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Sentimento de perda - abandono

Matéria: Sentimento de perda - abandono

Autor - Fonte: Flávio Bastos



por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

Silvia não conhecera o pai, pois quando ela estava no útero materno os seus pais se separaram e o progenitor fora viver no exterior. Foi a primeira perda significativa em sua vida.

Quando Silvia tinha um ano de idade, a sua mãe conheceu uma pessoa pela qual se interessou. A partir de então, como uma família, passaram a viver juntos. Marcos, conforme a apagada imagem na memória de Silvia e também pelo o que a sua mãe comentava dele, era um homem bom. Amoroso, trabalhador, não deixava faltar nada em casa. A família só prosperava.

No entanto, quando Silvia tinha três anos de idade, seu padrasto, por motivos alegados por sua mãe, de endividamento financeiro pela quebra de sua empresa, suicidou-se. Fora a segunda perda significativa na vida de Silvia.

Silvia cresceu, namorou, noivou e casou. Mas, aquela angústia que antes era fraquinha começara a aumentar de intensidade. Nem o seu pacato marido e seu lindo casal de filhos eram motivos suficientes para amenizar o desconforto que sentia.

Portadora de uma "dor", um sofrimento cuja origem era desconhecida, mas real e verdadeiro, pois sentia-se insatisfeita e incompleta na vida, assim Silvia conheceu outra pessoa pela qual apaixonou-se e transferiu toda a sua carência de amor e de afeto. Ele era tudo para ela.

Mas, assim como essa pessoa chegara em sua vida, da mesma maneira ela se foi. A vida parecia não ter mais sentido para Silvia. A sua referência a
orosa mais uma vez desaparecera expondo novamente a "ferida" daquele sentimento que começara a cicatrizar. Foi a terceira perda significativa na vida de Silvia.

Angustiada com aquela dor que oprimia o seu peito, Silvia procurou auxílio na Psicanálise Clínica e de Orientação Reencarnacionista. Passadas duas sessões de análise do conteúdo da sua vida atual, na terceira sessão, conforme encaminhamento, ela teve a experiência que precisava para atingir o foco principal da sua angústia
atual: viu-se aos três anos de idade, na cena do suicídio de seu amoroso padrasto. Sem entender direito o que aquilo significava, atônita e sentindo-se desamparada, ia aos prantos ao visualizar a imagem daquele homem inerte.

Silvia, como o histórico de sua vida mostra, teve uma sequência de consideráveis perdas de referências masculinas em sua existência atual. Tudo começou quando ela ainda estava no útero materno até os oito meses de vida quando o casal separou-se. Tempo suficiente para "sentir" a presença do pai no ambiente do lar, assim como as brigas do casal.

A experiência de regressão foi fundamental para associar o seu conteúdo analítico ao conteúdo pré-existente das sessões anteriores e, dessa maneira, sem perda de tempo, chegar ao foco do seu problema principal: a insatisfação gerada pelo trauma original mais significativo de sua vida - a perda, o sentimento de perda do objeto amado.

Silvia, com a ajuda da psicanálise, ainda precisará de algumas poucas sessões para "compreender melhor" o que aconteceu em sua vida até agora. No entanto, pelo fato da experiência de regressão ter sido perfeita no sentido da informação objetiva, ela já está tendo os "insigths" necessários e começando a elaborar o conteúdo que tem, durante o processo analítico, emergido de seu inconsciente.

Observa-se que Silvia, aos poucos, começa a experimentar uma sensação de paz que durante toda a sua vida jamais conseguira.

Psicanalista Clínico e Reencarnacionista.
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