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VÍDEO: POR QUE NOS PARECE QUE NADA DA CERTO

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MOMENTOS PERDIDOS NO TEMPO

Matéria: MOMENTOS PERDIDOS NO TEMPO

Autor - Fonte: Christina Nunes

Esses momentos ficaram perdidos no tempo como lágrimas na chuva.
Blade Runner

Cinco dias de feriado com chuva e eu não me aperto. Devemos desenvolver a habilidade para distingüir o próprio Éden dentro do nosso lar.

Não é habilidade usual nos dias atuais. As crianças - coisa curiosa! - sempre tão abertas e flexíveis não a possuem, e precisam ser estimuladas. E os demais, bem... dependerá do fator sensibilidade.

Percebo em dados momentos meu marido sensível à iniciativa. Apanha a bicicleta numa estiada da chuva, desce, anda um pouco lá embaixo com a nossa filha pequena. Eu me meto na cozinha inspirada para um bolo e uma salada de maionese. Torna-se uma atividade e tanto quando feita com amor e esta disposição é notada e apreciada. Sinto meu marido e as crianças mais à vontade com a chance de ficar trancafiados em casa dias seguidos quando me esmero em demonstrar com atitudes que a nossa casa é o melhor lugar do mundo. Para isso, vou fazendo tudo assim, com amor e felicidade: a comida, as brincadeiras com as crianças, um filme na tv; as Escolas de Samba assistidas com algum deles que esteja disposto a gastar tempo de sono madrugada adentro comentando fantasias e fazendo piadas de detalhes pitorescos...

Ângulos. É maravilhoso reconhecer que muitos ângulos captados no nosso dia-a-dia são pinturas perfeitas da Criação, tal como aquelas sensações muito experimentadas durante as excursões a locais tidos como paradisíacos, à beira de praia ou em montanhas.

Um canto de varanda onde se descortinam árvores floridas em amarelo, como fundo de uma grade de contornos bucólicos. Alguns vasos floridos do jardim de inverno compondo um quadro conjunto com a chuva caindo, fina, ininterrupta, o barulhinho reconfortante misturado ao perfume delicioso de terra molhada; o sorriso divertido de minha filha pequena, suas gargalhadinhas angelicais; um telefonema inesperado da grande amiga com quem não falo há pelo menos uns três ou quatro anos, rendendo horas a fio um bate-papo que não comporta todas as novidades acumuladas no decorrer de tanto tempo; assistir em família aquele vídeo de viagem antigo de mais de dez anos, quando tudo era tão diferente, e se emocionar com isto... quanta coisa muda em dez anos, meu Deus! Quem era aquela? Eu?

Um personagem de cinema certa feita proferiu a pérola: "Estes momentos ficaram perdidos no tempo como lágrimas na chuva. Hora de morrer..." Após o que quedou graciosamente a cabeça, deixando para sempre a sua vida artificial de autômato, no desfecho daquele filme futurista.

A cada instante de nossas vidas devemos reconhecer essas jóias, os nossos momentos preciosos; eles não ficarão perdidos como lágrimas na chuva. Pois se a cada instante morremos para alguma coisa e se a vida é renovação contínua, eles ficarão para sempre incrustados no recesso sagrado dos nossos espíritos, para serem resgatados pela recordação a qualquer tempo em que novos momentos únicos prosseguirão compondo o nosso paraíso particular...

Lembremos que a chuva, em seu curso fresco e sinuoso, mais à frente desaguará no Oceano. E que se é a este Oceano que as lágrimas se misturam, será também nEle que estaremos para sempre mergulhados... porém, redivivos!

Nada se perde, nada se cria - tudo se transforma...

Amor.

Lucilla
Escritora e oradora espírita


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