisfizesse plenamente, o primeiro efeito seria o de se verem repletos de beatitude, de paz e de inteireza dalma, livres da necessidade mórbida quanto constantemente exasperante, para eles mesmos, de convencerem os demais da sua suposta verdade verdadeira, arrastados por inconcebível arrogância de julgamento ao considerarem que todo o restante da humanidade se acha perdida e destinada a arder no mármore do infe
no... somente por não compactuar com as suas míopes quanto insignificantes versões das coisas que, ao que tudo indica, nem a eles ainda atendeu às necessidades mais recessas de suas almas, quanto menos ainda qualificando-os para nortear, a partir desta flagrante incompletude, a quem quer que seja!

É a partir disso que surgem, daí, o que já Jesus definiu outrora de cegos guiando outros cegos, de sepulcros caiados, belos por fora e cheios de podridão por dentro, que nem entram no Reino de Deus, e nem permitem que os demais entrem! Trata-se de indivíduos profundamente vitimados pelo delírio arrogante da sua própria cegueira, para perceber a tempo que a Verdade verdadeira das coisas há de vir a cada um, no tempo certo; mas justo do canal direto entre a divindade e a Sua própria criatura, feita à Sua imagem e semelhança. Nunca, jamais e em tempo algum desses que se arvoram nos Seus pretensos intermediadores, mobilizando, também pretensamente e a partir disso, mensagens dos céus aos pobres mortais - encastelados no embuste ilusório que eles mesmos atribuem aos outros ao se outorgar o monopólio dos mistérios acessados por ninguém mais que não eles mesmos!

E é de se perguntar quando, e em que época, Deus em pessoa apontou-lhes o dedo clamando, inequivocadamente, e para que todos ouvissem, que são estes ou aqueles os seus escolhidos imaculados para servirem como canais genuínos entre Si e o restante da humanidade?

Quem disse?! Onde está escrito?! Em qual diário oficial das paragens celestiais?! De fato, que se aponte em qualquer tempo e época indivíduos atuantes como mediadores de Deus para com os homens que não tenham sido assim conduzidos a esta posição, antes de tudo e de qualquer outra coisa, por iniciativa própria, e sendo a partir daí, quando muito, patrocinados por ícones do poder religioso institucionalizado desta ou daquela forma - mas cuja autoridade não vai além da forma da letra, como em qualquer outro caso questionável e circunscrito aos poderes representativos das diversas esferas de atuação existentes dentro de uma sociedade?!

E onde, aí, é de ser perguntar, o consagrado divino?! A iluminação por si?! A autoridade para se atribuir, a este ou aquele, perdição ou santidade maior ou menor?!

Lembro-me de que, durante o curso de noivos, a um questionamento contundente de meu marido sobre um dos regimentos do catolicismo a seu ver um tanto obsoleto, o palestrante e ministro daquela fé, denunci ...

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