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Sem parâmetro e sem noção

Matéria: Sem parâmetro e sem noção

Autor - Fonte: Flávio Bastos



por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br


O dedo indicador apontado para o outro, é o dedo que acusa; e o dedo que acusa é o mesmo que julga e condena. Quando julgamos alguém, projetamos nesse indivíduo um pouco da miséria de valores humanos que existe em nós mesmos e na sociedade.

Numa sociedade democrática, o homem público - que é o caso do político - é um indivíduo permanentemente exposto à avaliação popular. E quando ocorre a quebra de confiança e respeito por parte do povo, o mesmo, indignado ou até mesmo enfurecido como fazia com a mulher adúltera há mais de dois mil anos, aponta o dedo condenatório e atira pedras...

No entanto, arremessar pedras contra uma pessoa indefesa não é o mesmo que enfrentar o poder institucionalizado... o sistema! Por isso, nos dias de hoje, sob o ponto de vista da justiça, essa prática de "lavagem da honra" tornou-se inoperante e arcaica. Até porque com o passar dos milênios o poder político se fortaleceu a ponto de criar artimanhas sem precisar fazer uso da violência explícita, pois a mesma, internalizada nos sórdidos mecanismos da corrupção, tornou-se implícita... e as pedras arremessadas pela plebe, objetos inofensivos.

Na política, chegamos a um ponto máximo de declínio ético-moral sem precedentes... e sem parâmetro! Nem mesmo o modelo da decadente civilização romana dos senadores corruptos e devassos, supera o que atualmente observamos no cenário político brasileiro.

C
ntudo, se buscarmos culpados da crise de valores que assola o país, devemos antes de mais nada, apontarmos o dedo de frente para o espelho, porque com a nossa cultura, baseada em valores que estimulam a indiferença e o egocentrismo, temos contribuído com uma significativa parcela para que os nossos "representantes" sejam o reflexo do que somos internamente.

As consciências superiores encarnadas neste planeta, bem que tentaram - e ainda tentam - nos passar um pouco da "receita" de seus aprendizados. Robert Happé, em "O Significado da Vida" fala-nos que "a educação espiritual nos leva a compreender em que mundo estamos e como utilizar as ferramentas da mente e do coração para levar formas de amor a um mundo de medo, egoísmo e ignorância espiritual". E segue: "A educação espiritual nos auxilia a lembrar das nossas qualidades interiores que nos ajudam a criar abundância para nós mesmos e para todas as pessoas ao nosso redor. A educação espiritual está relacionada à aprendizagem de se conectar com sua inteligência inata e manifestar a sua sabedoria amorosa que é capaz de reintegrar tudo aquilo que é separado da paz".

E completa: "Somos todos seres divinos com acesso à consciência criativa, mas precisamos aprender a usá-la. Essa é a razão de estarmos encarnados, afinal a encarnação é a maneira de evoluirmos espiritualmente e poder, eventualmente, contribuir para a expansão do processo criativo e da evolução da espécie".

Joanna de Ângelis, em "Aquisição da consciência", psicografia de Divaldo Pereira Franco, informa-nos sobre o momento da conscientização e o instante a partir do qual o indivíduo consegue discernir com acerto, usando como parâmetro o equilíbrio para alcançar o ponto elevado na condição de ser humano. E segue: "Efeito natural do processo evolutivo, essa conquista te permitirá avaliar fatores profundos como o bem e o mal, o certo e o errado, o dever e a irresponsabilidade, a honra e o desar, o nobre e o vulgar, o lícito e o irregular, a liberdade e a libertinagem".

E completa a sua receita de bem-viver e progredir sempre: "A consciência pode ser treinada mediante o exercício de valores morais elevados que objetivam o bem do próximo, por consequência, o próprio bem. A aquisição da consciência é desafio da vida que merece exame, consideração e trabalho".

Antes de finalizarmos, é oportuno registrar que se não existe parâmetro para a crise ético-moral que assola este pa ...

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