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Tudo é Perigoso Tudo é Divino Maravilhoso

Matéria: Tudo é Perigoso Tudo é Divino Maravilhoso

Autor - Fonte: Isolda dos Anjos Honnen

Há muitas maneiras de se falar a respeito do lado negativo da humanidade. Fala-se, por exemplo, que fomos expulsos do paraíso, o que me é possível compreender pensando no conhecimento difundido pela Teosofia, por exemplo. Outro dia li algo sobre a força do mal nos dominar através de pensamentos e emoções, incluindo-se aí tudo o que nos preocupa. Somos realmente muito "atacados" por pensamentos negativos e emoções exacerbadas, e não é à toa a relação dessa questão com a prática do esvaziamento da mente, sempre propalada pela cultura oriental.

Gosto da maneira como o autor José Trigueirinho Netto denomina essas forças que nos puxam para baixo, que nos paralisam em torno de traumas, medos e problemas: ele as chama de forças involutivas. É bem compreensível: muitos pensamentos, conceitos arraigados, emoções empedernidas, atrapalham, e muito, a nossa evolução. Acho que um aspecto importante para a evolução é o nosso bem estar, a nossa paz, a partir do que, tudo flui com uma energia melhor.

Quantas questões no mundo à nossa volta poderiam nos colocar num abismo de tristeza? A fome que mata milhões? Os arsenais de armas nucleares? As doenças incuráveis? A morte de inocentes e de pessoas queridas? A destruição do meio ambiente natural?

A maioria do "mal" à nossa volta está além da nossa capacidade pessoal de combate, mas a nossa cura interior é possível e ajudará concretamente o planeta. Podíamos tentar viver mais "sem lenço e sem
documento"**, para aumentar a energia de desprendimento, de liberdade. É muito séria a necessidade de curarmos nossos pensamentos e emoções. Se há tanta sujeira à nossa volta, a melhor reação é ficarmos limpos.

E é interessante... como já li muita literatura espiritualista, e como nunca deixo de ter minha própria interpretação das coisas, penso que mesmo o "mal" é divino, faz parte do "corpo" cósmico. Isso com certeza tem a ver com a filosofia oriental que mora em mim... Aceito tudo que a humanidade criou, aceito o primitivismo e a violência que vejo na nossa história. Tudo o que aconteceu e ainda está acontecendo pode vir a ter papel fundamental, favorecendo o surgimento de uma grande força motriz que, com todo vigor, nos lançará no oposto que queremos para viver num mundo melhor. Acho que não há nada que solicite mais a presença da LUZ e do AMOR que o "mal". É matemático, é Yin Yang... A LUZ e o AMOR também estão aqui, e procuram aliados: os que puderem viver na LUZ e no AMOR. (LUZ, como defendi no texto "Ser Extraterrestre" é sinônimo de sabedoria).

Diz Trigueirinho***:

(....) Por uma atrofia de aspectos mentais positivos, tais como o discernimento, o homem foi-se rendendo ao prazer, à superstição e ao sentimentalismo, abrindo portas ao medo e à ignorância. Como resultado, os padrões arquetípicos a serem seguidos pela mente humana não puderam emergir na humanidade terrestre, resultando não só a desvitalização da atividade mental, como também a cristalização da consciência coletiva em níveis inferiores aos que lhe estavam destinados. Assim, um abismo criou-se entre esta civilização e as correntes de vida cósmica.

Depois, Trigueirinho nos fala, em outras palavras, algo muito parecido com o que já li também no I Ching e que foram instruções de Teresa de Ávila, no século XVI: a melhor maneira de combater o mal é não desafiá-lo, não atacá-lo. As forças adversas são covardes: ao se verem desprezadas perdem a potência. Ou seja, não se deve colocar atenção e/ou sentimento no que nos faz mal!

E para concluir essas idéias, quero citar mais um parágrafo do mesmo livro:

Se nos níveis internos de um indivíduo há a decisão de assumir uma vida estritamente espiritual e de pureza, ele pode defrontar-se com resistências do eu consciente e dos corpos ao buscar realizá-la. Quando essas resistências emergem, as ligações da matéria dos corpos com forças negativas podem ocasionar distorções de conduta. Porém, se o eu consciente reconhece suas limitações e se empenha em entregar-se, dá-se uma purificação, preparo requerido para a cura total que poderá ocorrer posteriormente.

Não vamos entender vida estritamente espiritual como a necessidade de morrermos ou de termos que nos tornar monjas ou monges, é apenas uma questão de dar ao espírito o controle. E voltando à cultura oriental, é uma questão de se viver no vazio pleno e deixar a vida fluir. Dessa forma, não nosso ego, mas nosso espírito, estará no comando, resolvendo tudo com onipotência, onipresença e onisciência para que se viva evolutivamente.

Paz e amor, mesmo em meio a todas as turbulências. (É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte...*)

Isolda, 20/02/2011



* Divino, Maravilhoso. Música e letra de Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1968.

** Lembrando da música Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, 1967.

*** TRIGUEIRINHO, O Nascimento ...

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