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O quanto você é vulnerável não sei se existe algum teste

Matéria: O quanto você é vulnerável não sei se existe algum teste

Autor - Fonte: Lucya Janeth
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Não sei se existe algum teste que indique nosso grau de vulnerabilidade, criado por alguém em algum instante. No entanto, um dos serviços em que nosso ego mais se empenha é o de aparentar uma falsa fortaleza, no claro propósito de mascarar a grande dor que trazemos desde tempos remotos. Por quantas vezes já não fomos ameaçados em nossa integridade física, emocional, moral? Quantos registros plenos de negatividade temos em nossas células até o momento? Haja limpeza e desintoxicação para que possamos, enfim, registrar todo o positivo que ardentemente desejamos ver realizado em nossas vidas!

Não digo que todo esse arsenal de livros sobre pensamento positivo, visualizações criativas, meditações, etc. não auxiliem na busca por uma cura espiritual. Mas, somos ocidentais, queremos resultados imediatos. Queremos resolver milhões, ou quem sabe, bilhões de anos de escuridão, ignorância e inconsciência em alguns poucos workshops, vídeos e leituras de fim de semana. Volto a dizer: isso tudo é muito válido, pois nos abre possibilidades de uma melhor qualidade de vida. Podemos acessar nosso subconsciente criativo e nos reconectar com a fonte de sabedoria que ainda se mantém intacta em nosso interior. Além de que, nos proporciona a fé e a esperança necessárias para que continuemos sempre em frente.

E a nossa vulnerabilidade? Como podemos medir nosso progresso em direção à força interior? Não mais nos emocionando facilmente? Sendo menos sentimentai
? Ou, ao contrário de toda a proposta anterior, considerarmos que ser vulnerável, demonstrar amor, compaixão, chorar em horas “impróprias”, podem ser os reais sinais de força?

O que pude perceber em alguns grupos que freqüentei por um longo período de tempo, pode-se dizer que havia uma possível confusão entre bom humor, até certo cinismo de início e a real sensação ou percepção de felicidade. A mente mente, confunde e com a ajuda do ego facilmente nos deixa na superfície das questões. “O essencial é invisível aos olhos”, pois não? Portanto, mais uma vez o equilíbrio é fundamental para que nossa vida nos traga mais satisfação que dissabores. E, enquanto isso, acho que não devemos nos esquecer de que somos humanos, frágeis e fortes, alegres e tristes, bons e maus, verdadeiros enigmas cósmicos. Desenvolver a humildade e a tolerância para adentrarmos no mistério que permeia nossa alma e nos direciona para o propósito de nossas experiências terrenas, talvez possa nos dar a real proporção de quem somos nós e de qual seria o limite entre livre-arbítrio humano e os desígnios do Cosmo.

Propagar que tudo o que queremos ser, ter ou fazer é possível, vende. Logicamente, vende mais que indicar que existe algo que delimita todo esse nosso possível poderio, não é mesmo? Que a busca de qualquer sorte de poder, exige disciplina, determinação e esforço. Mas, somos ocidentais... E brasileiros. Onde fica o nosso famoso “jeitinho”? Lendo um texto de Shinyashiki, fiquei pasma em saber que 70% do povo brasileiro é de fracassados! Será? Excelente mercado de ilusões...

Minha natureza prefere o Tao, o caminho do meio, do não-esforço. Onde há sacrifício, tenho como alternativa o fluir. Onde existe a violência, prefiro usar a força do oponente contra ele mesmo. Confio que tudo passa, que o tempo tudo cura e que um dia toda a influência ocidental européia ou mesmo parte dela, que guardo em minha genética, irá se dissipar. Ninguém escapa de seu atavismo, de seus registros akáshicos e condicionamentos. Ninguém.

Sigo convivendo com a vulnerabilidade de meu ser, que incomoda e por vezes machuca, buscando diariamente transformá-la em algo positivo, menos doloroso. Procuro soltar-me no abandono que trago em mim e aprofundar-me nos mistérios da intuição. Como todos os seres irmãos, só quero um pouquinho mais de paz, amor e compreensão nesse nosso mundinho tão conturbado por tantas vontades, ânsias...

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