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Canção da fidelidade

Matéria: Canção da fidelidade

Autor - Fonte: Claudette Grazziotin

Hoje, acordei, abri a janela e a manhã explodiu diante de mim com um brilho invernal.
Olhei o rio. Imóvel. Visto daqui assim extático, parece uma fria e fina lâmina metálica. De perto, como uma folha de flandres, o vento deve ondulá-lo, asssobiando cantante. Nenhum barco. Nenhuma vela.

Um arrepio percorre meu corpo. Sinto o vento gélido castigar, insensível, minha face e golpear as ramas das árvores ensolaradas, em fortes e sucessivas rajadas, fazendo-as tremeluzirem gementes em reflexos prateados e dourados.

Desenhando arabescos multiformes, céleres, passam grossas e escuras nuvens no céu, criando a ilusória sensação de que me projeto leve e alço vôo com elas em alguma direção. Enquanto brincam de esconde-esconde com o sol, num jogo que vela-revela irreverente, vão gelando tudo ao meu redor.

Formam-se amontoados delas, cada vez mais pesadas, prenúncio de uma possível nevasca e muito mais frio se anunciando. Na beleza desta visão, converso com o rio que me fita calado. E é neste instante que encontro a imagem do amigo. No silêncio do rio a ausência dele não silencia e acorda sua lembrança em mim, minha alma gritando saudade. Sinto o seu coração toldado por alguma angústia que
não defino e tento ir ao seu encontro na carona das nuvens. Chego bem perto e posso vê-lo indagando
ao mar como converso com o rio. Então,entristecida, posso vê-lo chorar suas dúvidas, seus
sentimentos feridos, suas decepções, seus medos de soltar-se de ser rejeitado, de fechar os olhos e
deixar-se cair em doce queda, de entregar-se ao amor confiante, sem desejar saber se vale o preço,
se pode naufragar.

Vejo-o implorar ao céu, ao mar, ao seu coração que lhe tragam uma resposta que apazigúe os
tormentos. Estendo a mão e tento alcançá-lo, afagá-lo. Ele se volta como pressentindo uma presença,
buscando-a. Será que desejará que seja eu ? Minha mão não o atinge, só o desejo do meu coração de
acariciá-lo, pacificá-lo, porque ele suspira.

Eu lhe sussurro palavras amorosas de paz, de fé, de confiança.

Falo suave que amar não é preciso, é andar em labirinto, é correr riscos; porque o amor não é
domesticado, é selvagem, não é partícula, é onda; é rendição, não resistência.

Percebo seus lábios moverem-se pronunciando um nome, enquanto eleva o olhar do mar ao céu, como quem
grita ou urra crispando as mãos no corrimão da sacada. Quem ele chama, Deus? Eu?

Volto, pedindo às sereias, ninfas e nereiades que cantem para ele com amor uma canção.
Pego meu livro , olho a paisagem congelada e o horizonte me leva para além do rio até o amigo. Deposito em seu coração e em suas mãos minha poesia e murmuro:-Estou aqui, contigo!
12 de junho de 2004,
Claudette
.
HOMEM-PÁSSARO
Claudette Grazziotin
A Flauta de jade-ed.Alcance-1999

Vai, homem!
És um pássaro!
Desafia o teu entendimento.
Comunga com o Universo.
Imita a águia e o condor,
desenha uma trajetória de esperança
sobre o topo dessa cordilheira.
Vai, homem!
Sem vacilar.
Cola um sorriso no teu rosto,
ele iluminará o vale!
Vai!
para ti não há Medo
ou Impossível,
tens o dom de voar.


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