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As Cinco pessoas de cada um

Matéria: As Cinco pessoas de cada um

Autor - Fonte: Christina Nunes

Todo mundo tem as suas cinco. Cinco pessoas. Todavia, acredito que para cada um de nós exista bem mais do que isso.

Particularmente lembro, en passant, de cinco: uma senhora que surgiu sem mais nem menos ao meu lado num ônibus num dia em que, vitimada pelos efeitos pungentes da cegueira alheia para com a minha orientação espiritual na vida, estive a ponto de mandar tudo para o inferno e desanimar. Esta velhinha apareceu ao meu lado como num passe de mágica e disparou a falar sem a menor cerimônia e mesmo sem que eu, sombria e mau humorada naquela data, o solicitasse; enveredou por assuntos espíritas e desenrolou um longo repertório de episódios de ordem mediúnica que a haviam afetado, para seu enorme encanto, nos últimos tempos. Nunca mais vi aquela senhora... e nem ela soube ter sido a grande responsável por eu não ter esmorecido naquele momento crítico naquilo que faço até hoje e que considero um dos meus principais objetivos na atual vida corpórea, trabalhando em favor de um melhor esclarecimento das pessoas no que toca ao que é a vida espiritual e nas dimensões invisíveis.

A segunda pessoa foi também uma senhora que puxei de abrupto para a calçada, a tempo de evitar que um ônibus a derrubasse no meio-fio. Fico imaginando o que teria sido dela, e por conseguinte dos seus desconhecidos familiares, se ninguém tivesse tomado naquela hora aquela atitude...

A terceira, uma pessoa de minhas relações e a quem sempre devotei elevada estima, não bstante uma série indigesta de maus entendidos que nos afastou; e que recentemente, e sem que tenha talvez disso a mínima idéia, e da última maneira imaginável, me estimulou a reverter uma situação extremamente negativa para uma insuperavelmente positiva, não apenas no que a nós dizia respeito ao desfazer todos aqueles enganos mas também, e mesmo, para um número elevado de pessoas das nossas relações...

A quarta? Alguém que há muito desapareceu nas névoas dos anos e que por intermédio do que imaginava ser o me passar uma descompostura, sem o saber, despertou-me maravilhosamente para a noção devida das minhas potencialidades, naquele tempo mau aproveitadas, para progredir na vida profissional.

A quinta, uma de duas pessoas de cujos reveses participei involuntariamente, adquirindo disso o benefício impagável do desenvolvimento da autosuficiência para a superação dos obstáculos da vida...

Cinco pessoas em enredos de aparentes pequenas coisas do cotidiano. Cinco exemplos irrefutáveis do tanto que nos achamos interligados uns aos outros; do tanto que, a partir disso e sem deter de tal a devida consciência, afetamos e influenciamos no curso das nossas mútuas vivências e, por conseguinte, no crescimento, sofrimento, engrandecimento, em suma, nos aprendizados individuais!

São reflexões desenvolvidas a pretexto do excelente filme As Cinco Pessoas que Encontramos no Céu, relatando um quadro semelhante de situações a partir do falecimento súbito de um velhinho de oitenta e três anos que gastou a vida toda se achando um nada, um zero à esquerda, pela única razão de julgar não ter feito o que de fato deveria ter feito na vida. Sonhava ser um engenheiro. Não foi. Nunca passou de um funcionário da manutenção dos brinquedos de um parque de diversões... E desencarnou assim, sob os efeitos melancólicos desta impressão errônea.

Só lá no "outro lado da vida" foi deparar com a noção exata da insuspeitada importância das suas desprezadas vivências. Encontrou cinco pessoas do seu contexto findo de vida na Terra que fazendo-o assistir ao enredo de cinco lances diferentes da sua trajetória, só que presenciados de ângulos até então seus desconhecidos, levaram-no a compreender que sempre estivera exatamente onde deveria estar, segundo a Sabedoria Maior que rege todos os destinos - e não segundo a sua ótica míope que pretendendo coisas outras não conquistadas desdenhava as minúcias todas, os bastidores das situações e as realidades concorrentes de todos os envolvidos... a grandeza maior do Todo da existência que nos cerca, enfim!

No fim, foi-lhe dado constatar o sem número de vidas que preservou naquele parque de diversões anônimo do mundo, com a sua perícia indefectível na manutenção de todos aqueles perigosos brinquedos, no desempenho de um ofício aprendido do então severo pai: montanhas-russas, carrosséis de variados tipos, quedas abruptas (o Kabum do nosso Terra Encantada, no Rio de Janeiro)... Um sem número de pessoas gratas aos resultados eficientes da sua função que lhes permitiram usufruir do parque com total segurança compareceram, para lhe agradecer e apresentar-lhe a sua admiração e simpatia! E ele finalmente entendeu...

Entendeu o modo como, sem apelação, somos um Todo: interligados, importantes no que desempenhamos, seja lá onde a vida nos tenha colocado e embora na hora não faça o menor sentido para os nossos anseios ou caprichos insconscient...

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