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AMOR E FANTASIA

Matéria: AMOR E FANTASIA

Autor - Fonte: Irineu Deliberalli



por Irineu Deliberalli - editoramichael@terra.com.br

Todos os seres humanos buscam o amor. Crêem que este amor tem que vir de outra pessoa. Sonham, idealizam que este amor virá um dia e o(a) salvará de sua solidão. A nossa sociedade acostumou-se a procurar o amor fora. No outro. O outro tem que vir e me amar.

Espero a vida toda ser nutrido pelo outro. Ah, com o outro eu serei feliz!

Procuramos uma pessoa que dê significado a nossas vidas e nos autorize o amor. O não ter esta pessoa nos faz sofrer. Ficamos irritados, pequenos, sem valor, até chegamos a nos desprezar. Sei de muitas pessoas que choram de solidão, como se pedissem colo à outra pessoa ou do tipo pelo amor de Deus, me ame. Nossa cultura de dependência nos fez acreditar que a outra pessoa seria a nossa salvação.

Interessante, é que quando temos esta pessoa, logo depois, ela já não nos serve, pois não nos nutre, como gostaríamos de sermos nutridos. Queremos que o outro faça por nós, aquilo que apenas nós deveríamos fazer. Trocamos de parceiros, ou melhor, entramos na parceria por causa de nossas carências e saímos dela pela mesma carência não resolvida. De certa forma, isto nos prova que ninguém completa a ausência que temos no coração.

Afirmamos que ninguém completa, pois é uma das certezas que tenho depois de muita experiência profissional e de minha vida pessoal.

Esta ausência ou carência, só eu posso completá-la. É de minha responsabilidade me amar. Só e
posso me curar de minha solidão. E curo a minha solidão, aprendendo a ficar comigo. Ser importante para mim, eleger-me o primeiro em minha vida.

Estamos num padrão social tão desajustado que a sociedade nos cobra uma parceria afetiva. Sentimo-nos deslocados quando não temos uma relação afetiva acontecendo. E esta comparação, entre eu que não tenho e o outro que tem, inevitavelmente nos leva à solidão.

A solidão é um vício comportamental, é um estado da mente de quem não consegue ficar consigo, de quem não consegue se amar.

Nunca ninguém está só no universo. Se entender a estrutura dos 4 elementos e a diversidade de dimensões, certamente perceberei que nunca estou só. Só que me acostumei ao padrão da queixa, do colo, do coitadinho e receber a atenção do outro, é primordial. Preciso da atenção do outro, preciso ser nutrido pelo outro, pois não aprendi a me amar.

É comum que neste estado de solidão venhamos a desenvolver inúmeras fantasias afetivas. Nos apaixonamos por diversas possibilidades que o outro nos apresenta. Todas movidas pelas nossas carências.

Descobrimos uma infinidade de almas gêmeas e curtimos grande esperança, até que aquela alma gêmea não corresponda nossa expectativa e aí, então, descobrimos nova alma gêmea. Conheço pessoas que descobrem uma alma gêmea por mês. Outras que se encantam com certas características pessoais do outro e tecem uma rede de emoções, desejos, sonhos e principalmente fantasias, transformando sua energia afetiva num grande e imenso amor platônico, sem nunca se dar conta se estão sendo retribuídas, nesta mesma freqüência de energia.

Nós todos somos seres eletromagnéticos. Vibramos freqüências energéticas o tempo todo e creio que quando duas pessoas se amam entram, portanto, na mesma freqüência que virá proporcionar, no encontro dos corpos, a maravilhosa sensação de um perfeito orgasmo.

Se por acaso, este é o seu caso, de um amor platônico ou não correspondido, lhe dou uma dica. Olhe se a outra pessoa está na mesma sintonia que você. Se não estiver, não perca seu tempo. Use seu tempo, ficando disponível para o seu verdadeiro amor. Aquele que corresponda às suas necessidades de troca. Não idealize, amor não é para ser idealizado, é para ser experienciado.

Se o outro não está na sua freqüência caia fora; este outro não lhe merece. Relação só é boa quando ambos querem a mesma coisa. Quando estão na mesma sintonia ...

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